translate the blog

Mostrar mensagens com a etiqueta desabafos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desabafos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

falta de originalidade que nem é brincadeira.

É impressão minha ou anda para aí uma falta de originalidade que nem é brincadeira?
No mês passado li um livrinho chamado "Stealing Snow" e fiquei bastante chocada com a falta de originalidade da história e porque era a reciclagem de uma outra saga da mesma autora. Podem ver os meus pensamentos sobre este livro aqui. 
E qual não é a minha surpresa quando volto a encontrar situações semelhantes noutros livros, de outros autores. E estamos a falar de autores bastante conhecidos e que as suas sagas têm milhões de leitores.
O ano passado li pela primeira vez livros de Sarah J. Maas e Jennifer L. Armentrout. Confesso que a primeira vez que li "A Court of Thorne and Roses" ele foi para a pilha de DNF's, mas como já tinha cá em casa o segundo livros, lá voltei a pegar nele, forcei-me a terminá-lo e quando peguei no "A Court of Mist and Fury" fiquei bastante surpreendida porque gostei bastante do livro. ouco tempo depois decidi pegar noutra saga da autora ... "Throne of Glass". Não gostei ... não gostei e só não o coloquei na pilha de DNF's porque feita parvinha tinha comprado todos os livros da saga e nem que apanhasse uma seca, ia ler os seis livros da saga que tinha cá em casa. Nem a minha boa vontade me valeu porque logo no segundo livro comecei a notar algumas semelhanças com a outra saga. 
Confesso que o caso da senhora Maas nem foi o pior, mas se pouco vontade tinha de ler os livros da saga "Throne of Glass", a pouca que tinha desapareceu. Consegui chegar ao terceiro livro e já foi um esforço muito grande. Mas, para já, continuar com a saga ACOTAR.
O meu segundo problema, ou melhor, autora, é a Jennifer L. Armentrout. O ano passado comecei a ler a saga Lux e nem desgostei. Apesar de que é, claramente, uma cópia da saga Twilight (uma saga que eu gosto de ver a milhas da minha estante). Peguem em Twilight e em vez de vampiros e lobisomens troquem-nos por E.T. de raças rivais (curiosamente, uma delas brilha que nem uma bola de espelhos) e temos a saga Lux de Jennifer L. Armentrout. Mas até aqui tudo bem, porque a escrita era ligeiramente melhor e as personagens não eram tão irritantes. 
O meu problema com esta autora começou realmente quando fui pegar noutros livros que não tinham nada a ver com esta saga. Não, as histórias não era recicladas umas das outras ... as personagens é que eram. Coloquem-lhes um nome diferente, mudem a cor de cabelo e voilá ... está feito. O último livro que li desta autora foi "The Problem With Forever" e a certo ponto pensava que estava a ler um livro da saga Lux, porque a personalidade, a maneira de pensar, os maneirismos ... era tudo igual às das personagens da saga Lux. 
Como raio é que isto tem passado pelos leitores? Como raio é que estes livros têm tanto sucesso e criticas tão positivas? 
Okay, até certo ponto até entendo ... eu própria já tive essa linha de pensamentos. São autores tão famosos, toda a gente fala neles, toda a gente "adora" os livros deles que se nós dissermos algo negativo os seus fãs fieis "caem-nos" em cima, por isso o melhor é ir com a maré ...  e assim se vão safando alguns autores, recebendo dinheiro daqueles que não gostam realmente dos seus livros, mas que se não os lêem e fingem adorar são excluídos e ainda acusados de espalhar negativismo. 
Vá lá autores, um bocadinho mais de criatividade e originalidade nos vossos trabalhos. E vá lá leitores, mais sinceridade nas vossas opiniões, vocês gastaram dinheiro no livro, podem dar-se ao luxo (ou melhor ainda, têm o direito) de expressar o que realmente pensam do livro, é a vossa opinião, os nossos antepassados lutaram para que hoje em dia ela possa ser dada de maneira livre. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

ink in wonderland.

