Este livro foi uma autêntica desilusão, especialmente porque este foi o ano em que eu descobri esta autora e, até então, tenho gostado bastante dos seus livros e por muito que goste bastante da premissa deste livro bem como a escrita da autora, é-me impossível gostar das acções e forma de pensar das personagens.
Como é impossível falar do que me desiludiu neste livro sem fazer spoilers, aviso já que o melhor é pararem de ler esta review caso ainda não tenham lido este livro.
Vamos então ao que me desagradou neste livro?
Temos a Fallon que, quando era adolescente, ficou encurralada num incêndio em casa do pai e como consequência ficou com cicatrizes, não apenas físicas mas também psicológicas. E depois temos o Ben, que aparece na vida de Fallon do nada e os dois acabam por criar laços de amizade, apaixonam-se e blá blá blá ... o típico romance. E tudo isto acontece a 9 de Novembro, dia em que o incêndio aconteceu, dia em que eles se conheceram e então ao longo de cinco anos (se não estou em erro) ele planeiam encontrar-se apenas nesse dia.
Confesso que a nível de romance, mais cliché e fofinho não podia ser. Mas depois vêm as revelações. Na realidade foi Ben quem começou o incêndio e a partir quando ele conhece Fallon ele estava, na realidade, a "espiá-la", curioso para saber o que tinha ocorrido à rapariga que, por acidente, foi apanhada no meio do fogo.
Inicialmente, ela tem uma reacção normal ... quer vê-lo a léguas e arranja uma ordem de restrição. Mas depois recebe uma carta dele onde ele explica o porquê do incêndio e toda a história de vida dele e ela apercebe-se que está apaixonada por ele. E aqui é que as coisas vão de mal a pior ... ela vai ter com ele e quando ele lhe pede perdão pelo que fez o que é que o raio da rapariga faz? Diz-lhe que ele não tem nada que pedir desculpas, que quem tem que pedir desculpas é ela ... WTF??? Minha amiga, ele começou um incêndio, algo que por si só é um crime (não importa os seus motivos), manda-te para o hospital com queimaduras pelo corpo todo, dá-te cabo da carreira (Fallon era uma jovem actriz), deixa-te com marcas para a vida toda, escondeu-te a verdade durante anos e tu, que não lhe fizeste nada é que tens que lhe pedir desculpa? Porquê? Porque quando descobriste a verdade acabaste com ele e metes-te-te a milhas? Que raio de E.T. é este? Fiquei tão frustrada que por pouco não atirei com o livro contra a parede (começo a notar um certo padrão em querer atirar os livros contra a parede). Juro que tive que me forçar a terminar o livro porque senão o mais certo era ele ir para o monte de DNF's.
Espero mesmo que este seja o primeiro e último livro da sra. Hoover que me desiludiu desta maneira.
Editora: Topsller
Idioma: Português
Nº Páginas: 320
Sinopse: A história de um amor capaz de curar e renovar a vida. O dia 9 de novembro No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois prometem encontrar-se novamente. Os reencontros Durante cinco anos, sempre no dia 9 de novembro, Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas. Apesar de só estarem juntos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas. Cinco anos depois Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa. Estarão os dois preparados para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perdoar o homem que ama? O passado, o presente e o futuro cruzam-se num livro arrebatador e envolvente.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Livro #113 - "Stealing Snow", de Danielle Paige
Nunca pensei ficar realmente "chateada" com um livro, mas isso aconteceu e não é que tivesse expectativas muito altas para ele, mas a verdade é que só não o atirei contra a parede porque tinha medo que ele deixasse moça.
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Idioma: Inglês
Nº Páginas: 375
Sinopse: First kisses sometimes wake slumbering princesses, undo spells, and spark happily ever afters.
Mine broke Bale.
Seventeen-year-old Snow has spent her life locked in Whittaker Psychiatric—but she isn’t crazy. And that’s not the worst of it. Her very first kiss proves anything but innocent…when Bale, her only love, turns violent.
Despite Snow knowing that Bale would never truly hurt her, he is taken away—dashing her last hope for any sort of future in the mental ward she calls home. With nowhere else to turn, Snow finds herself drawn to a strange new orderly who whispers secrets in the night about a mysterious past and a kingdom that’s hers for the taking—if only she can find her way past the iron gates to the Tree that has been haunting her dreams.
Beyond the Tree lies Algid, a land far away from the real world, frozen by a ruthless king. And there too await the River Witch, a village boy named Kai, the charming thief Jagger, and a prophecy that Snow will save them all.
Este ano comecei a ler a série "Dorothy Must Die" desta autora e para já estou a adorar. Quando foi divulgado este livro fiquei um pouco desiludida porque retellings da Branca de Neve à para aí ao pontapé, mas um bocadinho de pesquisa e afinal o livro é um retelling da Snow Queen.
Comecei a ler o livro e estava a gostar bastante, especialmente do facto de a autora ter incluído a Gerda e o Kay do original. Pouco mais de cem páginas faltavam para terminar o livro quando me apercebo do porquê de estar a gostar tanto do livro ... é uma cópia autêntica do primeiro livro da série (da autora) "Dorothy Must Die". Ora vejamos:
- Rapariga é transportada para um universo alternativo onde existe magia.
- Rapariga sente-se atraída pelo rapaz que a leva para esse universo alternativo.
- Existe um governante corrompido pelo poder e só a dita rapariga é que o pode destronar.
- Rapaz anteriormente referido convence a rapariga a juntar-se ao grupo rebelde.
- O grupo rebelde é um bando de bruxas.
- Rapariga tem "aulas" de magia para desenvolver os seus poderes.
- A rapariga tem uma "inimiga" no considerado mundo real que vai ser importante para a sua aventura no mundo alternativo.
E mais comparações não posso fornecer porque não terminei o livro. Mas vendo as coisas assim, uma pessoa nem sabe se estamos a falar de uma série ou de outra.
Talvez isto não me chateasse tanto se fosse outro autor, mas estamos a falar da autora das duas séries.
Idioma: Inglês
Nº Páginas: 375
Sinopse: First kisses sometimes wake slumbering princesses, undo spells, and spark happily ever afters.
