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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Top Ten Best Books I Read In 2015

Okay, este top não foi assim tão difícil de fazer. Só a meio do ano é que comecei mesmo a sério a ler, ou seja, poucos foram os livros mesmo interessantes que li ou que marcaram o ano. Coloquei-os pela ordem em que os li, porque senão aí sim iria ser mais difícil de decidir.

1 - "28 Dias" de David Safier

Apesar de ser um livro de ficção, é inspirado em factos reais e foi interessante ler um livro sobre a II Guerra Mundial que não tivesse como cenário um campo de concentração mas sim um gueto.

2 - "A Invenção de Hugo Cabret" de Brian Selznick

Andava há anos para ler este livro, desde a primeira vez que vi o filme, mas eu queria versão hardcover e era bastante caro, mas quando passei pela FNAC e ele estava em promoção, foi a oportunidade ideal.
Apesar de ser um pouco infantil, os desenhos complementam a história e é sempre bom ler o livro que deu origem a um grande filme.

3 - "No Anexo" de Sharon Dogar

Este deve de ter sido o livro revelação para mim no que diz respeito aos livros da II Guerra Mundial. Como já disse várias vezes, o Peter van Pels sempre foi uma pessoa que me chamou atenção e ter descoberto, por puro acaso (o livro estava a cinco euros no Continente e eu nem sequer li a sinopse, peguei nele e fui-me embora), este livro foi algo fantástico.

4 - "Os Bebés de Auschwitz" de Wendy Holden

Como explicar a mensagem positiva que um livro destes transmite? É uma história triste, mas com uma forte mensagem de sobrevivência e que todas as pessoas deveriam de ler.

5 - "The Boy Who Loved Anne Frank" de Ellen Feldman

Nunca me vou cansar de louvar e recomendar este livro. Sim, é ficção, mas retrata tão bem a mente de um sobrevivente dos campos de concentração que é de admirar como é que a autora o consegui fazer de forma tão eximia.

6 - "Red Queen" de Victoria Aveyard

Este livro dividiu tanto a minha opinião, mas há medida que o tempo vai passando, cada vez mais vou gostando dele. É quase como se a autora tivesse pegado em várias histórias distópicas que andam a circular por aí, retirasse o melhor que há nelas e as colocasse numa única saga. Normalmente torceria o nariz a isso, mas curiosamente, neste caso, eu gosto.

7 - "Manifesto de Como Ser Interessante" de Holly Bourne

Este é O livro ... eu não sei mesmo que mais dizer em relação a ele porque fiquei sem elogios para lhe dar.

8 - "Cinder" de Marissa Meyer

Eu já andava a adiar esta saga há imenso tempo e ainda bem, porque senão ia ter que esperar que os livros seguinte saíssem e ia desesperar. O segundo livro desta saga desiludiu um pouco, mas estou a gostar bastante de "Cress" e provavelmente seria o "Cress" que estaria nesta lista em vez de "Cinder" caso o tivesse terminado, mas que se há-de fazer?
É uma saga fantástica e bem executada.

9 - "Poison Princess" de Kresley Cole

Primeiro estranha-se e depois entranha-se. Este livro não estaria aqui se não fosse pela originalidade. Das milhentas sagas distópicas que por aí andam, esta deve de ser das mais originais que já li. Enquanto que em "Hunger Games" ou "Divergente" mal a leitura começa estamos logo no mundo criado depois de uma grande mudança (normalmente, guerra ou desastre natural), neste livro acompanhamos os últimos dias antes de o mundo ser virado do avesso e só depois somos transportados para o cenário pós apocalíptico. E depois tem a parte da Arcana que foi bastante interessante.

10 - "Alice Through the Zombie Glass" de Gena Showalter

Teorias estúpidas de Zombies colocadas de parte, é uma boa história e o romance nesta saga é de chorar por mais. Deve de ser dos poucos livros em que eu realmente gosto do casal principal. O primeiro livro foi uma pouco fraco, mas os dois seguintes foram bem intensos e recomenda-se.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Top Ten New-To-Me Favorite Authors I Read For The First Time In 2015

Okay, este ano não li assim tantos autores variados como pensava e apesar da quantidade de livros que li ser grande, a maior parte era sempre dos mesmos autores, por esse motivo fiz uma pequena batota na lista, mas quando lá chegar eu explico.
Ah, e a ordem deste top é irrelevante.

1 - Kiera Cass
Ainda só li o primeiro livro da saga The Selection, mas estou curiosa em relação ao segundo livro porque tenho esperança que haja mais acção e que torne a saga mais interessante para mim.