Quando uma pessoa tem 16 anos e é meia avariada das ideias, especialmente se estuda artes, a perspectiva de uma tatuagem é bastante apelativa, sobretudo se tivermos a aprovação dos nossos pais.
Fiz a minha primeira tatuagem quando tinha 16 anos e não tinha qualquer significado, era simplesmente uma das hipóteses que me deram e não me preocupei muito com isso porque, supostamente, era algo temporário, a tinta desapareceria dali a cinco anos.
A pessoa que fez a tatuagem era inexperiente e na altura foi algo bastante doloroso. Eu não vi o resultado final senão um mês depois porque a tatuagem ficou totalmente coberta por uma crosta de sangue.
O resultado final foi ter ficado com um saliência com o formato da tatuagem e passado os cinco anos a tatuagem não mostrava sinais de desaparecer. Dez anos depois, apenas alguns traços tinham desaparecidos e o resultado não era bonito.
Doze anos depois tomei a decisão que a solução seria fazer um cover up.
O ano passado fui à convenção de tatuagem, Oporto Tattoo, e fiz uma tatuagem do símbolo da série "Dark Hunters" e gostei bastante do resultado final, mas também do preço. Enquanto que a maioria estava lá para ganhar dinheiro, a maioria dos tatuadores estrangeiros queria apenas mostrar o seu trabalho o que tornou os preços bastante acessíveis.
Este ano acabei por ir a mesma tatuadora mas com algo mais complicado: tapar um erro da adolescência.
A tatuagem que tinha em mente não dava para tapar a que tinha, a não ser que ficasse enorme e então começou um brainstorming ali no meio do pavilhão.
A tatuagem inicial que queria era relacionada com a Alice no País das Maravilhas e era em torno do Chessie com o chapéu do Chapeleiro Louco, a Lagarta e o relógio do Coelho Branco.
Cheguei ao ponto de desistir de fazer a tatuagem porque naquele momento só queria mesmo tapar a que tinha e não tinha pensado em mais nada. Mas havia luz ao fundo do túnel e resultado apareceram:
Uma das ilustrações originais e a minha preferida. Sim, ficou um bocado maior do que estava à espera, mas ... adoro, simplesmente perfeita.
Mas para além de perfeita e de ter o seu significado, a tatuagem é especial porque foi desenhada directamente no braço. Normalmente o tatuadores, nestes casos, fazem um decalque do desenho e depois "transferem" para a pele. Este foi feito "à là freehand" por isso posso garantir que ninguém tem uma tatuagem igual a esta mesmo que seja uma tatuagem da mesma ilustração.
Depois de ter feito esta tatuagem fiquei bastante empolgada com os planos futuros para outras tatuagem porque quero fazer seguimento dela para outros contos de fadas, mas também porque, num sitio ainda por decidir, quero fazer a tatuagem que tinha originalmente em mente.
A tatuadora ainda me perguntou se queria colocar a frase "we're all mad here", a minha frase preferida da história, mas acabei por não a colocar uma vez que ela está incluída na tatuagem que tinha inicialmente em mente, que vou definitivamente fazer noutra altura.
Moral da história: há quase sempre solução para tudo, até para erros que cometemos na adolescência. Mas sobretudo, pensem bem antes de fazer uma tatuagem porque nem sempre se encontram artistas que possam fazer uma boa cover up. Eu tive a sorte de a encontrar, mas também tive a sorte de, dentro do tema que queria, encontrar algo que tornasse possível tapar.
Ah! E se alguém vos disser que a tatuagem é temporária, que a tinta desaparecer daqui a cinco anos, não acreditem. Como a minha história, existem milhentas. A tinta não desaparece, os traços da tatuagem ficam simplesmente mais esbatidos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dark Hunters vs. Shadowhunters

