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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O típico post fútil das prendas de natal ...

Então gente, como vai isso?
Eu sei que não tenho actualizado muito o blog a não ser a nível literário, mas eu já contava que este mês fosse complicado a nível de tempo livre, mas estava a contar que depois do Natal tivesse mais tempo livre, o que acabou por não acontecer.
Primeiro houve a estreia da primeira peça da minha companhia de teatro e logo a seguir houve um evento relacionado com o anime Bleach (que falarei noutro post) e depois disso houve mais espectáculos e para completar, as compras de Natal.
Confesso que este ano o espirito natalício foi praticamente inexistente e a minha vontade foi mesmo despachar as compras ... cheguei mesmo a mandar um "senhor" para um sitio não muito agradável quando fui a um shopping à ultima hora. Sim, eu, euzinha, gritei com um macaco qualquer, num parque de estacionamento, na véspera de Natal e mandei-o fazer coisas não muito agradáveis a si próprio.
E depois foi as limpezas natalícias e a preparação para o Natal cá em casa.
Quem me conhece sabe que eu adoro o Natal. Gosto das decorações, de estar com a família, os embrulhos lindos e perfeitos ... este ano não houve nada disso. Comprei meia dúzia de sacos todos pipis e meti as prendas lá dentro e pronto.
Para compensar a falta do espírito natalício, o meu espirito literário está em alta e a única coisa na minha lista de prendas eram livros. Recebi todos os que pedi e hoje descobri que um dos mangas que pedi já está disponível na FNAC e assim não preciso de encomendar na Amazon os restantes.
Mal posso esperar por "devastar" este haul. "Winter" já está arrumado. Um calhamaço de 800 páginas e o fim de uma saga ... podia haver melhor fim de ano literário?
Estava mesmo desejosa por estes livros, porque já os tinha pedido para os meus anos, mas só agora os recebi. E, a sério, estou mesmo desejosa de os ler.

Okay, nota-se muito que as pessoas sabem que eu sou um bocadinho geek? Pelo amor da santa da natação, eu recebi um kit de primeiros socorros do R2D2 ... e mal posso esperar por o usar!!! E para agravar a situação, até tupperwares de Star Wars eu tenho! E não vamos falar na caneca do Superman, por que eu já perdi a conta a quantas tenho.
E depois recebi ainda uma agenda, apesar de a agenda que tenho neste momento ser de 2015 E 2016, mas desengane-se quem pensa que não lhe vou dar uso. Bem como ao CD/DVD dos Queen, apesar de já não me lembrar da última vez que peguei no CD. É Queen, é uma prenda clássica ... todos os anos recebo um CD ou DVD deles.
E os cremes ... okay, eu adoro os cremes que recebi, adoro o cheiro a chocolate, mas na verdade, eu não uso cremes para o corpo. A pessoa que costuma oferecer-me cremes desistiu da ideia e este ano deu-me uma caneca do Superman porque todos os anos eu ia trocar os cremes por outra coisa qualquer ... mas o "recado" não deve de ter chegado a toda a família.
E aquela caixinha rosinha ali são brincos. Okay, é um par de argolas e o resto são pendentes para ir colocando e trocando ... uma prenda girly girly.
E as meias ... eu devo de ser das poucas pessoas que não se importa de receber meias, contando que não sejam meias blah's.
Directamente de Londres ... uma prenda de Natal e uma prenda de aniversário.
Okay, eu disse que não uso cremes para o corpo, mas adoro cremes para as mãos ... volta e meia á ando eu com um na carteira e só não os uso com mais frequência por causa dos livros.
E podemos falar daquela mala? É tão fofa. Isto chegou ontem ao fim da tarde e hoje já andei a passe-a-la. Toda a gente a elogiou e ... it's so fluffy!!!!

Depois ainda recebi umas botas "à lá preguicite aguda", como lhes chamo, um pijama e um duvet do Superman. Porque é que não tirei fotos? Porque estão a ser usados.
Tirando isso, ainda tenho para ali umas prendas de mim para mim, mas como ainda não chegaram todas, prefiro esperar e depois falar delas ... especialmente de um certo livro que tive que correr as livrarias todas do Porto para o encontrar e mesmo assim tive que o encomendar da Wook.
E pronto, estas foram as minhas prendas de Natal e para o ano há mais ... agora que venha Fevereiro e o evento que é a Gala dos Óscars! Sim, porque eu não ligo muito à Passagem de Ano, por isso, para mim, o ano, a nível de eventos, divide-se entre o Natal e os Óscars.
E como foi o vosso natal? Muito espirito natalicio? Muitas prendas? Viram o "Sozinho em Casa"?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

um walker como convidado para o jantar???

Pode dizer-se que não sou grande fã do meu aniversário, mas o pessoal cá por casa insiste em fazer festa cada vez que tal coisa acontece, por isso, este ano não foi diferente. Condição imposta? Nem uma nota musical seria emitida à volta de um bolo e velas acesas.
O dia em si não foi nada de mais, tal como eu queria, passei a manhã a dormir (despertador e telemovel desligado) e a tarde foi passada a vegetar à frente da televisão a ver Bleach. Ao fim da tarde lá fui ao cinema ver o último filme de Hunger Games e pronto ... dia terminado.
No dia seguinte a família lá veio cá a casa jantar e quando cheguei à mesa tinha um walker à minha espera.
Como prendas recebi dois bilhetes para o Rock In Rio (yeeeeey ... Queen + Adam Lambert here I go!!!!!), uma t-shirt, uma caneca, meias e chaves de Star Wars (geek much?) e ainda fiquei com os restos mortais do senhor walker.
E ainda falta a prenda da Saída de Emergência que está à minha espera nos correios e uma prendinha de mim para mim que andei a juntar dinheiro para tal (o que foi difícil quando se tem uma companhia de teatro para sustentar).
Não houve cantigas, houve Hunger Games e prendas ... posso dizer que este ano os meus anos até foram um sucesso.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

