E mais uma gala de Oscars se passou ... confesso que este ano foi bastante fraco a nível de filmes. Não vi os filmes todos, alguns porque não tive oportunidade para tal, outros por opção própria (sim, Tarantino, estou a falar do teu filme).
O certo e sabido é que não estava à espera de uma grande cerimónia e não fiquei desiludida. Sabia que iam haver comentários referentes à controvérsia dos nomeados, mas eles levaram isso a outro nível ... a cerimónia, que tinha como tema "Dream in Gold" (ou algo do género), passou a ser exclusivamente dedicada à polémica da diversidade.
Sim, é necessário diversidade, mas se formos a ver, as coisas começaram a aquecer quando uma mulher ficou com umas trombas do tamanho do mundo por o seu marido não ter sido nomeado. Não pensem que a senhora Jada criou a polémica que criou só porque se importa com a igualdade dos outros (acredito que ela se importe, mas não ao ponto de criar as "ondas" que criou) ... não. Onde estava ela quando, em outros anos, não havia nomeado afro americanos?
Se não me engano, foi o Christopher Plummer que disse, e bem, que não se vai nomear uma pessoa só porque ela é afro americana ou chinesa ou de outra etnia, nomeia-se uma pessoa pelo seu trabalho. Pelo amor da santa, a presidente da academia é uma mulher e ainda por cima afro americana.
É de louvar eles não terem ignorado a polémica durante a cerimónia, mas realizar a cerimónia toda em volta da polémica foi um exagero que poderia ter sido evitado.
E pronto, é essa a minha opinião quanto à cerimónia em si.
Quanto aos vencedores ...
Melhor filme:
- "Spotlight"
Ora cá está uma surpresa. Adorei este filme, mas nunca me passou pela cabeça que pudesse ganhar como melhor filme, tendo em conta que estava a concorrer com um filme como "O Renascido".
Por ser um filme mais complexo a nível visual, a minha escolha recairia para "O Renascido".
Melhor realizador:
- Alejandro G. Iñárritu, “O renascido”
Não fiquei grande fã do senhor depois de ter visto "Birdman", mas ele redimiu-se com "O Renascido". O prémio foi mais do que merecido pela mestria que demonstrou neste filme.
Melhor actor:
- Leonardo DiCaprio, “O renascido”
FINALMENTE! Confesso que este não foi o papel mais emblemático dele, se formos a ver a carreira do senhor DiCaprio, ele tem no prestações bem mais marcantes e fenomenais do que neste filme, mas, por esta altura, um Oscar pela sua interpretação, seja ela qual for, é mais do que merecido.
Melhor actriz:
- Brie Larson, "O quarto"
Estava 99% certa que ela ia ganhar, mas às vezes há surpresas, por isso, havia que rezar a todos os santinhos que ela ganhasse. É sem duvida uma interpretação formidável e conseguiu que a personagem se destacasse, apesar do filme ser praticamente do ponto de vista do filho.
Melhor actor secundário:
- Mark Rylance, "A ponte dos Espiões”
Ora cá está um vencedor com o qual eu não concordei. Não querendo tirar o mérito ao senhor, que esteve muito bem na sua interpretação, mas, para mim, foi muito mais marcante a interpretação do Tom Hardy, que na minha opinião deveria de ter ganho.
Curiosamente, também gostei da interpretação do senhor Sylvester Stalone.
Melhor actriz secundária:
- Alicia Vikander, “A Rapariga dinamarquesa”
Esta, para mim, era a categoria mais difícil. Gostei que tivesse sido ela a ganhar, mas não seria uma escolha fácil independentemente de quem ganhasse.
Melhor filme de animação:
- "Divertida-mente”
Esta categoria está ali só para "encher chouriços". É sempre óbvio que a Disney ou Pixar vai levar o prémio para casa, quer mereça ou não.
Não é que não tenha gostado do filme, mas, na minha opinião, não é nada demais, não apresenta nada de novo a nível técnico, é mais do mesmo.