Este post não se trata de uma review, apenas alguns pensamentos que tenho em redor do tema Shadowhunters e também de uma noticia que saiu recentemente em relação ao facto de a autora Sherrilyn Kenyon ter decidido processar a autora dessa saga, Cassandra Clare. Aviso desde já que é provável que ao longo deste post haja um ou outro spoiler de ambas as séries.
Quando li a trilogia original, ("A Cidade dos Ossos", "A Cidade das Cinzas" e "A Cidade de Vidro"), gostei imenso do mundo que fora criado, bem como alguma das personagens. Quando o filme foi lançado não posso dizer que tenha adorado, mas de maneira geral não o odiei.
Depois disso vieram mais seis livros, três deles a prequela da série e outros três como sequela. Gostei bastante da prequela, mas odiei a sequela, era, como se costuma dizer, espremer a vaca.
Pelas opiniões que via dos fãs ferrenhos da autora, a justificação mais comum era o "a autora teve tanto trabalho a criar aquele universo e quis aproveitar". Pois bem, sim, os autores têm imenso trabalho a criar o universo das suas histórias mas isso não serve, na minha opinião, como desculpa para continuar a criar histórias "à força" dentro desse universo. E foi isso que, a meu ver, aconteceu com este universo. A autora publicou uma excelente trilogia e uma excelente prequela e depois destruiu completamente aquilo que tinha criado ao forçar uma nova história, reciclando os personagens da trilogia original.
Ao forçar a nova storyline, só veio fortalecer a opinião de algumas pessoas de que a autora apenas o fazia pelo dinheiro e fama e que nem sequer queria saber se estava a criar algo bom ou se estava preocupada com o que os fãs poderiam gostar ou sequer se estava a "destruir" aquilo que ela própria tinha criado.
E depois veio a série televisiva. Dez minutos depois de começar a ver o primeiro episódio eu só pensava "não, nop, não". Na minha opinião, aquilo é pior que o filme e, mais uma vez, foi o forçar de algo que não tinha resultado no passado.
Não vou reclamar de aparência de actores (okay, vou, mas mais a frente explico), mas sim das suas actuações. Foi mau, muito mau. E aqueles supostos efeitos especiais e props? Os meus dentes rangem só de pensar no quão horrível aqueles 40 minutos foram.
Quanto a aparência dos actores, não, não vou reclamar da cor do cabelo da Clary ou do facto do Luke ser interpretado por um actor afro-americano. A meu ver, no caso do Luke, desde que haja coerência quando, e se, a irmã dele aparecer, por mim tudo bem (okay, não que me interesse muito, visto que perdi 40 minutos com a série e não pretendo voltar a perder tempo com ela). Não, o meu problema com a aparência das personagens cinge-se em apenas uma pessoa: Valentine.
Quando saíram as noticias do casting, fiquei bastante contente com a pessoa que eles escolheram para Valentine, porque tinha gostado bastante do trabalho do senhor (que nem sei o nome) em Reign, mas depois de ver o primeiro episódio, nem por isso (não tenho nada de mau a apontar às capacidades de actuação do senhor, simplesmente a maneira como ele se integra nesta série) .
Quem conhece a história sabe que o Valentine se fez passar pelo pai do Jace, e para que tal funcione há que haver algumas semelhanças entre os actores escolhidos para essas personagens, certo? Os senhores que organizaram o casting acharam que não, devem de ter pensado "vamos meter ali um actor conhecido sem nos preocuparmos com o pequeno detalhe que a Clary e o Jace podem ser irmãos", mesmo que nem a Jocelyn ou o Valentine tenham traços que dê para levar as pessoas a acharem que isso, em determinado ponto, seja possível.
Arrependo-me muito de ter lido a série até ao ponto que li. Aliás, a semana passada ainda tentei pegar no "A Cidade do Fogo Celestial" e meia dúzia de páginas depois pousei o livro para não correr o risco de vomitar. Devia de ter parado depois de ler a prequela. Nada de quarto ou quinto livro.
E agora temos a senhor Sherrilyn Kenyon metida ao barulho.
Pelo que me apercebi das noticias que fui lendo, ela não é a primeira pessoa a acusar a senhora Clare de plágio e também já há uns anos atrás a tinha avisado para ela alterar cenas dos seus livros (se não me engano, o titulo Shadowhunters estava incluído nessas alterações).
Ora, pouco antes desta noticia sair, eu comecei a reler os livros da saga Dark Hunters e, sinceramente, não vejo semelhança alguma entre as séries. Já saiu uma lista sobre os pontos que a SK se baseia para processar e são bastante vagos, milhentos livros têm essa premissa e, como grande fã da série Dark Hunters, sinto que deveria de estar ofendida por a senhora SK querer comparar a sua saga com a da senhora Clare. Não há comparação.
Claro que depois começaram a surgir teorias de que a SK queria apenas aproveitar a onda de popularidade que a outra série tem recebido, que agora que a série Shadowhunters estreou, a série dela não vai avançar para a adaptação televisiva ...
Bem, se formos a ver, as séries não têm semelhança, a série Dark Hunters tem os direitos comprados para uma série televisiva, a série das crónicas do Nick tem os direitos comprados para filmes e a série Were Hunters tem os direitos comprados para uma série de animação ... por isso, a não ser que a senhora SK venha a publico confirmar que a série Dark Hunters já não vai ser adaptada para a televisão, não acredito que a série tenha recebido luz vermelha.
E depois acho estranho que a noticia venha apenas do lado de uma das autoras. Não há qualquer comentário feito pela SK ou pela sua equipa, tudo o que foi divulgado ao publico veio do lado da Cassandra Clare, o que, a meu ver, invalida o argumento da busca de popularidade pela SK, porque se fosse esse o caso, ela estaria a gritar aos sete ventos, que ia processar a Cassandra Clare.
Mas o que é que eu sei? Nada, elas que se resolvam, que entretanto eu vou aproveitar o excelente trabalho que a senhor Kenyon fez com os seus Dark Hunters.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Uma espécie de Unhaul - Venda de livros em segunda mão