Mine broke Bale.
Seventeen-year-old Snow has spent her life locked in Whittaker Psychiatric—but she isn’t crazy. And that’s not the worst of it. Her very first kiss proves anything but innocent…when Bale, her only love, turns violent.
Despite Snow knowing that Bale would never truly hurt her, he is taken away—dashing her last hope for any sort of future in the mental ward she calls home. With nowhere else to turn, Snow finds herself drawn to a strange new orderly who whispers secrets in the night about a mysterious past and a kingdom that’s hers for the taking—if only she can find her way past the iron gates to the Tree that has been haunting her dreams.
Beyond the Tree lies Algid, a land far away from the real world, frozen by a ruthless king. And there too await the River Witch, a village boy named Kai, the charming thief Jagger, and a prophecy that Snow will save them all.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Livro #112 - "Diário de uma Rapariga Desaparecida", de Marsha Forchuk Skrypuch
Nunca sei como começar uma review, mas desta vez tenho que começar pelo grande erro deste livro, o título. Originalmente "Stolen Child", a editora responsável por este livro teve a brilhante ideia de o traduzir para "Diário de uma rapariga desaparecida" ... o que é totalmente uma mentira. Este livro não é, nem de longe, um diário. Trata-se de uma narrativa através dos olhos de uma rapariga que sobreviveu à II Guerra Mundial e que se exilou no Canadá, fazendo-se passar por filha de um jovem casal ucraniano.
Títulos errados à parte, adorei este livro por ser bastante diferente do que normalmente se encontra neste tipo de literatura. Não se trata do relato de um judeu ou do inferno que foi sobreviver num campo de concentração. Trata-se de um tema que, pelo que sei, não é muito explorado dentro do tema II Guerra Mundial.
Hitler estava convencido que a raça ariana ia dominar o mundo, mas os casais alemães não estavam a reproduzir com a rapidez desejada (sabem, a história dos 9 meses de espera e tal), por isso engendrou um plano diabólico (como era seu costume). Começou a procurar crianças com características arianas, órfãos e mendigos de quem, supostamente, ninguém daria falta. Depois de sofrer uma lavagem cerebral e levadas a acreditar que os seus pais biológicos eram alemães e que os supostos pais com quem tinham estado até então eram ladrões e espiões, essas crianças eram inseridas em famílias alemãs apoiantes do regime. Tal ficou conhecido como o Projecto Lebensborn.
Em paralelo com a história de Nadia, ficamos também a conhecer a história de Marusia e Ivan, um casal ucraniano. Por norma, as pessoas lembram-se dos judeus, deficientes e gays e do que eles passaram às mãos dos nazis e é fácil esquecer que o resto das pessoas também sofreu e que foi usada como "carne para canhão", no caso de Marusia, foi colocada numa fábrica porque os nazis notaram que eram frequentemente bombardeadas, o que levava à morte de grande parte da mão de obra e não se podia parar a manufacturarão de armas e munições.
Gostei particularmente da parte em que no final do livro a autora escreveu uma pequena "introdução" ao tema que abordou no livro.
A escrita ... simples, bastante simples, o que é ideal, visto que a história está a ser contada através dos "olhos" de uma criança.
Recomendo bastante este livro ... mas não se deixem enganar pelo título ou até mesmo pela frase que aparece na capa: "Hitler tinha um plano para ela". É ideal para aqueles leitores que gostam do tema da II Guerra Mundial e que queiram ler algo diferente.
Editora: Oficina do Livro
Idioma: Português
Nº Páginas: 208
Sinopse: Nadia chega ao Canadá após a II Guerra Mundial, depois de passar cinco anos num campo de deslocados. Começa então a ser assombrada por memórias perturbadoras e terríveis pesadelos. Quem é ela na verdade? Assaltam-na imagens de outra família, de uniformes nazis, de Hitler. Poderá acreditar no que os sonhos lhe dizem?
Títulos errados à parte, adorei este livro por ser bastante diferente do que normalmente se encontra neste tipo de literatura. Não se trata do relato de um judeu ou do inferno que foi sobreviver num campo de concentração. Trata-se de um tema que, pelo que sei, não é muito explorado dentro do tema II Guerra Mundial.
Hitler estava convencido que a raça ariana ia dominar o mundo, mas os casais alemães não estavam a reproduzir com a rapidez desejada (sabem, a história dos 9 meses de espera e tal), por isso engendrou um plano diabólico (como era seu costume). Começou a procurar crianças com características arianas, órfãos e mendigos de quem, supostamente, ninguém daria falta. Depois de sofrer uma lavagem cerebral e levadas a acreditar que os seus pais biológicos eram alemães e que os supostos pais com quem tinham estado até então eram ladrões e espiões, essas crianças eram inseridas em famílias alemãs apoiantes do regime. Tal ficou conhecido como o Projecto Lebensborn.
Em paralelo com a história de Nadia, ficamos também a conhecer a história de Marusia e Ivan, um casal ucraniano. Por norma, as pessoas lembram-se dos judeus, deficientes e gays e do que eles passaram às mãos dos nazis e é fácil esquecer que o resto das pessoas também sofreu e que foi usada como "carne para canhão", no caso de Marusia, foi colocada numa fábrica porque os nazis notaram que eram frequentemente bombardeadas, o que levava à morte de grande parte da mão de obra e não se podia parar a manufacturarão de armas e munições.
Gostei particularmente da parte em que no final do livro a autora escreveu uma pequena "introdução" ao tema que abordou no livro.
A escrita ... simples, bastante simples, o que é ideal, visto que a história está a ser contada através dos "olhos" de uma criança.
Recomendo bastante este livro ... mas não se deixem enganar pelo título ou até mesmo pela frase que aparece na capa: "Hitler tinha um plano para ela". É ideal para aqueles leitores que gostam do tema da II Guerra Mundial e que queiram ler algo diferente.