desabafo #2

Não gosto de ser patroa e depois de hoje a minha perspectiva sobre o título mudou.
Nunca tive que despedir ninguém, mas hoje isso aconteceu e tenho a dizer que estou plenamente de consciência tranquila com a minha decisão, o que me surpreendeu porque pensei que me iria sentir culpada ou que nem sequer iria conseguir avançar e resolver a situação.
Posso dizer que fui obrigada a tomar esta decisão. Quando fiz a proposta de trabalho aos actores da companhia sempre lhes disse que tinha em mente duas peças de teatro, sendo que todos os actores iriam participar nas duas peças. Todos concordaram e ninguém mostrou desinteresse nisso.
Pelo meio de peripécias e afins ainda só tivemos tempo de ensaiar uma delas.
Hoje passei a maior parte da tarde com a minha irmã e o telemovel ficou esquecido no quarto. Qual não é o meu espanto quando pego no telemovel e vejo duas chamadas não atendidas e uma sms do encenador e uma conversa de grupo com os elementos da companhia?
Depois de ficar a par do que se estava a passar respirei bem fundo e comecei a stressar.
Um dos actores criou uma conversa de grupo onde exigia (e sim, exigia) ficar na companhia mas apenas fazer uma peça. Ora, eu aceitando tal seria obrigada a contratar mais um actor e isso seria mais uma despesa para a qual não tenho possibilidade.
Depois de falar com o encenador acabei por chegar a uma decisão: ou ele fazia as duas peças como ficara combinado ou então eu teria que o mandar embora porque não tinha hipóteses de ter mais um actor a fazer o trabalho que não apetecia fazer ao outro.
Eu confesso que durante toda a conversa que tive com o actor em questão e o resto da companhia eu deveria de parecer uma autentica burra deficiente. O meu problema era que no decorrer desta semana surgiram novos projectos e oportunidades das quais eu ia hoje falar com eles mas se ele saísse eu não queria que ele saísse com o conhecimento desses mesmos projectos, daí as minhas respostas demoradas e o gaguejar constante.
Depois de lhe explicar o meu ponto de vista e de lhe relembrar que eu é que tenho a palavra final e não são os actores que gerem a companhia, ele acabou por enveredar pelo caminho do que nós chamamos aqui no Porto de "bate boca".
Chegou a um ponto em que eu já só lhe repetia as mesmas respostas porque ele só fazia as mesmas perguntas mas de maneira diferente até que um dos outros actores acabou por intervir (okay, eu quase que o obriguei porque para além da minha voz gaga eu só ouvi ele a bufar). Fazendo-o ver que basicamente o que eu lhe estava a dizer era que ou ele fazia as duas peças ou se ia embora, que eu lhe estava a dar duas opções. Mais directo ele não podia ter sido e mesmo assim não resultou, ele continuou com o "bate boca".
Eu só pensava para mim: "respira, não sejas malcriada, os teus pais deram-te educação, nem toda a gente é racional". Incrivelmente isto durou uns bons dois minutos até eu lhe dizer "ou fazes as duas peças ou tens ali a porta, ela está aberta para quem a quiser usar".
Não gosto de conflitos, mas aquele era mesmo um caso perdido e por mais que eu lhe explicasse a situação não havia volta a dar.
Depois disto tudo veio a calma. Claro que ele saiu dramaticamente ... deixou os guiões e bateu a porta, mas depois daquele bang! veio a calma.
Houve situações mal entendidas que tinham sido criadas por ele e que foram faladas e resolvidas, porque ele era esse tipo de pessoa: eu tinha sempre que me justificar com ele. Eu dizia algo, ele distorcia, dizia essas palavras distorcidas aos outros actores e depois eu tinha que ir atrás dizer que afinal as coisas não eram bem como ele estava a dizer.
Sempre tive a política da honestidade na companhia, nada era feito sem o conhecimento de todos e se um dia o actor A faltava e algo era falado referente a essa falta, no ensaio seguinte o actor A tinha conhecimento do que fora dito, bem ou mal. E a minha sorte em todas essas situações era que o encenador estava lá e ouvia tudo, mas se não fosse esse o caso seria sempre a minha palavra contra a dele.
E como disse, depois disto tudo veio a calma. Era como se uma nuvem negra tivesse saído daquela sala. Os actores que antes estavam desmotivados parecia ter ganho novo alento e até nos estiveram a ajudar com os novos projectos e saíram do ensaio (que não foi ensaio) mais entusiasmados com o futuro da companhia.
Nunca pensei que iria despedir alguém, mas também nunca pensei que ao fazê-lo fosse possível sentir-me tão livre de culpa e contente por o ter feito. Prefiro ter dois actores motivados do que três actores que estão ali só por estar.
Gerir uma companhia de teatro não é fácil, mas acho que começo a apanhar o jeito daquilo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

first steps ...

Recentemente fiz um exercício numa das sessões de psicologia que me ajudou imenso, não só na minha maneira de pensar mas também de ver as pessoas à minha volta.
Algo que me "prende" bastante é a preocupação de como as outras pessoas me vêem e esse exercício é centrado nisso mesmo.
Consiste em pedir a alguém ou a um grupo de pessoas para escrever um pequeno texto referindo qualidades e defeitos que elas vêem em nós. 
Parece algo fácil mas emocionalmente não o é, especialmente se não estivermos preparados para o que vamos ler e não estou apenas a falar da parte dos defeitos. A nível de defeitos estava bastante preparada, mas as qualidades foram o mais difícil para mim, talvez porque nunca pensei que as pessoas se apercebessem como sou. Quer dizer, eu tenho, de alguma maneira, tentado esconder quem sou perante as pessoas e saber que elas me conseguem conhecer tão bem ao ponto de fazerem com que chore baba e ranho ao ler os seus texto é realmente uma façanha. 
Nos textos as pessoas disseram , em relação a qualidades, que me viam como alguém:
- "bastante paciente"
- "com bom senso"
- "bom sentido de humor"
- "é das pessoas mais leais que conheço"
- "nunca me deixou ficar mal ou me negou ajuda"
- "sempre deu oportunidade as pessoas"
- "se eu alguma vez pedir alguma coisa (...) ela muda os planos por mim e me ajuda."
- "é das pessoas mais criativas que conheço"
- "consegue-se falar com ela sobre tudo"
- "não é de muitas palavras mas sei que o que eu precisar posso contar com ela"
- "apesar do feitio dela, encontrou força suficiente para mudar a vida dela"
- "honesta"
- "culta"
- "sensível"