Há cerca de uma semana atrás a minha irmã veio falar comigo sobre uma feira que se vai realizar no Porto, que consiste na venda de coisas usadas e como ela sabe que eu tinha alguns livro que pretendia vender, perguntou-me se eu queria aproveitar.
Eu sou daquelas pessoas que não se "livra" de livro com facilidade, mas há alguns livros que são edições diferentes das que tenho nas prateleiras e outras em que prefiro a edição em inglês mas tenho as edições portuguesas. Resultado? Esses livros estão numa caixa à espera de um destino que não as minhas prateleiras.
Mas depois dessa conversa comecei a olhar para a minha TBR e estava na hora de ser sincera comigo e capacitar-me que tenho livros que nunca na vida vou ler.
Por esse motivo, ontem meti mãos à obra e comecei a separar livros.
Por isso, antes de os levar para a feira decidi colocar aqui a lista de livros que vou vender, para o caso de alguém estar interessado neles. Eles estão divididos em duas listas, a lista dos 3 euros e a lista dos 5 euros. A maioria dos livros a 3 euros são em inglês e a maioria dos de 5 euros são em português. Eles estão todos em boas condições e alguns deles estão novinhos em folha e nunca foram sequer lidos.
Como é obvio, o objectivo, para além de os despachar para alguém que lhes dê uso, é juntar algum dinheiro. Por esse motivo, quem os comprar terá que pagar os portes (o que em Portugal temos a sorte de não ser caro porque há desconto para o envio de livros).
Caso estejam interessados em alguns livros, podem deixar um comentário neste post ou enviar um e-mail para diana.f.paiva@gmail.com para os comprar ou para esclarecerem dúvidas, tipo, imagens do livro que estejam interessados e afins.
Ora vamos lá às listas então:
Livros a 3 euros


- "The Darkest Touch" de Gena Showalter
- "O Beijo Mais Escuro" de Gena Showalter
- "The Darkest Night" de Gena Showalter
- "Dark Beginnings" de Gena Showalter
- "Wicked Nights" de Gena Showalter
- "Palavras Escuras" de Gena Showalter
- "Paixão Escura" de Gena Showalter
- "Mentira Escura" de Gena Showalter
- "O Prazer Mais Escuro" de Gena Showalter
- "Wicked Deeds on a Winter´s Night" de Kresley Cole
- "Dark Needs at Night´s Edge" de Kresley Cole
- "Kiss of a Demon King" de Kresley Cole
- "Pleasure of a Dark Prince" de Kresley Cole
- "Burning Dawn" de Gena Showalter
- "The Mediator - Twilight" de Meg Cabot
- "All American Girls - Ready or Not" de Meg Cabot
- "Size Doesn't Matter" de Meg Cabot
- "Last Sacrifice" de Richelle Mead
- "Spirit Bound" de Richelle Mead
- "Blood Promise" de Richelle Mead
- "Shadow Kiss" de Richelle Mead
- "Frostbite" de Richelle Mead
- "Succubus Shadows" de Richelle Mead
- "Thorn Queen" de Richelle Mead
- "Succubus Heat" de Richelle Mead
- "Storm Born" de Richelle Mead
- "Chosen" de P.C. e Kristin Cast
- "Betrayed" de P.C. e Kristin Cast
- "Lover Avenged" de J.R. Ward
- "Lover Mine" de J.R. Ward
- "Lover Unleashed" de J.R. Ward
- "The Hunchback of Notre Dame" de Victor Hugo
- "The Guardian" de Sherrilyn Kenyon
- "Retribution" de Sherrilyn Kenyon
- "No Mercy" de Sherrilyn Kenyon
- "Seize the Night" de Sherrilyn Kenyon
- "Dark Side of the Moon" de Sherrilyn Kenyon
- "The Dream Hunter" de Sherrilyn Kenyon
- "Upon the Midnight Clear" de Sherrilyn Kenyon
- "Sins of the Night" de Sherrilyn Kenyon
- "One Silent Night" de Sherrilyn Kenyon
- "Bad Moon Rising" de Sherrilyn Kenyon
- "Dream Chaser" de Sherrilyn Kenyon
- "Dream Warrior" de Sherrilyn Kenyon
- "Night Play" de Sherrilyn Kenyon
- "Unleash the Night" de Sherrilyn Kenyon
- "Devil May Cry" de Sherrilyn Kenyon
- "Fifty Shades of Grey" de EL James