Melhor argumento original:
- "Spotlight" (Tom McCarthy e Josh Singer)
Sem nada a dizer, foi bem entregue.
Melhor argumento adaptado:
- "A queda de Wall Street” (Charles Randolph e Adam McKay)
Mais um prémio bem entregue. Como se consegue criar um argumento a partir de um livro praticamente escolar, é para além de mim.
Gostava que tivesse ganhado o "Room", porque o filme está fiel ao livro, mas a nível tecnico, "The Big Short" apresenta mais dificuldades, que acabaram por ser ultrapassadas.
Melhor filme estrangeiro de língua não inglesa):
- "O filho de Saul" (Hungria)
Melhor desenho de produção:
- "Mad Max: Estrada da Fúria" (Colin Gibson)
Não. Simplesmente não. O trabalho está quase todo praticamente feito nos filmes anteriores, não há muito por onde se escapar.
Melhor fotografia:
- "O renascido" (Emmanuel Lubezki)
Fazer direcção de fotografia com luz natural não é trabalho facil, podem acreditar e ainda por cima ser bem sucedido nessa tarefa? Mais do que merecido.
Melhor guarda-roupa:
- "Mad Max: Estrada da Fúria" (Jenny Beavan)
O mesmo que aconteceu na Direcção Artística.
Preferia que o Oscar fosse para o "The Danish Girl" ou "Carol".
Melhor Montagem:
- "Mad Max: Estrada da Fúria" (Margaret Sixel)
Pensar um bocadinho "fora da caixa", daí que a minha escolha recairia em "The Big Short"
Melhores efeitos visuais:
- "Ex Machina" (Andrew Whitehurst, Paul Norris, Mark Ardington e Sara Bennett)
Nesta cenário, iria para o tradicional ... Star Wars. Mas não tiro mérito ao "Ex Machina".
Melhor caracterização:
- "Mad Max: Estrada da Fúria" (Lesley Vanderwalt, Elka Wardega e Damian Martin)
Dos que estavam nomeados, este era o mais óbvio para ganhar.
Melhor Montagem de Som:
- "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mark Mangini e David White)
Mais uma vez, teria ido pelo tradicional e a minha escolha seria Star Wars.
Melhor Mistura de Som:
- "Mad Max: Estrada da Fúria" (Chris Jenkins, Gregg Rudloff e Ben Osmo)
Nesta categoria teria ido para "O Renascido" ... mas também vou ser sincera, nas categorias de som, eu sou um zero á esquerda.
Melhor banda Sonora:
- "Os oito odiados" (Ennio Morricone)
Não vi o filme ... acho que acabei por desistir dos filmes do Tarantino porque, vamos ser sinceros, o homem é uma das pessoas mais pretensiosas que já vi. Por esse motivo, não posso dizer se foi merecido ou não, mas gostava de ter visto o senhor Williams a ganhar, apesar de ser quase uma reciclagem do trabalho anterior.
Melhor canção original:
-"Writing's on the wall" ("007-Spectre"), Sam Smith e Jimmy Napes
Okay ... porque raio é que as músicas do 007 continuam a ganhar quando temos musicas como a da senhor Gaga que foi capaz de deixar toda a gente a chorar e mereceu uma ovação?
Melhor documentário:
- "Amy", de Asif Kapadia
Melhor documentário em curta-metragem:
-"A girl in the river: the price of forgiveness"
Melhor curta-metragem:
- "Stutterer", de Benjamin Cleary e Serena Armitage
Melhor curta-metragem de animação:
- "Bear Story", de Gabriel Osorio
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Nomeados Oscars 2016 e a tradição ...
OSCARS!!!!
Yey, saiu, finalmente, a lista dos nomeados para os Oscars 2016. Como já se tornou tradição, lá vou eu fazer maratonas a ver os filmes nomeados.
Este ano decidi fazer algumas alterações nesta tradição e tentar ver alguns dos filmes no cinema e também ler alguns dos livros que inspiraram os filmes.