Editora: Oficina do Livro
Idioma: Português
Nº Páginas: 208
Sinopse: Nadia chega ao Canadá após a II Guerra Mundial, depois de passar cinco anos num campo de deslocados. Começa então a ser assombrada por memórias perturbadoras e terríveis pesadelos. Quem é ela na verdade? Assaltam-na imagens de outra família, de uniformes nazis, de Hitler. Poderá acreditar no que os sonhos lhe dizem?
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Livro #111 - "Replica", de Lauren Oliver
Tenho que começar por dizer que este foi o primeiro livro que li da Lauren Oliver, apesar de ter vários livros da autora cá em casa. Tenho também que dizer que este livro foi um bocado decepcionante, talvez porque havia tanto alarido à volta dele.
Este livro pode ser lido de três maneiras diferentes. Pode começar a ler-se a partir da parte da Gemma, começar a partir da parte da Lyra ou então alternar entre os capítulos de cada uma das partes. Só esse facto já despertou o meu interesse. Eu acabei por optar começar pela parte da Lyra e ler tudo seguido.
"Two Girls, Two Stories. One Epic Novel" é que se pode ler na capa do livro, a primeira parte é verdadeira, a segunda ... nem por isso. Tanto a história da Lyra como a da Gemma parecem ter ficado a meio. Quando terminei a parte da Lyra ainda pensei que a história dela iria ser terminada na parte da Gemma, mas não, é um final bruto e que deixa o leitor a pensar que talvez a autora tenha-se esquecido de terminar o livro, porque depois da Lyra saber a verdade o leitor quer saber como raio é que ela lidou com isso, o que ela vai fazer a partir daí, ver como evoluí a relação dela com o 72. E o mesmo se passou com a Gemma.
Para ser sincera, não sei se haverá um segundo livro. Pelo pouco que sei, não aparece nada no Goodreads, mas gostava mesmo de saber o que se passou com as personagens, visto que a maioria do livro, tanto a parte da Lyra como da Gemma, é passado com eles a fugirem do pessoal de Haven e à procura de respostas (mais na parte da Gemma).
Este foi o meu grande problema com este livro e o motivo pelo qual não dei uma cotação maior.
Gostei bastante da escrita da altura, o que me deixou motivada a ler os outros livros dela que tenho aqui. É simples, mas bastante clara e fluída, o que ajudou bastante a acalmar o receio que tinha em relação a distinguir a "voz" das personagens. O problema de muitos autores que escrevem vários POV é que parece ser sempre a mesma personagem e num livro deste tipo se isso acontecesse seria, ouso dizer, catastrófico. Mas não houve qualquer problema em relação a isso ... as "vozes" são bastante distintas. É fácil identificar a Gemma e a Lyra
Confesso que o tema do livro não é dos meus favoritos ... ou melhor dizendo, clones e afins nunca me despertou grande interesse, mas foi uma boa experiência e trata-se de um livro que não apresentou grandes falhas em pormenores no decorrer da narrativa (com excepção aqueles finais).
Recomendo este livro, mesmo aqueles leitores que não tenham grande interesse em clones.
Sinopse:
From Lauren Oliver, New York Times bestselling author of Before I Fall and the Delirium trilogy, comes an epic, masterful novel that explores issues of individuality, identity, and humanity. Replica is a “flip book" that contains two narratives in one, and it is the first in a duology. Turn the book one way and read Lyra's story; turn the book over and upside down and read Gemma's story. The stories can be read separately, one after the other, or in alternating chapters. The two distinct parts of this astonishing novel combine to produce an unforgettable journey. Even the innovative book jacket mirrors and extends the reading experience.
Lyra's story begins in the Haven Institute, a building tucked away on a private island off the coast of Florida that from a distance looks serene and even beautiful. But up close the locked doors, military guards, and biohazard suits tell a different story. In truth, Haven is a clandestine research facility where thousands of replicas, or human models, are born, raised, and observed. When a surprise attack is launched on Haven, two of its young experimental subjects—Lyra, or 24, and the boy known only as 72—manage to escape.
Gemma has been in and out of hospitals for as long as she can remember. A lonely teen, her life is circumscribed by home, school, and her best friend, April. But after she is nearly abducted by a stranger claiming to know her, Gemma starts to investigate her family's past and discovers her father's mysterious connection to the secretive Haven research facility. Hungry for answers, she travels to Florida, only to stumble upon two replicas and a completely new set of questions.
While the stories of Lyra and Gemma mirror each other, each contains breathtaking revelations critically important to the other story. Replica is an ambitious, thought-provoking masterwork.
Este livro pode ser lido de três maneiras diferentes. Pode começar a ler-se a partir da parte da Gemma, começar a partir da parte da Lyra ou então alternar entre os capítulos de cada uma das partes. Só esse facto já despertou o meu interesse. Eu acabei por optar começar pela parte da Lyra e ler tudo seguido.
"Two Girls, Two Stories. One Epic Novel" é que se pode ler na capa do livro, a primeira parte é verdadeira, a segunda ... nem por isso. Tanto a história da Lyra como a da Gemma parecem ter ficado a meio. Quando terminei a parte da Lyra ainda pensei que a história dela iria ser terminada na parte da Gemma, mas não, é um final bruto e que deixa o leitor a pensar que talvez a autora tenha-se esquecido de terminar o livro, porque depois da Lyra saber a verdade o leitor quer saber como raio é que ela lidou com isso, o que ela vai fazer a partir daí, ver como evoluí a relação dela com o 72. E o mesmo se passou com a Gemma.
Para ser sincera, não sei se haverá um segundo livro. Pelo pouco que sei, não aparece nada no Goodreads, mas gostava mesmo de saber o que se passou com as personagens, visto que a maioria do livro, tanto a parte da Lyra como da Gemma, é passado com eles a fugirem do pessoal de Haven e à procura de respostas (mais na parte da Gemma).
Este foi o meu grande problema com este livro e o motivo pelo qual não dei uma cotação maior.
