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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dark Hunters vs. Shadowhunters

Este post não se trata de uma review, apenas alguns pensamentos que tenho em redor do tema Shadowhunters e também de uma noticia que saiu recentemente em relação ao facto de a autora Sherrilyn Kenyon ter decidido processar a autora dessa saga, Cassandra Clare. Aviso desde já que é provável que ao longo deste post haja um ou outro spoiler de ambas as séries.
Quando li a trilogia original, ("A Cidade dos Ossos", "A Cidade das Cinzas" e "A Cidade de Vidro"), gostei imenso do mundo que fora criado, bem como alguma das personagens. Quando o filme foi lançado não posso dizer que tenha adorado, mas de maneira geral não o odiei.
Depois disso vieram mais seis livros, três deles a prequela da série e outros três como sequela. Gostei bastante da prequela, mas odiei a sequela, era, como se costuma dizer, espremer a vaca.
Pelas opiniões que via dos fãs ferrenhos da autora, a justificação mais comum era o "a autora teve tanto trabalho a criar aquele universo e quis aproveitar". Pois bem, sim, os autores têm imenso trabalho a criar o universo das suas histórias mas isso não serve, na minha opinião, como desculpa para continuar a criar histórias "à força" dentro desse universo. E foi isso que, a meu ver, aconteceu com este universo. A autora publicou uma excelente trilogia e uma excelente prequela e depois destruiu completamente aquilo que tinha criado ao forçar uma nova história, reciclando os personagens da trilogia original.
Ao forçar a nova storyline, só veio fortalecer a opinião de algumas pessoas de que a autora apenas o fazia pelo dinheiro e fama e que nem sequer queria saber se estava a criar algo bom ou se estava preocupada com o que os fãs poderiam gostar ou sequer se estava a "destruir" aquilo que ela própria tinha criado.
E depois veio a série televisiva. Dez minutos depois de começar a ver o primeiro episódio eu só pensava "não, nop, não". Na minha opinião, aquilo é pior que o filme e, mais uma vez, foi o forçar de algo que não tinha resultado no passado.
Não vou reclamar de aparência de actores (okay, vou, mas mais a frente explico), mas sim das suas actuações. Foi mau, muito mau. E aqueles supostos efeitos especiais e props? Os meus dentes rangem só de pensar no quão horrível aqueles 40 minutos foram.
Quanto a aparência dos actores, não, não vou reclamar da cor do cabelo da Clary ou do facto do Luke ser interpretado por um actor afro-americano. A meu ver, no caso do Luke, desde que haja coerência quando, e se, a irmã dele aparecer, por mim tudo bem (okay, não que me interesse muito, visto que perdi 40 minutos com a série e não pretendo voltar a perder tempo com ela). Não, o meu problema com a aparência das personagens cinge-se em apenas uma pessoa: Valentine.
Quando saíram as noticias do casting, fiquei bastante contente com a pessoa que eles escolheram para Valentine, porque tinha gostado bastante do trabalho do senhor (que nem sei o nome) em Reign, mas depois de ver o primeiro episódio, nem por isso (não tenho nada de mau a apontar às capacidades de actuação do senhor, simplesmente a maneira como ele se integra nesta série) .
Quem conhece a história sabe que o Valentine se fez passar pelo pai do Jace, e para que tal funcione há que haver algumas semelhanças entre os actores escolhidos para essas personagens, certo? Os senhores que organizaram o casting acharam que não, devem de ter pensado "vamos meter ali um actor conhecido sem nos preocuparmos com o pequeno detalhe que a Clary e o Jace podem ser irmãos", mesmo que nem a Jocelyn ou o Valentine tenham traços que dê para levar as pessoas a acharem que isso, em determinado ponto, seja possível.
Arrependo-me muito de ter lido a série até ao ponto que li. Aliás, a semana passada ainda tentei pegar no "A Cidade do Fogo Celestial" e meia dúzia de páginas depois pousei o livro para não correr o risco de vomitar. Devia de ter parado depois de ler a prequela. Nada de quarto ou quinto livro.
E agora temos a senhor Sherrilyn Kenyon metida ao barulho.
Pelo que me apercebi das noticias que fui lendo, ela não é a primeira pessoa a acusar a senhora Clare de plágio e também já há uns anos atrás a tinha avisado para ela alterar cenas dos seus livros (se não me engano, o titulo Shadowhunters estava incluído nessas alterações).
Ora, pouco antes desta noticia sair, eu comecei a reler os livros da saga Dark Hunters e, sinceramente, não vejo semelhança alguma entre as séries. Já saiu uma lista sobre os pontos que a SK se baseia para processar e são bastante vagos, milhentos livros têm essa premissa e, como grande fã da série Dark Hunters, sinto que deveria de estar ofendida por a senhora SK querer comparar a sua saga com a da senhora Clare. Não há comparação.
Claro que depois começaram a surgir teorias de que a SK queria apenas aproveitar a onda de popularidade que a outra série tem recebido, que agora que a série Shadowhunters estreou, a série dela não vai avançar para a adaptação televisiva ...
Bem, se formos a ver, as séries não têm semelhança, a série Dark Hunters tem os direitos comprados para uma série televisiva, a série das crónicas do Nick tem os direitos comprados para filmes e a série Were Hunters tem os direitos comprados para uma série de animação ... por isso, a não ser que a senhora SK venha a publico confirmar que a série Dark Hunters já não vai ser adaptada para a televisão, não acredito que a série tenha recebido luz vermelha.
E depois acho estranho que a noticia venha apenas do lado de uma das autoras. Não há qualquer comentário feito pela SK ou pela sua equipa, tudo o que foi divulgado ao publico veio do lado da Cassandra Clare, o que, a meu ver, invalida o argumento da busca de popularidade pela SK, porque se fosse esse o caso, ela estaria a gritar aos sete ventos, que ia processar a Cassandra Clare.
Mas o que é que eu sei? Nada, elas que se resolvam, que entretanto eu vou aproveitar o excelente trabalho que a senhor Kenyon fez com os seus Dark Hunters.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Livro #49 - "O Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares", de Ransom Riggs