Livros a 5 euros


- "Desejar" de Carrie Jones
- "Sangue de Anjo" de Nalini Singh
- "Desejada" de P.C. Cast
- "Renascida" de P.C. Cast
- "O Dom" de Alison Croggon
- "O Abismo" de Wolfgang Hohlbein
- "O Vampiro" de Wolfgang Hohlbein
- "O Dardo de Kushiel" de Jacqueline Cary
- "A Luz do Fogo" de Sophie Jordan
- "O Beijo dos Elfos" de Aprilynne Pike
- "Ilusões" de Aprilynne Pike
- "Feitiços" de Aprilynne Pike
- "Wicked Lovely - Frágil Eternidade" de Melissa Marr
- "Wicked Lovely - Tatuagem" de Melissa Marr
- "Wicked Lovely - Amores Rebeldes" de Melissa Marr
- "A Lenda Negra" de Christine Feehan
- "Hamlet" de William Shakespear
- "Anjo Sombrio" de Cynthia Hand
- "Celestial" de Cynthia Hand
- "Lover Reborn" de J.R. Ward
- "The Black Dagger Brotherhood - An Insider's Guide" de J.R. Ward
- "Harry Potter e a Câmara dos Segredos" de J.K. Rowling (2 Exemplares)
- "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J.K. Rowling
- "The Golden Lily" de Richelle Mead (Hardcover)
- "Bloodlines" de Richelle Mead (Hardcover)
- "O Hobbit" de J.R.R. Tolkien
- "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" de J.R.R. Tolkien
- "Desejo Insaciável" de Kresley Cole
- "Delirium" Lauren Oliver
- "Academia de Vampiros" de Richelle Mead
- "Promessa de Sangue" de Richelle Mead
- "O Beijo das Sombras" de Richelle Mead
- "Beijo Gelado" de Richelle Mead
- "O Mago - Aprendiz" de Raymond E. Feist
- "Anoitecer" de Karen Marie Moning
- "Vingança" de Karen Marie Moning
- "As Filhas do Rei" de Nathalie Mallet
- "Orbias" de Fábio Ventura
- "O Décimo Terceiro Poder" de Madalena Santos
- "A Coroa de Sangue" Madalena Santos
- "O Mundo de Sofia" de Jostein Gaarder
- "A Muralha de Gelo" de George R.R. Martin
- "A Fúria dos Reis" de George R.R. Martin
- "Assassin's Creed - Renascença" de Oliver Bowden
- "Assassin's Creed - Cruzada Secreta" de Oliver Bowden
- "Assassin's Credd - Bandeira Negra" de Oliver Bowden
- "A Trilogia do Elfo Negro - Exílio" de R.A. Salvatore
- "Midnighters - Meio-Dia Azul" de Scott Westerfeld
- "Midnighters - A Hora Secreta" de Scott Westerfeld
- "Midnighters - No Limiar das Trevas" de Scott Westerfeld
- "Paranormalidade" de Kristen White
- "A Família Radley" de Matt Haig
- "Legend" de Marie Lu
- "O Vampiro Lestat" de Anne Rice
- "Entrevista com o Vampiro" de Anne Rice
- "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott
- "As Profecias de Nostradamus" de Serge Hutin
- "O Vampiro Secreto" de L.J. Smith
- "As Filhas das Trevas" de L.J. Smith
- "A Escolhida" de L.J. Smith
- "Sangue Gelado" de Claudia Gray
- "Evernight" de Claudia Gray
- "Ampulheta" de Claudia Gray
- "Sob o Céu Que Não Existe" de Veronica Rossi
- "Angelologia" de Danielle Trussoni
- "Arcanum" de Thomas Wheeler