Em relação aos defeitos não foi tão difícil de os ouvir porque eu própria sou a primeira a apontá-los e reconhece-los. Mas mesmo assim foi espantoso ver que as pessoas, tal como eu, vêem que sou:
- "muitas vezes não dá a sua opinião aos outros para não os magoar ou, pelo menos, com medo de os magoar"
- "céptica, pois não acredita nela"
- "reservada demais"
- "tem poucos amigos, devido a situações passadas"
- "introvertida"
- "não se dá a conhecer a muita gente, na verdade, acho que poucas pessoas conhecem a verdadeira Diana"
- "teimosa"

Com isto aprendi que não é fácil ver-nos pelos olhos dos outros, é algo bastante emocional. Claro que apenas pedi as pessoas mais próximas de mim ... isto não funciona se formos pedir ao senhor da mercearia para nos descrever. 
Mas eu tenho uma ideia absurda do que as pessoas á minha volta pensam de mim (muitas vezes penso que as pessoas me devem de julgar uma burra de primeira porque mal abro a boca para opinar sobre o que quer que seja) e ao ler os textos apercebi-me que mesmo no meu silêncio as pessoas que me são mais queridas conseguem ter uma noção de quem sou e das minhas dificuldades. 
A verdade é que a minha família não é muito dada a falar de sentimentos e no fim de semana a seguir á leitura dos textos, eu, a minha prima e a minha irmã falamos de sentimentos normalmente, como uma família normal o faria (não que a minha família seja anormal).
Tendo lido os texto pareceu que uma onda de confiança me invadiu ... eu, alguém incompreendido, quase como que a ovelha negra da família, tenho alguém que me conhece a dar apoio, mesmo quando pensava que estava nesta aventura sozinha. Agora posso continuar a ser a ovelha negra da família mas sei que tenho um grupo de ovelhas tresmalhadas atrás de mim. E não me posso esquecer dos meus amigos, aquelas pessoas que eu pensava que não conheciam a verdadeira Diana e afinal eu é que estava errada no meu pensamento deles. 
Em suma ... aconselho vivamente a toda a gente a experimentar este pequeno exercício e quando forem ler os textos certifiquem-se que têm uma caixa de lenços ao lado. 

domingo, 25 de outubro de 2015

Do more of what makes you happy.

Antes de Mais quero pedir desculpas pela ausência de post não relacionados com livros, mas tenho andado a concentrar-me num projecto pessoal do qual falarei mais a frente.
Como disse recentemente (aqui) comecei a fazer terapia.
Não é algo novo para mim porque há uns anos atrás ia com alguma frequência a uma psicóloga. Sempre tive tendências anti sociais e depressão (pode quase dizer-se que a parte da depressão é hereditária) mas também sempre tive consciência disso e quis melhorar.
Este ano as mudanças foram tantas e de tal maneira stressantes que vi-me novamente no limiar da insanidade e com "aversão ao ar livre". Volta e meia começava a chorar, ora porque tinha pensamentos impróprios, ora sem motivo nenhum. E para além disso tudo comecei a notar algo de diferente: ataques de pânico quando saia de casa.
Na maioria das vezes conseguia disfarçar. Bastava colocar um sorriso e estava tudo bem, mas os pensamentos isso já era outra história. O problema começou quando esses ataques de pânico começaram a evoluir. Passou de algo psicológico para algo físico e chegou a um ponto em que tive que dizer que chegava e que estava na altura de tratar disso de uma vez por todas.
Quando comecei a ir a esta nova psicóloga mal sabia eu onde me estava a meter.  A minha anterior psicóloga era uma pessoa a quem eu me dirigia uma vez por mês para desabafar e juntas encontrarmos uma solução para os meus problemas. Hoje em dia apercebo-me que isso era apenas pensos rápidos a estancar o sangue de um corte profundo.
E foi assim que fui parar à Oficina da Psicologia. Uma vez por semana lá vou a uma consulta e de cada vez que lá vou é tipo escavadora ... cavar e cavar até encontrar a origem do problema, onde tudo isto começou.
Sei que não vou curar estes problemas do dia para a noite. Sempre que tenho que sair de casa os suores começam, os pensamentos negativos aparecem e a vontade de dar meia volta e voltar para a segurança de quatro paredes é enorme.
Sei que vou sempre escolher o ficar em casa em vez de ir aqui ou ali.
Mas a verdade é que o problema não está apenas aí.
Como toda a gente, cresci, evoluí, amadureci ... chamem-lhe o que quiserem. Sempre gostei de pensar que tinha complexo de Peter Pan e a verdade é que até certo ponto isso está certo. Mas para desenvolver esse complexo tenho que falar do meu porto de abrigo: o meu quarto.
O meu quarto sempre foi um local sem lógica. Ao lado de um poster de uma banda teen qualquer estava um exemplar de "Os Miseráveis" ... dá para ter uma ideia, certo? Ah, e de uma ponta à outra do quarto as paredes estavam revestidas de posters, o que fazia com que se visse o cimento debaixo da tinta de tanto troca e não troca posters. Era um quarto tipicamente geek, à là teen americano onde eu "vomitava" os meus gostos.
Com esta nova fase e todas as mudanças na minha vida, o meu quarto deixou de ser o meu porto de abrigo e passou a ser um local estranho, desinteressante e ao qual eu já não pertencia. A minha tendência de mudar constantemente a composição do quarto também ajudou à festa e na semana passada deparei-me, não sei bem como, a colocar tudo em caixas e a mudar as coisas para o escritório. Quando me apercebi do que se estava a passar fui falar com o meu pai e acabei por ir comprar tinta para as paredes e no dia seguinte lá estava eu a lixar paredes.
Confesso que começou tudo como apenas uma mudança de design e, na minha inocência, apenas mais um dos meus ataques de vaidade pelo dito espaço. Quando dei por mim a lixar aquelas paredes fui, aos poucos, apercebendo-me que não era bem assim. Aquilo estava a tornar-se numa espécie de terapia e um reflexo do que estou a mudar.