Gostei bastante da escrita da altura, o que me deixou motivada a ler os outros livros dela que tenho aqui. É simples, mas bastante clara e fluída, o que ajudou bastante a acalmar o receio que tinha em relação a distinguir a "voz" das personagens. O problema de muitos autores que escrevem vários POV é que parece ser sempre a mesma personagem e num livro deste tipo se isso acontecesse seria, ouso dizer, catastrófico. Mas não houve qualquer problema em relação a isso ... as "vozes" são bastante distintas. É fácil identificar a Gemma e a Lyra
Confesso que o tema do livro não é dos meus favoritos ... ou melhor dizendo, clones e afins nunca me despertou grande interesse, mas foi uma boa experiência e trata-se de um livro que não apresentou grandes falhas em pormenores no decorrer da narrativa (com excepção aqueles finais).
Recomendo este livro, mesmo aqueles leitores que não tenham grande interesse em clones.
Sinopse:
From Lauren Oliver, New York Times bestselling author of Before I Fall and the Delirium trilogy, comes an epic, masterful novel that explores issues of individuality, identity, and humanity. Replica is a “flip book" that contains two narratives in one, and it is the first in a duology. Turn the book one way and read Lyra's story; turn the book over and upside down and read Gemma's story. The stories can be read separately, one after the other, or in alternating chapters. The two distinct parts of this astonishing novel combine to produce an unforgettable journey. Even the innovative book jacket mirrors and extends the reading experience.
Lyra's story begins in the Haven Institute, a building tucked away on a private island off the coast of Florida that from a distance looks serene and even beautiful. But up close the locked doors, military guards, and biohazard suits tell a different story. In truth, Haven is a clandestine research facility where thousands of replicas, or human models, are born, raised, and observed. When a surprise attack is launched on Haven, two of its young experimental subjects—Lyra, or 24, and the boy known only as 72—manage to escape.
Gemma has been in and out of hospitals for as long as she can remember. A lonely teen, her life is circumscribed by home, school, and her best friend, April. But after she is nearly abducted by a stranger claiming to know her, Gemma starts to investigate her family's past and discovers her father's mysterious connection to the secretive Haven research facility. Hungry for answers, she travels to Florida, only to stumble upon two replicas and a completely new set of questions.
While the stories of Lyra and Gemma mirror each other, each contains breathtaking revelations critically important to the other story. Replica is an ambitious, thought-provoking masterwork.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Livro #110 - "Gemina", de Amie Kaufman e Jay Kristoff
Já alguma vez pegaram num livro e pensaram "este livro é mesmo bom, está perfeito" e nem cinco minutos depois BOOM, começas a reparar em pequenos defeitos? Foi basicamente o que me aconteceu ao ler este livro. Não, ele não é mau, longe disso, mas em comparação com o primeiro livro, este está muito melhor, especialmente a nível visual.
A nível visual nota-se que ouve uma evolução, que os autores se preocuparam mais em dar uma melhor experiência ao leitor e acho que daí surgiu o diário da Hanna com os seus desenhos humorísticos, apesar de que há sempre espaço para mais desenhos e menos "ficheiros".
Por falar em "ficheiros", foi aqui que comecei a aperceber-me do grande problema desta trilogia ... a descrição. Como o livro é contada através da junção de todos estes ficheiros e relatórios, a "poesia", por assim dizer, que os autores usam para descrever determinadas cenas acaba por ser posta de lado porque eu nunca li um relatório de vigilância em que o analista sabe o que a pessoa está a pensar ou o que ela quer dizer com o olhar. Mas, curiosamente, o analista com o ID 7213-0089-DN sabe o que o vai pela cabeça das personagem e chega mesmo a descrever as suas acções com um floreado qual autor de um romance histórico qualquer. E, para mim, esta é a grande falha do livro. Se o analista esta a passar para o papel o que estão nas imagens de vigilância deve de o fazer de forma simples e rápida, caso contrário mais valia o livro estar escrito todo em texto e esquecer a experiência de saber a história através de ficheiros e relatórios.
Tempo de confissão ... não fiquei grande fã desta história depois do primeiro livro e dei-lhe uma cotação alta mais pelos gráficos do que propriamente pelo conteúdo literário. Mas gostei bastante da história deste livro, do iteração entre a Hanna, o Nik e a Ella. Claro que gostaria que houvesse mais desenvolvimento das personagens, mas tal não é possível por causa da estrutura do livro.
Ainda bem que dei uma oportunidade a este segundo livro porque se tivesse "tirado a pinta" à trilogia apenas pelo primeiro volume, o mais certo era ter desistido da trilogia logo à primeira.
Sinopse:
Hanna Donnelly is the station captain’s pampered daughter and Nik Malikov is the reluctant member of a notorious crime family. Together they struggle with the realities of life aboard the galaxy’s most boring space station, blissfully unaware that Kady Grant and the Hypatia are headed right toward Heimdall with news of the Kerenza invasion.
Picking up about five minutes after Illuminae ends, Gemina is the electrifying sequel to the hottest YA novel of 2015.
A nível visual nota-se que ouve uma evolução, que os autores se preocuparam mais em dar uma melhor experiência ao leitor e acho que daí surgiu o diário da Hanna com os seus desenhos humorísticos, apesar de que há sempre espaço para mais desenhos e menos "ficheiros".
Por falar em "ficheiros", foi aqui que comecei a aperceber-me do grande problema desta trilogia ... a descrição. Como o livro é contada através da junção de todos estes ficheiros e relatórios, a "poesia", por assim dizer, que os autores usam para descrever determinadas cenas acaba por ser posta de lado porque eu nunca li um relatório de vigilância em que o analista sabe o que a pessoa está a pensar ou o que ela quer dizer com o olhar. Mas, curiosamente, o analista com o ID 7213-0089-DN sabe o que o vai pela cabeça das personagem e chega mesmo a descrever as suas acções com um floreado qual autor de um romance histórico qualquer. E, para mim, esta é a grande falha do livro. Se o analista esta a passar para o papel o que estão nas imagens de vigilância deve de o fazer de forma simples e rápida, caso contrário mais valia o livro estar escrito todo em texto e esquecer a experiência de saber a história através de ficheiros e relatórios.
Tempo de confissão ... não fiquei grande fã desta história depois do primeiro livro e dei-lhe uma cotação alta mais pelos gráficos do que propriamente pelo conteúdo literário. Mas gostei bastante da história deste livro, do iteração entre a Hanna, o Nik e a Ella. Claro que gostaria que houvesse mais desenvolvimento das personagens, mas tal não é possível por causa da estrutura do livro.