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

desabafo #2

Não gosto de ser patroa e depois de hoje a minha perspectiva sobre o título mudou.
Nunca tive que despedir ninguém, mas hoje isso aconteceu e tenho a dizer que estou plenamente de consciência tranquila com a minha decisão, o que me surpreendeu porque pensei que me iria sentir culpada ou que nem sequer iria conseguir avançar e resolver a situação.
Posso dizer que fui obrigada a tomar esta decisão. Quando fiz a proposta de trabalho aos actores da companhia sempre lhes disse que tinha em mente duas peças de teatro, sendo que todos os actores iriam participar nas duas peças. Todos concordaram e ninguém mostrou desinteresse nisso.
Pelo meio de peripécias e afins ainda só tivemos tempo de ensaiar uma delas.
Hoje passei a maior parte da tarde com a minha irmã e o telemovel ficou esquecido no quarto. Qual não é o meu espanto quando pego no telemovel e vejo duas chamadas não atendidas e uma sms do encenador e uma conversa de grupo com os elementos da companhia?
Depois de ficar a par do que se estava a passar respirei bem fundo e comecei a stressar.
Um dos actores criou uma conversa de grupo onde exigia (e sim, exigia) ficar na companhia mas apenas fazer uma peça. Ora, eu aceitando tal seria obrigada a contratar mais um actor e isso seria mais uma despesa para a qual não tenho possibilidade.
Depois de falar com o encenador acabei por chegar a uma decisão: ou ele fazia as duas peças como ficara combinado ou então eu teria que o mandar embora porque não tinha hipóteses de ter mais um actor a fazer o trabalho que não apetecia fazer ao outro.
Eu confesso que durante toda a conversa que tive com o actor em questão e o resto da companhia eu deveria de parecer uma autentica burra deficiente. O meu problema era que no decorrer desta semana surgiram novos projectos e oportunidades das quais eu ia hoje falar com eles mas se ele saísse eu não queria que ele saísse com o conhecimento desses mesmos projectos, daí as minhas respostas demoradas e o gaguejar constante.
Depois de lhe explicar o meu ponto de vista e de lhe relembrar que eu é que tenho a palavra final e não são os actores que gerem a companhia, ele acabou por enveredar pelo caminho do que nós chamamos aqui no Porto de "bate boca".
Chegou a um ponto em que eu já só lhe repetia as mesmas respostas porque ele só fazia as mesmas perguntas mas de maneira diferente até que um dos outros actores acabou por intervir (okay, eu quase que o obriguei porque para além da minha voz gaga eu só ouvi ele a bufar). Fazendo-o ver que basicamente o que eu lhe estava a dizer era que ou ele fazia as duas peças ou se ia embora, que eu lhe estava a dar duas opções. Mais directo ele não podia ter sido e mesmo assim não resultou, ele continuou com o "bate boca".
Eu só pensava para mim: "respira, não sejas malcriada, os teus pais deram-te educação, nem toda a gente é racional". Incrivelmente isto durou uns bons dois minutos até eu lhe dizer "ou fazes as duas peças ou tens ali a porta, ela está aberta para quem a quiser usar".
Não gosto de conflitos, mas aquele era mesmo um caso perdido e por mais que eu lhe explicasse a situação não havia volta a dar.
Depois disto tudo veio a calma. Claro que ele saiu dramaticamente ... deixou os guiões e bateu a porta, mas depois daquele bang! veio a calma.
Houve situações mal entendidas que tinham sido criadas por ele e que foram faladas e resolvidas, porque ele era esse tipo de pessoa: eu tinha sempre que me justificar com ele. Eu dizia algo, ele distorcia, dizia essas palavras distorcidas aos outros actores e depois eu tinha que ir atrás dizer que afinal as coisas não eram bem como ele estava a dizer.
Sempre tive a política da honestidade na companhia, nada era feito sem o conhecimento de todos e se um dia o actor A faltava e algo era falado referente a essa falta, no ensaio seguinte o actor A tinha conhecimento do que fora dito, bem ou mal. E a minha sorte em todas essas situações era que o encenador estava lá e ouvia tudo, mas se não fosse esse o caso seria sempre a minha palavra contra a dele.
E como disse, depois disto tudo veio a calma. Era como se uma nuvem negra tivesse saído daquela sala. Os actores que antes estavam desmotivados parecia ter ganho novo alento e até nos estiveram a ajudar com os novos projectos e saíram do ensaio (que não foi ensaio) mais entusiasmados com o futuro da companhia.
Nunca pensei que iria despedir alguém, mas também nunca pensei que ao fazê-lo fosse possível sentir-me tão livre de culpa e contente por o ter feito. Prefiro ter dois actores motivados do que três actores que estão ali só por estar.
Gerir uma companhia de teatro não é fácil, mas acho que começo a apanhar o jeito daquilo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

first steps ...