Durante anos (muitos anos mesmo) o meu quarto sempre esteve coberto de posters, sempre a dar a impressão que era habitado por uma adolescente mas esses anos já vão longe e apesar de me manter a mesma geek de sempre, sempre com o espirito Peter Pan presente, a verdade é que mudei e com isso também os meus gostos e maneira de pensar mudaram e não tenho que ter um quarto, um porto de abrigo, onde esses gostos e afins estejam estampados na paredes (ainda uso meias dos Super Homem ... especialmente umas que têm uma mini capa e pareço o mensageiro dos deuses com as suas sandálias com asas).
E esse tem sido o meu projecto na última semana. Ainda está longe de terminar, mas aos poucos vai-se tornando naquilo que quero e quando terminar mostro o resultado final (sim, porque se eu soubesse que se ia tornar numa sessão terapêutica teria tirado uma foto antes de tirar os posters e afins) .
Noutro assunto que tenho andado a pensar imenso é no mundo do anime, mais nomeadamente no cosplay.
Eu sei que tinha dito (aqui) que iria fazer as coisas por etapas, mas a verdade é que cada vez mais a vontade de fazer cosplay é enorme e a perda de peso está a ir vagarosa (sem tempo para o ginásio, a única solução neste momento é mesmo á base da alimentação saudável, mas isso é bastante limitado no que diz respeito a perda de peso sem a ajuda do exercício).
Inicialmente pensei em ir ao Iberanime, mas sem companhia torna-se dificil ir onde quer que seja e neste momento pagar 17euros para ir a um evento é um bocado puxado, o mesmo no que diz respeito a Comic Con. E, sem contar, acabei por tropeçar na solução.
Invasion Of The Soul Society. Neste momento estou a terminar de ver Bleach e pensei cá para mim "tu tens o fato de shinigami, fogo, tu até tens um cosplay completo de Matsumoto" ... sim, verdade e ainda por cima é cá no Porto, é de graça, tens companhia ... porque não?
E sim, eu tenho o cospay completo de Matsumoto, mas não tenho confiança alguma para voltar a andar com aquele decote ... heck, eu já nem tenho aquele decote.
E aí começou a minha procura pela personagem ideal. E foi então que cheguei á Isane:

Eu gosto da personagem. Discreta e tal ... que eu saiba não deve de haver muitos cosplayers a fazer ... e pronto, foi simples.
Eu sei que é batota, mas o evento é apenas em Dezembro, até lá muito acontece e agora que o projecto do quarto está a terminar vou ter mais tempo livre para ir ao ginásio.
A vida é cheia de altos e baixos e nós apenas temos que aceitar isso. Neste processo todo apercebi-me que as coisas começam a correr bem a partir do momento em que aceitamos isso.
Ainda tenho muito caminho pela frente, mas, finalmente, sinto que é o correcto.
E num próximo post falarei de um exercício que fiz numa das consultas e que ajudou imenso a mudar um pouco a maneira como encaro a vida.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

a jornada das metas - o ínicio

Hello minha gente!
Vamos lá falar de motivação e perda de peso. É mesmo assim, começar logo assim de rompante que dessa maneira é tipo arrancar o penso de uma ferida.
Há cerca de 2/3 anos entrei numa "corrida" desenfreada para perde peso. Num pouco espaço de tempo perdi quase 30 kilos e estava a conseguir manter e grande parte disso foi graças  à motivação. Nunca fui muito vaidosa no que diz respeito a vestuário mas nessa altura com a perda de peso todo um novo mundo se abriu. Essa foi a minha motivação.
Entretanto fui para Edimburgo e todo o esforço e motivação foi ao ar. Podia colocar aqui mil e uma desculpas para tal ter acontecido, mas este post não é realmente sobre o que se passou, mas sim sobre o que espero vir a acontecer.
Este ano decidi que ia voltar a perder peso, que ia voltar a sentir-me bem com o meu corpo, mas as coisas nem sempre correm do jeito que planeamos.
Eu sou uma pessoa que é capaz de comer uma ninharia por dia. Para terem uma noção, esta semana passei 24horas apenas à base de café. O meu problema com o comida começa com o stress. Quanto maior for o meu stress, maior vai ser a quantidade de comida ingerida. E não estamos a falar de saladas ... a minha última mania é Pez e Red Bull.
Com os stresses que houve neste verão com a companhia de teatro e o inicio da terapia (noutro post falarei disso), todos os dias é dia de Pez e Red Bull. E talvez até conseguisse controlar tudo isso se tivesse motivação, mas a verdade é que não tenho. Hoje em dia cada vez mais lojas têm tamanhos grandes e o que me motivava à 2/3 anos atrás já não me motiva hoje.
Ora, eu gosto de pensar que sou uma pessoa criativa e que quando quero realmente algo não há quem me pare e de há uns dias para cá tenho queimado fusíveis a tentar arranjar uma solução definitiva e há poucos dias surgiu a luz.
Em vez de apenas um objectivo que me motive, porque não criar pequenas metas? Porque não fazer dessas metas algo que nunca fiz antes porque mental ou fisicamente não me sentia bem? Estão a apanhar a ideia?
Como raio é que isto surgiu? Estava eu a olhar para os meus velhos cosplays (para quem não sabe o que é, aqui está uma explicação) e só me lembrava do quão difícil era para mim escolher algo que me ficasse bem e que ao mesmo tempo gostasse. "Aí se eu fosse mais magra poderia ter feito cosplay disto, cosplay daquilo..." esse tipo de coisas. A verdade é que nem é a parte de vestir o cosplay que me deixa desconfortável, é a falta de confiança para incorporar a personagem. E daí surgiu a primeira meta, ou melhor, a ideia de criar as metas.
É óbvio que a primeira meta não é voltar a fazer cosplay, mas num futuro essa é uma meta.
Como vão funcionar essas metas? Basicamente a cada 10kilos perdidos irei realizar uma tarefa. A primeira é simples e não tem nada de especial, não é nada que o excesso de peso me impediu de fazer, mas é algo que quero fazer há algum tempo e na privação de o fazer está a motivação.
Cortar o cabelo. Sim, um simples corte de cabelo. Toda a gente sabe que eu não tenho amor ao meu cabelo no sentido em que não me importo de o cortar, pintar ou seja o que for. Simplesmente não sou daquelas mulheres que quase chora quando tem que ir cortar as pontas.
No inicio do verão estava com ideias de fazer um corte à lá Pixie.