Ainda bem que dei uma oportunidade a este segundo livro porque se tivesse "tirado a pinta" à trilogia apenas pelo primeiro volume, o mais certo era ter desistido da trilogia logo à primeira.
Sinopse:
Hanna Donnelly is the station captain’s pampered daughter and Nik Malikov is the reluctant member of a notorious crime family. Together they struggle with the realities of life aboard the galaxy’s most boring space station, blissfully unaware that Kady Grant and the Hypatia are headed right toward Heimdall with news of the Kerenza invasion.
Picking up about five minutes after Illuminae ends, Gemina is the electrifying sequel to the hottest YA novel of 2015.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Livro #105 a #109 - Série "Hacker", de Meredith Wild
Ao ler os dois primeiros livros ainda fui dando o beneficio da dúvida e até estava a gostar das personagens principais, algo bastante raro para mim. A história, apesar de acabar por não ser muito diferente das milhentas histórias que andam para aí, até estava a ser interessante e com um bocado de desnorte, bastante evidente, da autora, até se perdoava a falta de rumo certo para desenvolvimentos futuros.
Mas o caso mudou completamente de figura quando chegamos ao terceiro livro. A autora destruiu completamente as personagens, o que levou à aniquilação completa da série. Durante dos dois primeiros livros vemos personagens fortes e com mente própria, independentes e com ideias perfeitamente definidas. No terceiro livro a autora transforma o seu personagens principal num egoísta manipulador e a sua personagem principal numa viciada em sexo sem cérebro e sem qualquer resquício de personalidade.
Na minha inocência, lá parti para o quarto livro na esperança que fosse uma fase pela qual a autora estava a passar e que o terceiro livro fosse algo que não voltaria a acontecer e que poderia, simples e facilmente, ignorar. Nop, tal não aconteceu. Para além do terceiro livro estar permanentemente na minha mente enquanto lia os restantes, a verdade é que os problemas anteriores que encontrei na série acabaram por se multiplicar e em nada valeu o esforço da autora em criar tenção entre o casal e cenas mirabolantes de acção que roçam em muito o ridículo.
Leiam os primeiros dois livros e depois façam de conta de que história terminou por aí, era o que eu deveria de ter feito.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Livro #104 - "Blood Kiss", de J. R. Ward
Dizer que estava bastante ansiosa por este livro é pouco, mas não contava eu com tamanha desilusão.
Os livros desta autora tão a perder qualidade a um nível alarmante e o mais provável é que mais tarde ou mais cedo acabe por a descartar por completo.
Eu não terminei este livro, li apenas metade e dizer que me apetecia atira-lo pela janela fora é muito pouco.
Primeiro que tudo, isto é suposto ser um spin-off. Já esperava encontrar personagens da série original nestes livros, até porque supostamente o grupo original é instrutor de um novo grupo de guerreiros. Mas o se passa com este livro é basicamente um esquema para iludir o leitor. Quem quiser ler a série original, "Irmandade da Adaga Negra", tem que obrigatoriamente ler este spin-off e vice versa, porque quem está a contar encontrar a história da Paradise e do Craeg vai apanhar uma enorme surpresa.
Eu li meio livro e nada sei sobre estas duas personagens. Sim, meio livro e pouco ou nada eles apareceram. E porquê? Porque a autora achou que seria uma excelente ideia desenvolver a história da Marissa e do Butch num livro que faz parte do spin-off e não da série original (para quem não sabe, este casal faz parte da série original).
Eu não li muitos spin-off, mas dos que li, apercebi-me que posso nem ler a série principal e mesmo assim saber o que se está a passar. Tal não acontece neste caso, o que obriga o leitor a ler os milhentos livros que existem da autora para perceber a história de um único livro.
Isto não é novidade para quem acompanha a autora, porque o mesmo aconteceu num dos livros da saga "Anjos Caídos", quando a autora iniciou uma storyline (que nunca se deu ao trabalho de terminar ou explicar) que ligava esta série à da Irmandade, obrigando o leitor a ler os livros da outra série para perceber o que se estava a passar.
E isso é outra coisa que me tem incomodado nesta autora, o inicio de mil e uma storylines e nem 2% delas estão terminadas ou explicadas, ao invés disso a autora deixa-as em aberto (ou esquece-se delas por completo) e inicia outras mil e uma storylines.
O mais certo é tão cedo não voltar a pegar nos livros desta série ou da original, uma vez que são apenas mais histórias recicladas. Um bom exemplo disso é o último livro da autora e o seu próximo livro. No inicio da série da Irmandade tivemos um livro dedicado ao Rhage, o último livro que a autora lançou foi dedicado ao Rhage e o próximo livro que a autora vai editar, desta série spin-off, também vai contar com partes da história do Rhage. Sério? É mesmo preciso dois livros da série original e ainda um do spin-off? Que aconteceu aos calhamaços que eram lançados e conseguiam contar a história toda das personagens? Uma série não é o suficiente para uma personagem?
O que me desilude no meio disto tudo é que a premissa deste spin-off é mesmo interessante, mas não há pachorra para a ganância de alguns autores.
Sinopse:
The legacy of the Black Dagger Brotherhood continues in a spin-off series from the #1 New York Times bestselling author…
Paradise, blooded daughter of the king’s First Advisor, is ready to break free from the restrictive life of an aristocratic female. Her strategy? Join the Black Dagger Brotherhood’s training center program and learn to fight for herself, think for herself…be herself. It’s a good plan, until everything goes wrong. The schooling is unfathomably difficult, the other recruits feel more like enemies than allies, and it’s very clear that the Brother in charge, Butch O’Neal, a.k.a. the Dhestroyer, is having serious problems in his own life.
And that’s before she falls in love with a fellow classmate. Craeg, a common civilian, is nothing her father would ever want for her, but everything she could ask for in a male. As an act of violence threatens to tear apart the entire program, and the erotic pull between them grows irresistible, Paradise is tested in ways she never anticipated—and left wondering whether she’s strong enough to claim her own power…on the field, and off.