Eu não sei o que se passa com os livros que estou a ler este ano, mas alguns deles são bastante estranhos. Okay, estranhos no bom sentido, mas mesmo assim, estranhos.
Este foi um deles. Não sei se foi a temática ou o facto de estar a pensar em American Horror Story: Freak Show ou as fotografias que acompanham a história. Mas de uma coisa tenho a certeza, fiquei ainda mais ansiosa pelo filme, porque agora tenho 100% certeza que não há melhor realizador para esta história que não o Tim Burton. Se ele fizer asneira com este filme, a minha fé no cinema cai por terra.
O livro em si não foi, na minha opinião, nada por aí além, até porque é o primeiro livro de uma trilogia. Foi uma boa apresentação do mundo das crianças da Senhora Peregrine, mas não senti aquela ânsia e curiosidade de voltar a pegar nele de cada vez que pousava o livro, talvez porque é um bocado parado em termos de acção.
Sim, é mesmo isso. O livro em si é parado, mas a história, pela sua originalidade, é fascinante. E as fotografias que acompanham a história ajudam imenso a imaginação.
Eu adoro um livro que que tenha mais do que simples palavras. A estética do livro ajuda imenso e acho que cada vez mais os autores e editoras estão a aperceber-se disso.
Quem pegar neste livro com a esperança de encontrar um história de terror, desengane-se. Eu arrisco-me a dizer que caí mais na categoria do mistério do que propriamente no de terror.
Sinceramente não sei quando irei pegar no segundo livro porque não fiquei muito ansiosa ou curiosa. Mas apesar disso tudo, é um bom livro e recomendo-o.


Sinopse:
Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada e uma estranha colecção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de 16 anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do Lar para Crianças Peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas… Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.