Recentemente fiz um exercício numa das sessões de psicologia que me ajudou imenso, não só na minha maneira de pensar mas também de ver as pessoas à minha volta.
Algo que me "prende" bastante é a preocupação de como as outras pessoas me vêem e esse exercício é centrado nisso mesmo.
Consiste em pedir a alguém ou a um grupo de pessoas para escrever um pequeno texto referindo qualidades e defeitos que elas vêem em nós. 
Parece algo fácil mas emocionalmente não o é, especialmente se não estivermos preparados para o que vamos ler e não estou apenas a falar da parte dos defeitos. A nível de defeitos estava bastante preparada, mas as qualidades foram o mais difícil para mim, talvez porque nunca pensei que as pessoas se apercebessem como sou. Quer dizer, eu tenho, de alguma maneira, tentado esconder quem sou perante as pessoas e saber que elas me conseguem conhecer tão bem ao ponto de fazerem com que chore baba e ranho ao ler os seus texto é realmente uma façanha. 
Nos textos as pessoas disseram , em relação a qualidades, que me viam como alguém:
- "bastante paciente"
- "com bom senso"
- "bom sentido de humor"
- "é das pessoas mais leais que conheço"
- "nunca me deixou ficar mal ou me negou ajuda"
- "sempre deu oportunidade as pessoas"
- "se eu alguma vez pedir alguma coisa (...) ela muda os planos por mim e me ajuda."
- "é das pessoas mais criativas que conheço"
- "consegue-se falar com ela sobre tudo"
- "não é de muitas palavras mas sei que o que eu precisar posso contar com ela"
- "apesar do feitio dela, encontrou força suficiente para mudar a vida dela"
- "honesta"
- "culta"
- "sensível"

Em relação aos defeitos não foi tão difícil de os ouvir porque eu própria sou a primeira a apontá-los e reconhece-los. Mas mesmo assim foi espantoso ver que as pessoas, tal como eu, vêem que sou:
- "muitas vezes não dá a sua opinião aos outros para não os magoar ou, pelo menos, com medo de os magoar"
- "céptica, pois não acredita nela"
- "reservada demais"
- "tem poucos amigos, devido a situações passadas"
- "introvertida"
- "não se dá a conhecer a muita gente, na verdade, acho que poucas pessoas conhecem a verdadeira Diana"
- "teimosa"

Com isto aprendi que não é fácil ver-nos pelos olhos dos outros, é algo bastante emocional. Claro que apenas pedi as pessoas mais próximas de mim ... isto não funciona se formos pedir ao senhor da mercearia para nos descrever. 
Mas eu tenho uma ideia absurda do que as pessoas á minha volta pensam de mim (muitas vezes penso que as pessoas me devem de julgar uma burra de primeira porque mal abro a boca para opinar sobre o que quer que seja) e ao ler os textos apercebi-me que mesmo no meu silêncio as pessoas que me são mais queridas conseguem ter uma noção de quem sou e das minhas dificuldades. 
A verdade é que a minha família não é muito dada a falar de sentimentos e no fim de semana a seguir á leitura dos textos, eu, a minha prima e a minha irmã falamos de sentimentos normalmente, como uma família normal o faria (não que a minha família seja anormal).
Tendo lido os texto pareceu que uma onda de confiança me invadiu ... eu, alguém incompreendido, quase como que a ovelha negra da família, tenho alguém que me conhece a dar apoio, mesmo quando pensava que estava nesta aventura sozinha. Agora posso continuar a ser a ovelha negra da família mas sei que tenho um grupo de ovelhas tresmalhadas atrás de mim. E não me posso esquecer dos meus amigos, aquelas pessoas que eu pensava que não conheciam a verdadeira Diana e afinal eu é que estava errada no meu pensamento deles. 
Em suma ... aconselho vivamente a toda a gente a experimentar este pequeno exercício e quando forem ler os textos certifiquem-se que têm uma caixa de lenços ao lado. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