Os livros desta autora tão a perder qualidade a um nível alarmante e o mais provável é que mais tarde ou mais cedo acabe por a descartar por completo.
Eu não terminei este livro, li apenas metade e dizer que me apetecia atira-lo pela janela fora é muito pouco.
Primeiro que tudo, isto é suposto ser um spin-off. Já esperava encontrar personagens da série original nestes livros, até porque supostamente o grupo original é instrutor de um novo grupo de guerreiros. Mas o se passa com este livro é basicamente um esquema para iludir o leitor. Quem quiser ler a série original, "Irmandade da Adaga Negra", tem que obrigatoriamente ler este spin-off e vice versa, porque quem está a contar encontrar a história da Paradise e do Craeg vai apanhar uma enorme surpresa.
Eu li meio livro e nada sei sobre estas duas personagens. Sim, meio livro e pouco ou nada eles apareceram. E porquê? Porque a autora achou que seria uma excelente ideia desenvolver a história da Marissa e do Butch num livro que faz parte do spin-off e não da série original (para quem não sabe, este casal faz parte da série original).
Eu não li muitos spin-off, mas dos que li, apercebi-me que posso nem ler a série principal e mesmo assim saber o que se está a passar. Tal não acontece neste caso, o que obriga o leitor a ler os milhentos livros que existem da autora para perceber a história de um único livro.
Isto não é novidade para quem acompanha a autora, porque o mesmo aconteceu num dos livros da saga "Anjos Caídos", quando a autora iniciou uma storyline (que nunca se deu ao trabalho de terminar ou explicar) que ligava esta série à da Irmandade, obrigando o leitor a ler os livros da outra série para perceber o que se estava a passar.
E isso é outra coisa que me tem incomodado nesta autora, o inicio de mil e uma storylines e nem 2% delas estão terminadas ou explicadas, ao invés disso a autora deixa-as em aberto (ou esquece-se delas por completo) e inicia outras mil e uma storylines.
O mais certo é tão cedo não voltar a pegar nos livros desta série ou da original, uma vez que são apenas mais histórias recicladas. Um bom exemplo disso é o último livro da autora e o seu próximo livro. No inicio da série da Irmandade tivemos um livro dedicado ao Rhage, o último livro que a autora lançou foi dedicado ao Rhage e o próximo livro que a autora vai editar, desta série spin-off, também vai contar com partes da história do Rhage. Sério? É mesmo preciso dois livros da série original e ainda um do spin-off? Que aconteceu aos calhamaços que eram lançados e conseguiam contar a história toda das personagens? Uma série não é o suficiente para uma personagem?
O que me desilude no meio disto tudo é que a premissa deste spin-off é mesmo interessante, mas não há pachorra para a ganância de alguns autores.
Sinopse:
The legacy of the Black Dagger Brotherhood continues in a spin-off series from the #1 New York Times bestselling author…
Paradise, blooded daughter of the king’s First Advisor, is ready to break free from the restrictive life of an aristocratic female. Her strategy? Join the Black Dagger Brotherhood’s training center program and learn to fight for herself, think for herself…be herself. It’s a good plan, until everything goes wrong. The schooling is unfathomably difficult, the other recruits feel more like enemies than allies, and it’s very clear that the Brother in charge, Butch O’Neal, a.k.a. the Dhestroyer, is having serious problems in his own life.
And that’s before she falls in love with a fellow classmate. Craeg, a common civilian, is nothing her father would ever want for her, but everything she could ask for in a male. As an act of violence threatens to tear apart the entire program, and the erotic pull between them grows irresistible, Paradise is tested in ways she never anticipated—and left wondering whether she’s strong enough to claim her own power…on the field, and off.
domingo, 29 de maio de 2016
Livro #102 e #103 - "Entre o Agora e o Nunca" e "Entre o Agora e o Sempre", de J.A. Redmerski
Que surpresa agradável. Estava a contar com um romance cliché e que iria apenas servir para passar o tempo e acabei por me embrenhar de tal maneira na história que quando terminei de ler o segundo livro só queria saber o que raio ia ler a seguir porque estava a pressentir uma bela de uma ressaca literária.
Como previ, o segundo livro era escusado, mas não deixou de ser bom, porque respondeu à típica pergunta que fica depois das personagens terem o seu "final feliz". O que acontece às personagens depois da história de como eles se encontraram é contada.
O que me fez gostar tanto destes livros é o facto de a autora não ter medo de criar problemas às personagens, de lhes colocar obstáculos e de não ser tudo um mar de rosas.
Claro que há situações em que as coisas correm demasiado bem, em que é tudo "encaixa" demasiado bem, mas nesse caso não seria um romance cliché. E seria um pouco cruel o leitor criar laços com as personagens e as coisas acabarem mal.
Outro ponto que gostei foi o facto de a história ser contada do POV de ambas as personagens desde o início. Ultimamente os escritores começam com um POV e só no segundo livro é que encaixam o outro POV.
Pelo que vi, no próximo ano vai sair mais um livro desta trilogia (?) e será a história da filha destas personagens e, para ser sincera, estou um pouco receosa com o que aí vem, mas quando a altura chegar logo se verá.
Sem sombra de dúvida que quero ler mais trabalhos desta autora.
Sinopse "Entre o Agora e o Nunca":
Camryn Bennett decide, com a impetuosidade dos seus 20 anos, abandonar um quotidiano previsível e aventurar-se numa viagem sem destino em busca de si própria. Entra num autocarro de longo curso e deixa-se ir ao sabor do momento. É então que conhece a pessoa que irá mudar para sempre a sua vida - Andrew Parish, um jovem que vive a vida intensamente. O espírito livre e aventuroso de Andrew exerce sobre Camryn um poderoso fascínio e, pouco a pouco, vai quebrando as suas defesas, libertando-a das convenções que a impedem de viver plenamente o presente e expondo os seus desejos mais secretos. Sensual e inspirador, este romance fala-nos do amor, da paixão, do erotismo... e da coragem de vivermos até ao limite sem nos trairmos a nós próprios.