2 - Marissa Meyer
Marissa Meyer deve de ser uma das minhas novas autoras preferidas. Li "Cinder" e adorei ... fiquei completamente viciada. Depois quando li "Scarlet" fiquei um pouquinho desiludida porque o livro não me cativou tanto como o primeiro, mas agora estou a ler "Cress" e estou a adorar. E aposto que mal acabe a minha lista TBR vou pegar no "Winter".

3 - Victoria Aveyard
A saga "Red Queen" ainda está um pouco "tremida" na minha preferência, mas não posso negar que gostei do livro e que estou curiosa ler o segundo livro.

4 - Holly Bourne
OMFG! Podemos falar de "Manifesto de Como Ser Interessante"? Tornou-se o meu livro preferido quando ainda só tinha lido uns meros capítulos e sem sombra de dúvida que de todos os livros que li este ano, este é o meu preferido ... sem concorrência alguma.
Mal tenha hipóteses quero imenso ler os outros três livros que ela já lançou.

5 - Ellen Feldman
Peter ... oh meu Deus. O livro "The Boy Who Loved Anne Frank" foi tão bom, tão arrepiante, tão autêntico (apesar de ser ficção). Simplesmente fenomenal.

6 - Wendy Holden
Pouco sei sobre esta autora, apenas que ficou bastante conhecida quando escreveu "Haatchi & Little B", mas o único livro que li dela, "Os Bebés de Auschwitz", é simplesmente fantástico.

7 - Brian Selznick
Okay, eu já conhecia este senhor há muito tempo, mas nunca tinha pegado num livro dele, mas mal tive a oportunidade, lá trouxe "A Invenção de Hugo" para casa e praticamente devorei o livro.

8 - Sharon Dogar
O primeiro livro que li só sobre o Peter van Pels foi desta autora e é o POV do Peter sobre a vida no Anexo com Anne Frank e a família dela. Fiquei tão contente por finalmente encontrar um livro que se dignasse a falar só sobre ele e que transformasse a Anne numa personagem secundária.

9 - Kresley Cole
Primeira batota deste top. É verdade que já li bastantes coisas da senhora Cole, mas nunca YA e este ano isso aconteceu, ou seja, foi como descobrir um novo autor, completamente diferente da Kresley Cole que estava habituada-

10 - Gena Showalter
Segunda batota do top. Tal como a Kresley Cole, já li bastantes coisas desta autora, mas The White Rabbit Chronicles é YA e em nada idêntico ao que já li dela. E ainda bem que me dignei a pegar finalmente nesta saga ... mal sabia eu o que andava a perder.

