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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Book Wrap Up - Janeiro

E não é que o primeiro mês do ano chegou ao fim? E eu quase que nem dei por isso?
E as leituras não foram assim muito boas, tenho que confessar. Depois de no inicio ter apanhado livros bastante maus, comecei a pensar que o mês estava amaldiçoado e que nenhum livro me ia agradar, mas lá para o meio do mês as coisas começaram a melhorar e depois surgiu um pequeno livrinho que ainda hoje penso nele e que, pela primeira vez em muito tempo, me fez abrandar o ritmo de leitura de propósito só para fazer durar a leitura.
Ora, mas vamos por ordem cronológica de leituras. Li dois livros de Sarina Bowen, uma escritora que li pela primeira vez o ano passado (graças aos livros da senhora Elle Kennedy) e, apesar de não terem estado ao nível de "Him", foram leituras agradáveis, como sempre.
Depois disso veio o magnifico "The Princess Diarist" de Carrie Fisher. Desde pequena que o mundo de Star Wars me fascina, mas nunca me passou pela cabeça ler um livro de Carrie Fisher, apesar de saber que eles existiam. Com a morte da actriz, a curiosidade foi despertada e lá peguei no livro, que praticamente foi lido de capa a capa sem interrupção. Há tanto tempo que não me ria, mas rir a bom rir, com um livro. A história em si não é nada demais, pode quase ser considerada "artigo de revista cor de rosa", mas a escrita dela é tão cómica e depois de ver o documentário sobre ela e a mãe que era fácil ver esse sentido de humor.
Mais alguns livros que até foram engraçados e eis que chega o grande livro deste mês, "And I Darken" de Kiersten White. Tenho este livro aqui desde o ano passo e antes de o comprar já ele este no "cart" várias vezes, mas acabava sempre por preferir outro e o mesmo se passou com a leitura dele. Não sei explicar porquê, mas olhava para ele e preferia sempre ler outro que não aquele. Mas depois de vários romances seguidos, lá peguei nele e wooow.
O livro é tão bom, não só a nível de escrita (o que me surpreendeu bastante) mas a história em si também. Estava à espera de elementos de fantasia visto que é inspirado na história de Vlad Tepes, ou Vlad the Impaler, ou Vlad Drácula. Pensei que do nada fossem saltar vampiros e afins, mas não ... nada de magia, nada de vampiros, tudo normal, tudo humano.
Seguimos a história de Lada desde o nascimento e, graças à virgem da natação, ela não é nenhuma donzela à espera de ser salva. Pela primeira vez em muito tempo, aparece-me uma heroína que gosta de lutar e não porque é obrigada. Quando tiver tempo falarei mais sobre este livro, mas fica a dica ... PEGUEM NESTE LIVRO JÁ!!!
E depois disto tudo, lá voltei a pegar na saga Harry Potter. Não, eu não li esta saga quando era pequena, mas achei que estava na hora, pelo menos para poder dizer que a li. Quatro livros desta saga foram lidos este mês e agora estou a tirar umas mini férias de HP para depois terminar a saga.
E basicamente foi este o mês em leituras. Espero que Fevereiro seja melhor e que traga mais livros como "And I Darken".

Mangas & Graphic Novels
- Tokyo Ghoul Vol. 3 e 4 - Sui Ishida
- Legend - Marie Lu
- Prodigy - Marie Lu
- Nimona - Noelle Stevenson
- Attack on Titan: Before the Fall Vol. 7 e 8 - Hajime Isayama

Livros
- The Problem with Forever - Jennifer L. Armentrout
- Obsession - Jennifer L. Armentrout
- Selvagens - Don Winslow
- Heir of Fire - Sarah J. Mass
- The Year We Hide Away - Sarina Bowen
- Blond Date - Sarina Bowen
- Get Inked - Helena Hunting
 - Uprooted - Naomi Novik
- The Princess Diarist - Carrie Fisher
- The Marvels - Brian Selznick
- Shatter Me - Tahereh Mafi
- Never Never Part 1 - Colleen Hoover
- Never Never Part 2 - Colleen Hoover
- Never Never Part 3 - Colleen Hoover
- Looking for Alaska - John Green
- Only for You - Naima Simone
- Shadow and Bone - Leigh Bardugo
- And I Darken - Kiersten White
- Gravar as Marcas - Veronica Roth
- A Besta - J.R. Ward
- Por um Fio - Rainbow Rowell
- Harry Potter e o Prisoneiro de Azkaban - J.K. Rowling
- O Quidditch através dos Tempos - Kennilworthy Whisp
- Monstros Fantásticos e Onde os Encontrá-los - Newt Scamander
- Harry Potter e o Cálice de Fogo - J.K. Rowling

Short Stories
- The Witch of Duva - Leigh Bardugo
- The Tailor - Leigh Bardugo

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Livro #115 - "Gravar as Marcas", de Veronica Roth