Sinopse "Entre o Agora e o Sempre":
Entre o Agora e o Sempre é a muito aguardada sequela de Entre o Agora e o Nunca, o romance que nos apresentou Camryn Bennett e Andrew Parrish, dois jovens em busca do lado mais ousado da vida, que se conhecem e apaixonam durante uma viagem de autocarro. Agora, alguns meses depois desse primeiro encontro, estão noivos e esperam, entusiasmados, a chegada do primeiro filho. Mas, quando nada o fazia prever, a tragédia bate-lhes à porta. J. A. Redmerski deixa-nos de novo rendidos ao fascínio desta intensa história de amor e dos seus protagonistas, pela coragem que têm em se manter fiéis a si próprios, vivendo plenamente o presente, com um espírito livre e profundamente apaixonados pela vida.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Livro #100 e #101 - "Possessão" e "Immortal", de J.R.Ward
A leitura destes livros incluí-se no caso "a editora lançou todos os livros em português excepto o último e o leitor tem que se desenrascar".
...Including Sissy, the innocent he freed from Hell. Jim’s determined to protect her—but this makes her a weakness the demon Devina can exploit. With Jim torn between the game and the woman he’s sworn to defend, evil’s more than ready to play dirty.
Humanity’s savior is prepared to do anything to win—even embark on a suicide mission into the shadows of Purgatory. True love is Jim’s only hope for survival—and victory. But can a man with no heart and no soul be saved by something he doesn’t believe in?
Confesso que não sou grande fã desta saga, mas perdi o meu tempo a ler cinco livro que mais parecem tijolos, por isso, por um livro não ia deixar de terminar a saga. Lá dei a volta e arranjei o sexto livro em ebook e dei por terminada esta saga.
Acho que o grande motivo por não gostar desta saga é por causa das lacunas que a história geral tem, o que acabou por fazer com que eu não gostasse das personagens. Aliás, eu pouca ou nenhuma relação consegui criar com as personagens. Okay, a J.R. Ward cria personagens pouco relacionáveis, mas enquanto que na "Irmandade da Adaga Negra" eu torço para que tudo corra bem para as personagens, nesta série pouco me importei se as coisas corriam bem ou mal.
Os primeiros livros foram bastante desinteressantes mas nestes dois últimos a história ganhou algum interesse, mas nada que se tornasse memorável. E para ser sincera, é algo que os livros desta autora já me vem habituando. São óptimos livros para se ler quando não se tem nada mais interessante para ler, o que é uma pena, porque as histórias base são interessantes, mas a escrita da autora e o rumo que ela dá à história e às personagens acaba por ser mais do mesmo que em livros anteriores ou de outra saga escrita por ela.
Mais do mesmo e previsível ... é a melhor maneira que encontro para definir estes dois livros.
7 PECADOS MORTAIS…
Sete almas para salvar. Esta é a quinta.
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido. Quando Cait Douglass decide recuperar do seu desgosto de amor, despojar-se das suas inibições e começar realmente a viver, não está preparada para os dois homens sensuais que se atravessam no seu caminho. Dividida entre eles, não sabe qual escolher - ou que tipo de consequências terríveis podem surgir.
Jim Heron, anjo caído e salvador relutante, está na guerra mas coloca tudo em risco quando tenta fazer um acordo com o diabo - literalmente. Quando mais uma alma é involuntariamente apanhada na batalha entre ele e o demónio Devina, a sua fixação numa inocente presa no inferno ameaça desviá-lo do seu dever sagrado...
Pode o bem ainda prevalecer se o amor verdadeiro enfraquece um salvador? E será que o futuro de uma mulher é a chave, ou a maldição, para toda a humanidade? Só o tempo, e os corações, dirão.
7 PECADOS MORTAIS… Sete almas afetadas por esses pecados. Sete pessoas numa encruzilhada, com uma escolha que deve ser feita. E para salvá-las apenas um homem, metade anjo, metade demónio…
Sinopse "Immortal":
The Creator invented the game, and the stakes are nothing less than the fate of the quick and the dead: seven souls, seven crossroads. Reluctant savior Jim Heron has compromised himself, his body and his soul, and yet he’s on the verge of losing everything...Sete almas para salvar. Esta é a quinta.
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido. Quando Cait Douglass decide recuperar do seu desgosto de amor, despojar-se das suas inibições e começar realmente a viver, não está preparada para os dois homens sensuais que se atravessam no seu caminho. Dividida entre eles, não sabe qual escolher - ou que tipo de consequências terríveis podem surgir.
Jim Heron, anjo caído e salvador relutante, está na guerra mas coloca tudo em risco quando tenta fazer um acordo com o diabo - literalmente. Quando mais uma alma é involuntariamente apanhada na batalha entre ele e o demónio Devina, a sua fixação numa inocente presa no inferno ameaça desviá-lo do seu dever sagrado...
Pode o bem ainda prevalecer se o amor verdadeiro enfraquece um salvador? E será que o futuro de uma mulher é a chave, ou a maldição, para toda a humanidade? Só o tempo, e os corações, dirão.
7 PECADOS MORTAIS… Sete almas afetadas por esses pecados. Sete pessoas numa encruzilhada, com uma escolha que deve ser feita. E para salvá-las apenas um homem, metade anjo, metade demónio…
Sinopse "Immortal":
...Including Sissy, the innocent he freed from Hell. Jim’s determined to protect her—but this makes her a weakness the demon Devina can exploit. With Jim torn between the game and the woman he’s sworn to defend, evil’s more than ready to play dirty.
Humanity’s savior is prepared to do anything to win—even embark on a suicide mission into the shadows of Purgatory. True love is Jim’s only hope for survival—and victory. But can a man with no heart and no soul be saved by something he doesn’t believe in?
terça-feira, 24 de maio de 2016
Livro #99 - "Lost Stars", de Claudia Gray
Tenho, há anos, a saga Evernight em "lista de espera" para ler, mas acabei por pegar neste livro para, pela primeira vez, ler um livro da Claudia Gray.