sábado, 5 de setembro de 2015

Livro #1 - The Boy Who Loved Anne Frank, de Ellen Feldman

Desde o inicio do ano que ando fascinada com os livros que relatam histórias da Segunda Guerra Mundial, quer sejam de ficção ou não ficção.
Este é o segundo livro que leio onde o autor foca-se no Peter van Pels, o adolescente que estava, juntamente com a família Frank, escondido no famoso anexo em Amesterdão. Trata-se de uma figura que sempre me intrigou e ter descoberto dois livros que "iluminam" esta pessoa foi fantástico.
Em "The Boy Who Loved Anne Frank" a autora baseia-se na premissa de que não existem documentos que relatem o que aconteceu a Peter e sobre o que ele disse a Anne, que no fim da guerra ele faria com que ninguém soubesse que ele era judeu.
Esta história começa quando, numa noite, Peter perde a voz e decide consultar vários especialista até chegar ao consultório do Dr. Gabor. E a partir daí ele vai-nos contando a sua história. Como ele acabou por ir para os EUA, como recomeçou a sua vida, como a guerra mudou a sua mentalidade, mais especificamente referente à religião, mas também como o tempo que esteve enclausurado no Anexo influenciou a sua vida.
Tudo isto é narrado um pouco a força, uma vez que Peter não quer que as pessoas à sua volta descubram que é judeu e que esteve num campo de concentração, mas o Dr. Gabor vai-lhe colocando as perguntas com a desculpa de que o facto dele estar afónico pode ser algo psicológico, visto que fisicamente não há nada de errado com ele.
Algo que achei bastante curioso e significativo foi a relação de Peter com a esposa, Madeleine, e a cunhada, Sussannah. Inicialmente Peter mantêm uma relação amorosa com Susannah (a irmã mais velha) mas acaba por se apaixonar e casar com Madeleine (irmã mais nova), o que faz lembrar em muito a situação no Anexo e da relação entre Peter, Anne e Margo. Claramente esta situação foi propositada por parte da autora e é quase como se estivéssemos a ver a vida dos três jovens a desenvolver-se num cenário quotidiano, depois da guerra, sem as restrições causadas pela situação que era viver num anexo. Tudo isso torna-se mais evidente quando nos é descrita as personalidades das irmãs, sendo a mais velha mais calculista (em relação ao seus sentimentos) e a mais nova é mais "livre espírito", mas também pelos sentimentos de inveja entre irmãs, as típicas disputas que só quem tem irmãos reconhece.
Ao longo da narrativa é tão óbvio o medo de Peter em que o mesmo se repita que ele chega mesmo a mentir à esposa, inventando histórias, sobre o seu passado. Mas, na minha opinião, é um medo tão extremo que ele está disposto a perder tudo o que construiu por medo de algo que é incerto, algo tão simples como simplesmente dizer "eu sou judeu".
Quando ele descobre que o diário de Anne foi publicado passa quase a viver uma vida dupla, lê o diário ás escondidas, inventa reuniões só para puder esgueirar-se para um parque de estacionamento qualquer para o ler. E depois começa os comportamentos típicos de alguém traumatizado; o acordar ás 3 da manhã para ir comer tudo o que se encontra  no frigorífico, as viagens à sinagoga, o desejo de voltar a Amesterdão.
Confesso que houve momentos em que começava a odiar o Peter e a personalidade que lhe foi criada e, se por um lado compreendia a atitude dele, por outro também o recriminava por isso mesmo. Sei perfeitamente que uma coisa é imaginar o que nós faríamos numa situação daquela e outra é o que uma pessoa, que passou pelo trauma de uma guerra e campo de concentração e que viu toda a gente à sua volta morrer, faria. Mas também, gradualmente, vamos notando uma mudança e, para mim, o momento de viragem foi quando ele decidiu não remover a tatuagem com o número de prisioneiro.
Na minha opinião essas tatuagem são algo positivo. Sim, através dela sabemos que a pessoa passou por algo terrível, mas sobreviveu, teve força, coragem e determinação de sair dali vivo. É uma espécie de testamento, é dizer-lhes "vocês queriam aniquilar-me, mas eu estou aqui, eu sobrevivi" ...
E quando ele vai ao médico para retirar a  tatuagem, eu quase que desistia do livro, porque era uma atitude cobarde atrás da outra, mas aí ele desiste da ideia, pelos motivos errados (afirma que retirar a tatuagem é viver no passado e ele não quer viver no passado), mas desiste.
Aos poucos e poucos vamos vendo o enlouquecimento e o desprender da realidade da personagem e tudo porque ele apenas pretende proteger a familia e estar preparado para quando algo do género da Segunda Guerra Mundial voltar a acontecer. E eu digo "quando" e não "se" porque ele tem quase a certeza que tudo aquilo pelo que ele passou se vai voltar a repetir.
"An appealing and inventive novel ... both original and cathartic" (New York Time) é a review que se lê na capa e, na minha opinião, resume o livro.
Relativamente a autenticidade de alguns factores da história, a verdade é que existem documentos relativamente ao que aconteceu a Peter van  Pels (acabou por morrer no campo de concentração de Mauthausen a 5 de Maio de 1945, três dias antes da libertação), mas a autora, levada no engano pelo folheto da Casa Anne Frank, já tinha começado a dar asas a imaginação quando começou a pesquisa para este romance e descobriu os documentos da Cruz Vermelha referentes a Peter.
A nível de escrita não tenho nada negativo a apontar, é uma escrita simples e o facto de estar na primeira pessoa (algo que eu odeio profundamente) é um factor bastante positivo e que faz com que o leitor tenha a sensação de estar a olhar para a mente de alguém que realmente passou por um campo de concentração e sobreviveu, com os seus traumas e medos, mas que conseguiu seguir em frente com a sua vida.



Título: "The Boy Who Loved Anne Frank"
Autor(a): Ellen Feldman
Editora: Picador
Ano: 2005
Edição: 1º Edição
Nº de Paginas: 261
ISBN: 978-0-330-44000-4
Sinopse:
Imagine if the boy in hiding with Anne Frank had survived the war...
On February 16 1944, Peter, Anne Frank's closest confidant in the Secret Annex, declared that if he got out alive he would reinvent himself entirely; no would ever know who he was or where he had been during the years of murder and destruction in Europe. This is the story of what might have happened if the boy in hiding had survived the horror.
The Boy Who Loved Anne Frank is a compelling novel about the power of stories, the meaning of history and the possibility of coming to terms with an unbearable burden of memory.