Só que em vez disso acabei por rapar apenas o lado esquerdo naquilo que gosto de chamar o corte à lá Kelly Clarkson, porque cortei-o dessa maneira depois de ter visto video de "Invincible".

Agora que o cabelo do lado esquerdo cresceu o suficiente já posso fazer o meu pixie cut e estou ansiosa por o fazer.
E a minha primeira meta é essa. Quando perder dez kilos é quando posso ir ao cabeleireiro e fazer o corte com que ando a sonhar há meses.
Quanto ás restantes metas ... não faço ideia. A única meta que tenho planeada, para além da primeira, é a de voltar a fazer cosplay, mas isso será só mais para a frente.
E que venha o ginásio e que os Pez e Red Bull se vão embora.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

desabafo #1

Isto de se trabalhar numa companhia de teatro nem sempre é pêra doce. Por norma, toda a gente pensa que é um espectáculo (get it?) e que é cheio de glamour e afins. Onde está a parte do glamour eu não sei, mas o certo é que às vezes apanhamos umas pérolas jeitosas e a maior parte das vezes a nossa sanidade mental voa pela janela para nunca mais voltar.
Com as recentes mudanças na companhia, fomos obrigados a fazer castings e entrevistas para assistentes. Com os castings posso eu bem porque já os faço desde o tempo da faculdade. As entrevistas de emprego é que vão ser giras. Ainda vou mandar um dos candidatos dançar o vira e escolher o que dança melhor em vez do que faz melhor produção.
Com estas situações apercebo-me um pouco de que os rótulos que algumas pessoas colocam aos artistas não é assim muito errado. Com o avançar do tempo as pessoas mudaram as suas mentalidades a respeito dos artistas, mas eu ainda sou do tempo em que para muita gente os actores eram pessoas com baixo QI e que acabavam na representação porque não serviam para mais nada.
Ao organizar estes castings e entrevistas vi que algumas pessoas ainda se enquadram nesse estereotipo e se ao inicio até podia ser engraçado, ao fim de algum tempo já começa a ser desesperante.
Vamos por pontos, sim? O anuncio pedia actores (masculinos) da zona do Porto e assistentes de produção da zona do Porto. Em ambos os casos pedimos disponibilidade imediata. Todas as características estão explicitas nos anúncios.

Situação I
Tivemos uma mão cheia de actrizes a candidatar-se ao casting. Sim, ao casting e não ás entrevistas para assistente.

Situação II
Tivemos candidaturas de pessoal do Brazil (três), pessoal do Algarve, Lisboa e outras zonas que não pertencem ao Porto.

Situação III
Pessoas que se candidatam tanto para o casting como para as entrevistas mas que têm um projecto para o próximo mês ou vão de férias.

Situação IV
Pessoas que andaram contigo na faculdade e que mandam o CV e a seguinte frase: "tu já me conheces por isso não preciso de fazer uma apresentação".

Situação V
Pessoas com CV's que fazem concorrência aos "Os Miseráveis" sem dificuldade alguma.

Situação VI
Pessoas que enviam e-mail só com um anexo e sem qualquer texto, nem sequer um "boa tarde" ou o oposto, pessoas que enviam um e-mail a dizer que o CV vai em anexo e não há nada em anexo.

Pode-se dizer que foi uma semana em que muitas vezes me viam a suspirar de frustração ou a bater com a cabeça na parede.
Quando se candidata a um posto, qualquer que seja a área, deve de se ler bem o anuncio e saber analisar se nos enquadramos no que nos pedem. Se o anuncio pede um actor e que seja da zona do Porto, eu não me vou candidatar se for uma mulher que vive em Coimbra (não vamos falar das situações do Brasil que não vale a pena).
Segundo, se me pedem disponibilidade imediata mas eu só tenho disponibilidade em Novembro, das duas uma, ou envio um e-mail a explicar a situação a ver se há hipóteses ou não me candidato. Não vou fazer as pessoas gastarem tempo a ver o meu CV e tirar vaga a outra pessoa para na realidade não ir ao encontro do que pedem no anuncio.
Depois, se me conhecem do tempo de faculdade sabem que comigo é pão pão, queijo queijo. Sim, fomos da mesma turma na faculdade, mas se te estás a candidatar a uma vaga de emprego sê um pouco profissional já que muito provavelmente é isso que estamos à procura. E depois, pensa um bocado, nunca fizemos um único trabalho juntos na faculdade e mal falávamos por isso, não, eu não te conheço.
E os longos CV's? Sim gente, experiência é boa. Sim, eu sei que querem mostrar que sabem mudar um pneu e trocar uma lâmpada, mas não quero ler nove páginas de texto corrido (sim, nem era em tópicos) para chegar a meia dúzia de características que me chamam a atenção num assistente. Curto e simples, se se sentirem inspirados para escrever um longo texto para enviarem, escrevam uma carta de motivação ao algo do género, porque os CV's são para vista rápida das vossas características.
E falo daquela gente que está mesmo interessada no cargo, especialmente em assistente de produção, que apenas enviam um anexo? Quer dizer, eu não quero nenhuma obra literária, mas não fica nada mal abrir um e-mail e ter lá um "bom dia". E também não é muito bom sinal quando se esquecem de anexar o CV.
Não me venham dizer que a vida de chefe de uma companhia de teatro é glamourosa porque não é e eu desconfio que muita gente pensa que eu levo a vida do Spielberg quando lhes digo que sou licenciada em Cinema e sou produtora numa companhia de teatro.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

anime, teatro e férias.

Eu não me esqueci que tinha um blog, simplesmente o tempo e paciência não têm andado para estes lados.