Oh este livro ... o que ele tem dado que falar e não pelas melhores razões.
Ora, antes de começar os meus típicos devaneios tenho que dizer que não terminei este livro ... fiquei-me pela metade. Há já algum tempo que tomei a decisão de  "abandonar" os livros se nas primeiras 100 páginas ele não me prender a atenção, por isso, eu fiz um esforço enorme com este livro uma vez que passei as 100 páginas e continuei até metade, mesmo não estando a gostar dele.
Primeiro que tudo, quando comecei a leitura estava à procura do tão famoso preconceito que, segundo alguns, é tão evidente neste livro. Não o encontrei, talvez porque não seja muito piquinhas quando se fala que povo A está a oprimir povo B e se um deles é de cor ou branco. Se formos a ver então todos os livros YA que andam aí e que se enquadram nesta temática (revoluções e afins) são preconceituosos? Hell, a saga "Hunger Games" também é preconceituosa? Haverá quem diga que não, mas isso porque é povo branco a oprimir povo branco (ou a maioria de povo branco) ... isso, para mim, é cinismo e querer implicar com o autor.
Mas não foi esse o motivo que não me fez gostar do livro. Não sei, demasiado "Star Wars"? A base dos poderes é, claramente copiada da Força e isso não me agradou.
Sinceramente, acho que livros de que têm como pano de fundo o espaço não fazem muito o meu género, talvez porque, em contrapartida, filmes passados no espaço são os meus favoritos?
Seja como for, Não foi a polémica envolta neste livro, nem a escrita da autora (que não é má e nota-se alguma evolução desde a saga Divergente) que me fez desistir deste livro, foi simplesmente o facto que o tema não é dos meus preferidos.


Editora: Harper Collins
Idioma: Português
Nº Páginas: 464
Sinopse:Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.
Cyra é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
Akos é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar.
Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

Da autoria de Veronica Roth, "Gravar as Marcas" é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

«— Presumes que sou brutal por causa do que ouviste — disse eu. — Bom, e então o que eu ouvi de ti? Tens a pele fina, és um cobarde, um tonto? — Tu és uma Noavek — disse ele, teimosamente, dobrando os braços. — A brutalidade está-te no sangue.
— Eu não escolhi o sangue que me corre nas veias — respondi. — Não mais do que tu escolheste o teu destino. Tu e eu, tornámo-nos naquilo que fomos feitos para nos tornarmos.»

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

falta de originalidade que nem é brincadeira.

É impressão minha ou anda para aí uma falta de originalidade que nem é brincadeira?
No mês passado li um livrinho chamado "Stealing Snow" e fiquei bastante chocada com a falta de originalidade da história e porque era a reciclagem de uma outra saga da mesma autora. Podem ver os meus pensamentos sobre este livro aqui. 
E qual não é a minha surpresa quando volto a encontrar situações semelhantes noutros livros, de outros autores. E estamos a falar de autores bastante conhecidos e que as suas sagas têm milhões de leitores.
O ano passado li pela primeira vez livros de Sarah J. Maas e Jennifer L. Armentrout. Confesso que a primeira vez que li "A Court of Thorne and Roses" ele foi para a pilha de DNF's, mas como já tinha cá em casa o segundo livros, lá voltei a pegar nele, forcei-me a terminá-lo e quando peguei no "A Court of Mist and Fury" fiquei bastante surpreendida porque gostei bastante do livro. ouco tempo depois decidi pegar noutra saga da autora ... "Throne of Glass". Não gostei ... não gostei e só não o coloquei na pilha de DNF's porque feita parvinha tinha comprado todos os livros da saga e nem que apanhasse uma seca, ia ler os seis livros da saga que tinha cá em casa. Nem a minha boa vontade me valeu porque logo no segundo livro comecei a notar algumas semelhanças com a outra saga. 
Confesso que o caso da senhora Maas nem foi o pior, mas se pouco vontade tinha de ler os livros da saga "Throne of Glass", a pouca que tinha desapareceu. Consegui chegar ao terceiro livro e já foi um esforço muito grande. Mas, para já, continuar com a saga ACOTAR.
O meu segundo problema, ou melhor, autora, é a Jennifer L. Armentrout. O ano passado comecei a ler a saga Lux e nem desgostei. Apesar de que é, claramente, uma cópia da saga Twilight (uma saga que eu gosto de ver a milhas da minha estante). Peguem em Twilight e em vez de vampiros e lobisomens troquem-nos por E.T. de raças rivais (curiosamente, uma delas brilha que nem uma bola de espelhos) e temos a saga Lux de Jennifer L. Armentrout. Mas até aqui tudo bem, porque a escrita era ligeiramente melhor e as personagens não eram tão irritantes. 
O meu problema com esta autora começou realmente quando fui pegar noutros livros que não tinham nada a ver com esta saga. Não, as histórias não era recicladas umas das outras ... as personagens é que eram. Coloquem-lhes um nome diferente, mudem a cor de cabelo e voilá ... está feito. O último livro que li desta autora foi "The Problem With Forever" e a certo ponto pensava que estava a ler um livro da saga Lux, porque a personalidade, a maneira de pensar, os maneirismos ... era tudo igual às das personagens da saga Lux. 
Como raio é que isto tem passado pelos leitores? Como raio é que estes livros têm tanto sucesso e criticas tão positivas? 
Okay, até certo ponto até entendo ... eu própria já tive essa linha de pensamentos. São autores tão famosos, toda a gente fala neles, toda a gente "adora" os livros deles que se nós dissermos algo negativo os seus fãs fieis "caem-nos" em cima, por isso o melhor é ir com a maré ...  e assim se vão safando alguns autores, recebendo dinheiro daqueles que não gostam realmente dos seus livros, mas que se não os lêem e fingem adorar são excluídos e ainda acusados de espalhar negativismo. 
Vá lá autores, um bocadinho mais de criatividade e originalidade nos vossos trabalhos. E vá lá leitores, mais sinceridade nas vossas opiniões, vocês gastaram dinheiro no livro, podem dar-se ao luxo (ou melhor ainda, têm o direito) de expressar o que realmente pensam do livro, é a vossa opinião, os nossos antepassados lutaram para que hoje em dia ela possa ser dada de maneira livre.