desabafo #1

Isto de se trabalhar numa companhia de teatro nem sempre é pêra doce. Por norma, toda a gente pensa que é um espectáculo (get it?) e que é cheio de glamour e afins. Onde está a parte do glamour eu não sei, mas o certo é que às vezes apanhamos umas pérolas jeitosas e a maior parte das vezes a nossa sanidade mental voa pela janela para nunca mais voltar.
Com as recentes mudanças na companhia, fomos obrigados a fazer castings e entrevistas para assistentes. Com os castings posso eu bem porque já os faço desde o tempo da faculdade. As entrevistas de emprego é que vão ser giras. Ainda vou mandar um dos candidatos dançar o vira e escolher o que dança melhor em vez do que faz melhor produção.
Com estas situações apercebo-me um pouco de que os rótulos que algumas pessoas colocam aos artistas não é assim muito errado. Com o avançar do tempo as pessoas mudaram as suas mentalidades a respeito dos artistas, mas eu ainda sou do tempo em que para muita gente os actores eram pessoas com baixo QI e que acabavam na representação porque não serviam para mais nada.
Ao organizar estes castings e entrevistas vi que algumas pessoas ainda se enquadram nesse estereotipo e se ao inicio até podia ser engraçado, ao fim de algum tempo já começa a ser desesperante.
Vamos por pontos, sim? O anuncio pedia actores (masculinos) da zona do Porto e assistentes de produção da zona do Porto. Em ambos os casos pedimos disponibilidade imediata. Todas as características estão explicitas nos anúncios.

Situação I
Tivemos uma mão cheia de actrizes a candidatar-se ao casting. Sim, ao casting e não ás entrevistas para assistente.

Situação II
Tivemos candidaturas de pessoal do Brazil (três), pessoal do Algarve, Lisboa e outras zonas que não pertencem ao Porto.

Situação III
Pessoas que se candidatam tanto para o casting como para as entrevistas mas que têm um projecto para o próximo mês ou vão de férias.

Situação IV
Pessoas que andaram contigo na faculdade e que mandam o CV e a seguinte frase: "tu já me conheces por isso não preciso de fazer uma apresentação".

Situação V
Pessoas com CV's que fazem concorrência aos "Os Miseráveis" sem dificuldade alguma.

Situação VI
Pessoas que enviam e-mail só com um anexo e sem qualquer texto, nem sequer um "boa tarde" ou o oposto, pessoas que enviam um e-mail a dizer que o CV vai em anexo e não há nada em anexo.

Pode-se dizer que foi uma semana em que muitas vezes me viam a suspirar de frustração ou a bater com a cabeça na parede.
Quando se candidata a um posto, qualquer que seja a área, deve de se ler bem o anuncio e saber analisar se nos enquadramos no que nos pedem. Se o anuncio pede um actor e que seja da zona do Porto, eu não me vou candidatar se for uma mulher que vive em Coimbra (não vamos falar das situações do Brasil que não vale a pena).
Segundo, se me pedem disponibilidade imediata mas eu só tenho disponibilidade em Novembro, das duas uma, ou envio um e-mail a explicar a situação a ver se há hipóteses ou não me candidato. Não vou fazer as pessoas gastarem tempo a ver o meu CV e tirar vaga a outra pessoa para na realidade não ir ao encontro do que pedem no anuncio.
Depois, se me conhecem do tempo de faculdade sabem que comigo é pão pão, queijo queijo. Sim, fomos da mesma turma na faculdade, mas se te estás a candidatar a uma vaga de emprego sê um pouco profissional já que muito provavelmente é isso que estamos à procura. E depois, pensa um bocado, nunca fizemos um único trabalho juntos na faculdade e mal falávamos por isso, não, eu não te conheço.
E os longos CV's? Sim gente, experiência é boa. Sim, eu sei que querem mostrar que sabem mudar um pneu e trocar uma lâmpada, mas não quero ler nove páginas de texto corrido (sim, nem era em tópicos) para chegar a meia dúzia de características que me chamam a atenção num assistente. Curto e simples, se se sentirem inspirados para escrever um longo texto para enviarem, escrevam uma carta de motivação ao algo do género, porque os CV's são para vista rápida das vossas características.
E falo daquela gente que está mesmo interessada no cargo, especialmente em assistente de produção, que apenas enviam um anexo? Quer dizer, eu não quero nenhuma obra literária, mas não fica nada mal abrir um e-mail e ter lá um "bom dia". E também não é muito bom sinal quando se esquecem de anexar o CV.
Não me venham dizer que a vida de chefe de uma companhia de teatro é glamourosa porque não é e eu desconfio que muita gente pensa que eu levo a vida do Spielberg quando lhes digo que sou licenciada em Cinema e sou produtora numa companhia de teatro.