Quem diria, no inicio do ano, que a vida poderia correr tão diferente daquilo que tínhamos planeado? Eu tenho um problema com o controlo. Está clinicamente provado (e não estou a ser irónica ou algo do género). Entro em paranóia se as coisas fogem do meu controlo e este ano isso está a ser o pão nosso de cada dia. Mas curiosamente tudo isso se enquadra na categoria do "no bom sentido".

Por esta altura esperava ter uma viagem marcada para Londres (para umas merecidas férias), mas todo o dinheiro que tinha para a viagem e para percorrer os musicias de West End de ponta a ponta foi investido na nova companhia de teatro (que agora estou a dirigir sozinha). Fiquei triste? Sim, mas apenas porque a intenção era visitar a Lau, mas já nos resolvemos quanto a esse assunto.

Tal como disse, estou a dirigir a companhia de teatro sozinha. Confesso que inicialmente estava cheia de medo, mas das duas uma, ou desistia da companhia ou arriscava. Bem, como pelos vistos estou no ano de arriscar, lá fui eu.



Pelo meio disto tudo perdi uma amiga, mas com amigas como aquelas mais vale estar sozinha. Quem é que decide deixar uma parceria porque simplesmente não está para ficar responsável pelo negócio durante uma semana (onde o único trabalho que tinha era agendar ensaios por cinco dias)? E para cúmulo dos cúmulos? Eu ia de férias numa Segunda Feira e nessa Segunda Feira foi quando ela me decidiu dizer que ia sair da Companhia.

Resumindo, estou a morrer por uma semana de férias e pelo andar da carruagem tão cedo não a vou ter.



Em contrapartida voltei a "viajar" no tempo e regressei ao tempo em que só via anime. Finalmente estou a par de Naruto, estou finalmente a terminar de ver Bleach e ... não sei que mais ver. Juro, estive tanto tempo afastada desse mundo que não faço ideia quais são os animes que por aí andam. Da pouca pesquisa que fiz sei que "Attack on Titan" é bastante falado, mas de resto ... zero. Sugestões?

Aos poucos e poucos vou voltando a entrar no mundo do anime e cada vez mais me surge a pergunta "porque raio deixei de ver anime? porque é que deixei de ir a eventos e afins?" ...Anyway, o que importa é que voltei.

E, para ser sincera, não se tem passado muito mais do que isso, porque passo os dias a trabalhar e as poucas horas livres que tenho depois do jantar são para descansar porque isto de trabalhar das 8horas ás 19horas tem muito que se lhe diga.



(Mudei o blog do Wordpress para o meu antigo endereço, porque verdade seja dita, eu não entendo nada daquilo e sempre me desenrasco melhor no blogger)


quinta-feira, 9 de abril de 2015

new start.

Tenho andado tão atarefada que nem tempo tenho para vir aqui desabafar. Estas duas últimas semanas foram um correrio e, por muito que me queixe, até sabe bem.
Vamos pelo principio. Despedi-me. Eu disse que este ano ia começar a ser mais egoísta e que iria começar a fazer as coisas á minha maneira. Como já tinha dito, nunca tive tensões de subir de posto na companhia de teatro onde estava, mas só porque não quero subir de chefe de produção para patroa não quer dizer que os outros têm direito a mandar na minha equipa, no meu trabalho e que cheguem mesmo a insultar e desvalorizar o trabalho que uma equipa de produção faz.
Eu não desvalorizo o trabalho dos actores, muito pelo contrário, mas o que muitos deles não se lembram é que eles ensaiam uma ou duas vezes por semana (se tanto) fazem o espectáculo e já está. A equipa de produção trabalha a semana toda, de manha á noite. E agora digam-me, é justo que essa mesma equipa receba menos que os actores? Não, mas o mal nem estava aí, eu sabia quanto ia receber quando aceitei trabalhar na companhia. O mal está quando os actores que não sabem patavina de produção se querem meter nesses assuntos e lhes chamam de insensitivo.
Passo a explicar. Cada elemento da produção recebe 10% do valor de cada espectáculo. Trata-se de uma equipa de duas pessoas, o que perfaz um total de 20% para a produção e o resto é dividido entre actores, fundo de caixa e despesas de deslocação.
Foi sugerido por um dos actores que apenas a pessoa que faz a marcação do espectáculo receba a percentagem total de 10% e que a outra pessoa receba uma percentagem inferior, sendo que o restante seja distribuído pelos actores ou fundo de caixa.
Nós trabalhamos que nem umas escravas e recebemos uma esmola (eu no ultimo espectáculo recebi o suficiente para me pagar o almoço nesse dia) e ainda querem diminuir mais o dinheiro que recebemos baseado na sorte que uma de nós possa ter em encontrar uma escola que esteja disposta a receber uma peça de teatro? MAS ESTÃO A GOZAR COM A MINHA CARA?
Em primeiro lugar não foi o combinado quando comecei a trabalhar lá e segundo, por muito que goste de ajudar as pessoas, também tenho as minhas despesas e não vou tirar do meu bolso para encher os bolsos dos outros que já por eles recebem o seu salário.
Claro que quando me vim embora ficou aquele vazio e a pergunta "o que raio vou eu agora fazer á minha vida?". Sempre me debati com o facto de achar que estava aqui só por estar, que nada do que fiz até agora deixou uma marca. Típicas perguntas existenciais.
Desde a faculdade que o pessoal anda a chatear-me a cabeça (e também a uma amiga minha) para abrirmos a nossa própria produtora. A minha dúvida nunca foi se tinha capacidades para abrir e levar avante a minha própria produtora, a minha dúvida é referente á minha capacidade de comandar, de impor respeito e de ser "visível". Pelo amor da santa, ainda há uns dias um cliente entrou no escritório do armazém, olhou-me nos olhos e foi-se embora e quando o meu pai lhe disse que eu estava no escritório ele disse-lhe "eu não vi lá ninguém" (diga-se de passagem que se já não ia com a cara do homem, agora nem o posso ver a frente). São esse tipo de situações que me fazem sentir insignificante e incapaz de ser patroa de quem quer que seja.
E depois há aqueles momentos chaves na vida. Não importa se é uma saída, uma conversa ou um filme. No meu caso foi uma música.
Sempre tive tendência a gostar das musicas pelas suas mensagens e que se lixasse o estilo em que se inseria. E no meio de todas as músicas que ouço eis que surge esta:

E foi simples. Que mais podia fazer depois de ouvir esta música e ver este video?
Meti mãos há obra e posso afirmar, com orgulho, que a nova companhia de teatro tem mais projectos e apoios do que a companhia onde trabalhei por quase dois anos teve no decorrer da sua existência. Ponto positivo, ainda não temos atores ou qualquer referência social na net. Se nós num espaço de duas semanas conseguimos tudo isto, imaginem o que será possível daqui para a frente.
Posso dizer que o nosso bebé ainda não nasceu oficialmente, mas já me deixa bastante orgulhosa e a equipa que temos até agora ainda mais orgulhosa me deixa.
E é este o meu motivo para estar desaparecida em combate. Juntem a isto as limpezas da Páscoa, o trabalho no armazém e as leituras extras que este novo projecto obriga e temos uma Diana a mil há hora e sem tempo para o que quer que seja extra.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

cinema.

Acho que as pessoas não fazem ideia das diferenças entre gostar de cinema e estudar cinema. Eu não sabia e tenho a dizer que isso não são boas notícias.
Quando decidi tirar a licenciatura em Cinema, inocente, tinha aquelas ilusões que ia ser tudo maravilhoso, que ia ser, bem, como um filme de Hollywood, daqueles mesmo clichés ...
A realidade e o meu imaginário não podiam estar mais distantes um do outro.
Começou com a escolha da faculdade. Acho que não podia ter escolhido pior faculdade, a começar pelos professores. Só porque as pessoas são boas profissionais não quer dizer que sejam bons professores. Porque é exactamente isso que aconteceu, grandes profissionais, de grande renome no mundo do Cinema e afins, mas professores horríveis. O que sei hoje sobre o Cinema foi porque aprendi por iniciativa própria, curiosidade em descobrir como as coisas funcionava e afins. Aprendi mais fora da faculdade do que nos três anos que lá andei.
Com tudo isto, desde cedo que o meu fascínio pelo Cinema começou a desvanecer. Era difícil encontrar um filme que gostasse ou que me prendesse a atenção e passava mais tempo à procura de erros cinematográficos ou a citar teorias do que a ver propriamente o filme.
O que de bom surgiu desses três anos (sem falar em amizades) foi uma tradição que até hoje se mantém. Todos os anos, no decorrer do mês de Fevereiro, vejo todos os filmes nomeados para os Oscars e no dia da cerimónia não há cá sono que me apanhe.
Este ano não é excepção. Acho que pela primeira vez não vou passar o fim de semana da cerimónia a ver filmes non-stop, uma vez que já vi todos os nomeados, com excepção dos filmes que não consegui encontrar on-line.
Mas apesar de tudo o que contei em cima, houve um ano que mudou tudo. Estava eu na minha depressão cinematográfica e decorria o ano de 2012. No meio da carrada de filmes que tinha para ver antes da cerimónia desse ano encontrava-se "A Invenção de Hugo". Mesmo que não estivesse nomeado seria um filme que acabaria por ver, uma vez que foi realizado pelo Martin Scorsese.
Ainda antes do final já eu estava rendida e foi como se tivesse redescoberto a magia do cinema. Aquele filmes era o relembrar do porquê eu tinha escolhido aquela área e o porquê de gostar de Cinema tanto quanto gosto.
Sabe bem ser surpreendida de vez em quando. Até hoje, nunca mais entrei em depressão cinematográfica.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

respeito.

De dia para dia vou-me apercebendo que as mudanças, por mais radicais que sejam, são necessárias e, se antes estava decidida a mudar e estava a fazer algo para isso, agora é que se vão ver resultados.
Sempre me apercebi que as pessoas tentava tirar proveito de mim e da minha, aparente, ingenuidade. Só porque sou compreensiva e gosto de facilitar as coisas ás pessoas não quer dizer que seja burra e que as pessoas tenham o direito de fazer "gato-sapato" de mim.
Para mim, está sempre tudo "numa boa", mas se me tentam atirar areia aos olhos ou insultar-me, o caso muda de figura. E foi isso que me aconteceu hoje.
Não vou entrar em detalhes, porque a história apenas interessa aos envolvidos, mas se antes as pessoas diziam o que lhes apetecia sobre mim, agora não vou permitir que tal aconteça. O respeito é algo muito bonito, respeito toda a gente, mas a partir do momento em que me desrespeitam, desculpem, mas a simpatia acabou.
Ninguém tem o direito de desrespeitar ninguém. Ninguém é superior a ninguém.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

eu e o desporto ...

share_tempory
(EU, NO CAMPEONATO NACIONAL DE KICKBOXING EM GOUVEIA, JUNHO 2014)
Desde que me lembro que pratico desportos. Ballet, natação, hóquei em patins ... já para não falar nas típicas aulas de educação física. Mas tal como já tinha referido, quando comecei a faculdade também deixei de praticar desporto, por isso o mais óbvio foi recomeçar a fazer exercício assim que as aulas acabaram.
Na altura, porque tinha companhia e porque ficava mesmo perto de casa (que é onde o diabo perdeu as botas), comecei a praticar kickboxing. Ainda não tinha feito o primeiro treino e já tinha luvas e caneleiras.
Pratiquei o desporto não só porque é uma óptima pratica para defesa pessoal, mas porque a parte técnica me interessava e porque como o objectivo era perder peso e o mestre (sim, em vez de professor ou treinador, a designação correcta é "mestre") estava a par do meu objectivo e incentivava-me, dando-me pequenas dicas e deixando-me fazer treinos extras.
Fiz o exame para cinto amarelo, mas com a minha mudança para fora do país acabei por deixar o desporto.
Quando voltei a Portugal, com mais 10kg do que tinha partido, fui falar com o mestre para recomeçar os treinos.
Desde esse dia até hoje o meu peso mais parece um yô-yô do que outra coisa. A principio custou a admitir, mas a verdade é que o kickboxing estava a chegar a um ponto em que já não me motivava e mais do que outra coisa, já não sentia que fazia parte daquela equipa.
Eu admito, eu sou de fases, mas quando não me sinto motivada, não adianta insistir porque se empancou não volta a desempancar.
Nos últimos meses tenho ido aos treinos já só por ir. Muitas vezes vou apenas porque a minha irmã (que entretanto decidiu entrar para o kickboxing) vai e me puxa, porque senão qualquer desculpa serve para faltar a um treino.
Uma das decisões que tomei foi deixar o kickboxing. É perda de tempo, perda de dinheiro, porque sei que se continuar assim, a nível de perda de peso, as coisas vão continuar na mesma e eu quero é que esta decisão avance, que se torne algo definitivo.
Claro que não espero viver de ar e vento para perder o peso e a hipótese que surgiu foi ir para um ginásio. Ora, o meu problema com o ginásio é que não há um objectivo concreto.
Quer dizer, com o kickboxing ou hóquei havia um combate ou um jogo, mas no ginásio não. Arrisco-me a dizer que é quase como se não houvesse objectivo concreto (apesar de o meu objectivo a ir para lá é perder peso). Nunca achei piada a fazer exercício numa maquina ou não haver uma técnica a ser estudada.
Vou tentar e depois logo vemos se resulta. Mas agora essa experiencia fica para quando começar no ginásio e para outro post.
See ya!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