E sem mais demora, vamos lá ver a lista dos próximos filmes que tenho que ver:
Spectre
The Hateful Eight
Straigh Outta Compton
Shaun the Sheep Movie
Youth
The Haunting Ground
Vergonhosamente, desta enorme lista apenas vi um filme ... tentem lá adivinhar qual é.
Vai ser um mês concorrido.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
desabafo #1
Isto de se trabalhar numa companhia de teatro nem sempre é pêra doce. Por norma, toda a gente pensa que é um espectáculo (get it?) e que é cheio de glamour e afins. Onde está a parte do glamour eu não sei, mas o certo é que às vezes apanhamos umas pérolas jeitosas e a maior parte das vezes a nossa sanidade mental voa pela janela para nunca mais voltar.
Com as recentes mudanças na companhia, fomos obrigados a fazer castings e entrevistas para assistentes. Com os castings posso eu bem porque já os faço desde o tempo da faculdade. As entrevistas de emprego é que vão ser giras. Ainda vou mandar um dos candidatos dançar o vira e escolher o que dança melhor em vez do que faz melhor produção.
Com estas situações apercebo-me um pouco de que os rótulos que algumas pessoas colocam aos artistas não é assim muito errado. Com o avançar do tempo as pessoas mudaram as suas mentalidades a respeito dos artistas, mas eu ainda sou do tempo em que para muita gente os actores eram pessoas com baixo QI e que acabavam na representação porque não serviam para mais nada.
Ao organizar estes castings e entrevistas vi que algumas pessoas ainda se enquadram nesse estereotipo e se ao inicio até podia ser engraçado, ao fim de algum tempo já começa a ser desesperante.
Vamos por pontos, sim? O anuncio pedia actores (masculinos) da zona do Porto e assistentes de produção da zona do Porto. Em ambos os casos pedimos disponibilidade imediata. Todas as características estão explicitas nos anúncios.
Situação I
Tivemos uma mão cheia de actrizes a candidatar-se ao casting. Sim, ao casting e não ás entrevistas para assistente.
Situação II
Tivemos candidaturas de pessoal do Brazil (três), pessoal do Algarve, Lisboa e outras zonas que não pertencem ao Porto.
Situação III
Pessoas que se candidatam tanto para o casting como para as entrevistas mas que têm um projecto para o próximo mês ou vão de férias.
Situação IV
Pessoas que andaram contigo na faculdade e que mandam o CV e a seguinte frase: "tu já me conheces por isso não preciso de fazer uma apresentação".
Situação V
Pessoas com CV's que fazem concorrência aos "Os Miseráveis" sem dificuldade alguma.
Situação VI
Pessoas que enviam e-mail só com um anexo e sem qualquer texto, nem sequer um "boa tarde" ou o oposto, pessoas que enviam um e-mail a dizer que o CV vai em anexo e não há nada em anexo.
Pode-se dizer que foi uma semana em que muitas vezes me viam a suspirar de frustração ou a bater com a cabeça na parede.
Quando se candidata a um posto, qualquer que seja a área, deve de se ler bem o anuncio e saber analisar se nos enquadramos no que nos pedem. Se o anuncio pede um actor e que seja da zona do Porto, eu não me vou candidatar se for uma mulher que vive em Coimbra (não vamos falar das situações do Brasil que não vale a pena).
Segundo, se me pedem disponibilidade imediata mas eu só tenho disponibilidade em Novembro, das duas uma, ou envio um e-mail a explicar a situação a ver se há hipóteses ou não me candidato. Não vou fazer as pessoas gastarem tempo a ver o meu CV e tirar vaga a outra pessoa para na realidade não ir ao encontro do que pedem no anuncio.
Depois, se me conhecem do tempo de faculdade sabem que comigo é pão pão, queijo queijo. Sim, fomos da mesma turma na faculdade, mas se te estás a candidatar a uma vaga de emprego sê um pouco profissional já que muito provavelmente é isso que estamos à procura. E depois, pensa um bocado, nunca fizemos um único trabalho juntos na faculdade e mal falávamos por isso, não, eu não te conheço.
E os longos CV's? Sim gente, experiência é boa. Sim, eu sei que querem mostrar que sabem mudar um pneu e trocar uma lâmpada, mas não quero ler nove páginas de texto corrido (sim, nem era em tópicos) para chegar a meia dúzia de características que me chamam a atenção num assistente. Curto e simples, se se sentirem inspirados para escrever um longo texto para enviarem, escrevam uma carta de motivação ao algo do género, porque os CV's são para vista rápida das vossas características.
E falo daquela gente que está mesmo interessada no cargo, especialmente em assistente de produção, que apenas enviam um anexo? Quer dizer, eu não quero nenhuma obra literária, mas não fica nada mal abrir um e-mail e ter lá um "bom dia". E também não é muito bom sinal quando se esquecem de anexar o CV.
Não me venham dizer que a vida de chefe de uma companhia de teatro é glamourosa porque não é e eu desconfio que muita gente pensa que eu levo a vida do Spielberg quando lhes digo que sou licenciada em Cinema e sou produtora numa companhia de teatro.
Com as recentes mudanças na companhia, fomos obrigados a fazer castings e entrevistas para assistentes. Com os castings posso eu bem porque já os faço desde o tempo da faculdade. As entrevistas de emprego é que vão ser giras. Ainda vou mandar um dos candidatos dançar o vira e escolher o que dança melhor em vez do que faz melhor produção.
Com estas situações apercebo-me um pouco de que os rótulos que algumas pessoas colocam aos artistas não é assim muito errado. Com o avançar do tempo as pessoas mudaram as suas mentalidades a respeito dos artistas, mas eu ainda sou do tempo em que para muita gente os actores eram pessoas com baixo QI e que acabavam na representação porque não serviam para mais nada.
Ao organizar estes castings e entrevistas vi que algumas pessoas ainda se enquadram nesse estereotipo e se ao inicio até podia ser engraçado, ao fim de algum tempo já começa a ser desesperante.
Vamos por pontos, sim? O anuncio pedia actores (masculinos) da zona do Porto e assistentes de produção da zona do Porto. Em ambos os casos pedimos disponibilidade imediata. Todas as características estão explicitas nos anúncios.
Situação I
Tivemos uma mão cheia de actrizes a candidatar-se ao casting. Sim, ao casting e não ás entrevistas para assistente.
Situação II
Tivemos candidaturas de pessoal do Brazil (três), pessoal do Algarve, Lisboa e outras zonas que não pertencem ao Porto.
Situação III
Pessoas que se candidatam tanto para o casting como para as entrevistas mas que têm um projecto para o próximo mês ou vão de férias.
Situação IV
Pessoas que andaram contigo na faculdade e que mandam o CV e a seguinte frase: "tu já me conheces por isso não preciso de fazer uma apresentação".
Situação V
Pessoas com CV's que fazem concorrência aos "Os Miseráveis" sem dificuldade alguma.
Situação VI
Pessoas que enviam e-mail só com um anexo e sem qualquer texto, nem sequer um "boa tarde" ou o oposto, pessoas que enviam um e-mail a dizer que o CV vai em anexo e não há nada em anexo.
Pode-se dizer que foi uma semana em que muitas vezes me viam a suspirar de frustração ou a bater com a cabeça na parede.
Quando se candidata a um posto, qualquer que seja a área, deve de se ler bem o anuncio e saber analisar se nos enquadramos no que nos pedem. Se o anuncio pede um actor e que seja da zona do Porto, eu não me vou candidatar se for uma mulher que vive em Coimbra (não vamos falar das situações do Brasil que não vale a pena).
Segundo, se me pedem disponibilidade imediata mas eu só tenho disponibilidade em Novembro, das duas uma, ou envio um e-mail a explicar a situação a ver se há hipóteses ou não me candidato. Não vou fazer as pessoas gastarem tempo a ver o meu CV e tirar vaga a outra pessoa para na realidade não ir ao encontro do que pedem no anuncio.