o início ...

Toda a gente tem aqueles momentos em que pensa "é agora que eu vou mudar a minha vida". Eu já tive alguns momentos desses, alguns foram levados até ao fim e outros não, alguns correram bem e outros não.
Não acredito muito nas resoluções de ano novo porque não passam de decisões feitas só porque sim e porque é bonito fazer tal coisa na viragem do ano. Quero acreditar que o facto de estar a fazer isto nesta altura é pura coincidência e nada mais.
Para tal é necessário um pouco de background, algo muito rápido, apenas para se perceber como cheguei a este ponto.
Tenho 27 anos e sou licenciada em Cinema e Audiovisual. Nunca fui boa aluna a português ou matemática, mas sempre fui fascinada por filmes e televisão, o que fez com que a minha escolha de licenciatura fosse óbvia.
Depois de terminar a licenciatura, como muitos novos licenciados, não arranjei emprego e aventurei-me, por uns breves meses, pelo estrangeiro. Como é óbvio, tal não correu muito bem, uma vez que estou novamente em Portugal.
Isto aconteceu á dois anos atrás. Desde então comecei a trabalhar, surpresa das surpresas, numa companhia de teatro. Para mim, o teatro é uma paixão nova. Como muita gente, fui "apanhada" pela onda do filme "Les Misérables", do Tom Hooper. Eu sempre gostei de musicais, mas depois de ver este filme comecei a pesquisar e a saber mais sobre o teatro musical.
Poucos meses depois de voltar a Portugal surgiu a oportunidade de trabalhar com uma companhia de teatro que estava a dar os primeiros passos e, para meu grande espanto e alegria, eles escolheram-me para integrar a equipa deles, como assistente de produção.
Confesso que 2014 não foi dos melhores anos para esta pequena companhia, mas quem gosta do que faz, arranja sempre solução e por meio das dificuldades as coisas começaram a encarreira-se.
Hoje ocupo o cargo mais elevado que pretendo, chefe da equipa de produção. Confesso, eu não tenho estofo para mais do que isso. Sei quais são as minhas capacidades e os meus defeitos e mais do que chefe da equipa de produção seria areia a mais para a minha camioneta.
Tudo isto para chegar ao ponto em que me encontro hoje. Não estou feliz com a minha vida. Sempre senti que faltava algo e houve uma altura em que as coisas começava a andar pelo caminho certo, mas perdi-me e está mais do que na altura de voltar para o tal caminho.
Não sou muito social e falar dos meus sentimentos sempre foi difícil, mas cheguei a um ponto em que não falo de todo sobre o que quer que seja que me aflige e sinto que isso é uma grande parte do meu problema.
Há quem diga que sou como a minha mãe, que deixo as coisas amontoarem-se e que em vez de chatear os outros com os meus problemas, prefiro ficar com eles só para mim. Muito provavelmente têm razão.
Por isso vou cair no cliché: ano novo, vida nova (apesar de querer acreditar que é mais: semana nova, vida nova). No decorrer dos anos já tive imensos blogs e acabava sempre por perder a vontade de o actualizar, mas pode ser que uma das mudanças na minha vida também se aplique aos blogs.  Vamos ver como corre.
E o motivo que me levou a criar este blog, para além do típico "partilhar os sentimento", a grande resolução, a grande mudança ... a perda de peso.
Desde que me lembro que tive excesso de peso e sempre senti que enquanto isso continuasse nunca iria avançar na minha vida. Pensamento estúpido, eu sei, mas, para mim, excesso de peso sempre foi sinal de entrave na minha vida. É como se estivesse a ser julgada por cada passo que desse.
Nunca fui gozada na escola ou fora dela, por ter excesso de peso, lamento desiludir quem estava a espera de uma história de bullying , mas sempre me custou fazer coisas estúpidas (coisas estúpidas que as pessoas fazem para se divertir, literalmente fazer figurinhas) porque sentia que as pessoas me iam julgar. Era como se estivesse a ser avaliada 24horas por dia. A típica vozinha na nossa cabeça "olha a gorda a tentar ter piada" ... esse tipo de coisas.
Durante anos pratiquei desporto e depois estive parada durante o tempo da faculdade. Quando a faculdade terminou voltei a praticar desporto, mas já há algum tempo que me sinto desmotivada no desporto que pratico, por isso, quando decidi mudar de desporto, surgiu a ideia de documentar a mudança.
Quero documentar as mudanças na minha vida, a mudança não só psicológica, mas também física.
Neste momento tenho 27 anos, peso 90kg e visto o tamanho 48. Vamos lá ver como isto corre e daqui a um mês quais são as mudanças, mas entretanto, a vida continua e este blog vai servir também para documentar isso. Mais não seja, para quando eu for velha e não me lembrar de metade das coisas que fiz no decorrer da minha vida.
Enfim, lamento o longo testamento, mas prometo que foi apenas porque se trata do primeiro post ... os próximos serão mais curtos.
See ya!