Depois, se me conhecem do tempo de faculdade sabem que comigo é pão pão, queijo queijo. Sim, fomos da mesma turma na faculdade, mas se te estás a candidatar a uma vaga de emprego sê um pouco profissional já que muito provavelmente é isso que estamos à procura. E depois, pensa um bocado, nunca fizemos um único trabalho juntos na faculdade e mal falávamos por isso, não, eu não te conheço.
E os longos CV's? Sim gente, experiência é boa. Sim, eu sei que querem mostrar que sabem mudar um pneu e trocar uma lâmpada, mas não quero ler nove páginas de texto corrido (sim, nem era em tópicos) para chegar a meia dúzia de características que me chamam a atenção num assistente. Curto e simples, se se sentirem inspirados para escrever um longo texto para enviarem, escrevam uma carta de motivação ao algo do género, porque os CV's são para vista rápida das vossas características.
E falo daquela gente que está mesmo interessada no cargo, especialmente em assistente de produção, que apenas enviam um anexo? Quer dizer, eu não quero nenhuma obra literária, mas não fica nada mal abrir um e-mail e ter lá um "bom dia". E também não é muito bom sinal quando se esquecem de anexar o CV.
Não me venham dizer que a vida de chefe de uma companhia de teatro é glamourosa porque não é e eu desconfio que muita gente pensa que eu levo a vida do Spielberg quando lhes digo que sou licenciada em Cinema e sou produtora numa companhia de teatro.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
cinema.
Acho que as pessoas não fazem ideia das diferenças entre gostar de cinema e estudar cinema. Eu não sabia e tenho a dizer que isso não são boas notícias.
Quando decidi tirar a licenciatura em Cinema, inocente, tinha aquelas ilusões que ia ser tudo maravilhoso, que ia ser, bem, como um filme de Hollywood, daqueles mesmo clichés ...
A realidade e o meu imaginário não podiam estar mais distantes um do outro.
Começou com a escolha da faculdade. Acho que não podia ter escolhido pior faculdade, a começar pelos professores. Só porque as pessoas são boas profissionais não quer dizer que sejam bons professores. Porque é exactamente isso que aconteceu, grandes profissionais, de grande renome no mundo do Cinema e afins, mas professores horríveis. O que sei hoje sobre o Cinema foi porque aprendi por iniciativa própria, curiosidade em descobrir como as coisas funcionava e afins. Aprendi mais fora da faculdade do que nos três anos que lá andei.
Com tudo isto, desde cedo que o meu fascínio pelo Cinema começou a desvanecer. Era difícil encontrar um filme que gostasse ou que me prendesse a atenção e passava mais tempo à procura de erros cinematográficos ou a citar teorias do que a ver propriamente o filme.
O que de bom surgiu desses três anos (sem falar em amizades) foi uma tradição que até hoje se mantém. Todos os anos, no decorrer do mês de Fevereiro, vejo todos os filmes nomeados para os Oscars e no dia da cerimónia não há cá sono que me apanhe.
Este ano não é excepção. Acho que pela primeira vez não vou passar o fim de semana da cerimónia a ver filmes non-stop, uma vez que já vi todos os nomeados, com excepção dos filmes que não consegui encontrar on-line.
Mas apesar de tudo o que contei em cima, houve um ano que mudou tudo. Estava eu na minha depressão cinematográfica e decorria o ano de 2012. No meio da carrada de filmes que tinha para ver antes da cerimónia desse ano encontrava-se "A Invenção de Hugo". Mesmo que não estivesse nomeado seria um filme que acabaria por ver, uma vez que foi realizado pelo Martin Scorsese.
Ainda antes do final já eu estava rendida e foi como se tivesse redescoberto a magia do cinema. Aquele filmes era o relembrar do porquê eu tinha escolhido aquela área e o porquê de gostar de Cinema tanto quanto gosto.
Sabe bem ser surpreendida de vez em quando. Até hoje, nunca mais entrei em depressão cinematográfica.
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