Como aconteceu com a autora, nunca tinha lido nenhum dos livros de Star Wars, mas não podia ter começado por um melhor. Adorei ter revivido alguns dos eventos dos filmes através dos olhos de outras personagens.
A história dá uma pequena vibe de "Romeu e Julieta", mas rapidamente esquecemos esse pormenor porque a Cienna não é, de forma alguma, uma donzela à espera de ser salva e ... espaço, Wookies, naves, Darth Vader ...
Este é daqueles livros em que o leitor nem precisa de ser fã de Star Wars para gostar do livro, escrita ou personagens. Aliás, havia alturas em que me esquecia completamente que estava a ler um livro que se passava no universo Star Wars.
Gostei tanto dele que, passado semanas depois de o ler, ainda nem consigo formar pensamentos coerentes sobre ele. E só não lhe dei cinco estrelas porque é mais do que óbvio que vai acontecer no fim, apesar de que estava a torcer para que isso acontecesse.
Sem sombra de dúvidas que vou continuar a acompanhar os livros desta autora no universo Star Wars, mas também fiquei com imensa vontade de ler as outras sagas dela.
Sinopse:
A long time ago in a galaxy far, far away…
Eight years after the fall of the Old Republic, the Galactic Empire now reigns over the known galaxy. Resistance to the Empire has been all but silenced. Only a few courageous leaders such as Bail Organa of Alderaan still dare to openly oppose Emperor Palpatine.
After years of defiance, the many worlds at the edge of the Outer Rim have surrendered. With each planet’s conquest, the Empire’s might grows stronger.
The latest to fall under the Emperor’s control is the isolated mountain planet Jelucan, whose citizens hope for a more prosperous future even as the Imperial Starfleet gathers overhead…
Eight years after the fall of the Old Republic, the Galactic Empire now reigns over the known galaxy. Resistance to the Empire has been all but silenced. Only a few courageous leaders such as Bail Organa of Alderaan still dare to openly oppose Emperor Palpatine.
After years of defiance, the many worlds at the edge of the Outer Rim have surrendered. With each planet’s conquest, the Empire’s might grows stronger.
The latest to fall under the Emperor’s control is the isolated mountain planet Jelucan, whose citizens hope for a more prosperous future even as the Imperial Starfleet gathers overhead…
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Livro #98 - "Sweet Ruin", de Kresley Cole
Uau, este livro surpreendeu-me e não pela positiva. Pela primeira vez na minha vida de leitora dei uma estrela a um livro de Kresley Cole. Yup, verdade verdadinha.
Não houve nada que gostasse neste livro, o que me surpreendeu. Personagens que apareceram do nada, tendo em conta que este livro faz parte de uma série e que, por norma, as personagens principais dos livros já foram, pelo menos, referidos num dos livros anteriores, tal não acontece com estas personagens.
E ainda no assunto das personagens ... oh coisinhas mais planas e sem qualquer interesse. Foi quase como se tivessem sido criadas com o propósito de serem odiadas. Temos uma personagem feminina que pensa que é o Rambo e que só ela tem razão e que sabe tudo quando na realidade não sabe de nada. E depois temos uma personagem masculina que é mais antiquada que D. Sebastião.
Enquanto lia o livro eu só pensava "não, isto não foi escrito pela Kresley Cole", porque a verdade é que a autora é óptima a criar personagens fortes e interessantes, mesmo as personagens femininas, mas a sensação com que fiquei ao ler este livro é que não houve qualquer trabalho no desenvolvimento das personagens.
Desilusão autentica.
Sinopse:
An immortal assassin is caught between desire and duty...
A foundling raised in a world of humans
Growing up, orphaned Josephine didn’t know who or what she was—just that she was “bad,” an outcast with strange powers. Her baby brother Thaddeus was as perfect as she was flawed; protecting him became her entire life. The day he was taken away began Jo’s transition from angry girl... to would-be superhero... to enchanting, ruthless villain.
A lethally sensual enforcer on a mission
A threat to the Møriør has brought archer Rune the Baneblood to the mortal realm to slay the oldest living Valkyrie. Whether by bow or in bed, he never fails to eliminate his target. Yet before he can strike, he encounters a vampiric creature whose beauty conceals a black heart. With one bite, she pierces him with aching pleasure, taking his forbidden blood - and jeopardizing the secrets of his brethren.
A boundless passion that will lead to sweet ruin...
Could this exquisite female be a spy sent by the very Valkyrie he hunts? Rune knows he must not trust Josephine, yet he’s unable to turn her away. Despite his millennia of sexual conquests, he can’t ignore the unfamiliar longing she arouses deep within him. When Jo betrays the identity of the one man she will die to protect, she and Rune become locked in a treacherous battle of wills that pits ultimate loyalty against unbridled lust.
Não houve nada que gostasse neste livro, o que me surpreendeu. Personagens que apareceram do nada, tendo em conta que este livro faz parte de uma série e que, por norma, as personagens principais dos livros já foram, pelo menos, referidos num dos livros anteriores, tal não acontece com estas personagens.
E ainda no assunto das personagens ... oh coisinhas mais planas e sem qualquer interesse. Foi quase como se tivessem sido criadas com o propósito de serem odiadas. Temos uma personagem feminina que pensa que é o Rambo e que só ela tem razão e que sabe tudo quando na realidade não sabe de nada. E depois temos uma personagem masculina que é mais antiquada que D. Sebastião.
Enquanto lia o livro eu só pensava "não, isto não foi escrito pela Kresley Cole", porque a verdade é que a autora é óptima a criar personagens fortes e interessantes, mesmo as personagens femininas, mas a sensação com que fiquei ao ler este livro é que não houve qualquer trabalho no desenvolvimento das personagens.
Desilusão autentica.
Sinopse:
An immortal assassin is caught between desire and duty...
A foundling raised in a world of humans
Growing up, orphaned Josephine didn’t know who or what she was—just that she was “bad,” an outcast with strange powers. Her baby brother Thaddeus was as perfect as she was flawed; protecting him became her entire life. The day he was taken away began Jo’s transition from angry girl... to would-be superhero... to enchanting, ruthless villain.
A lethally sensual enforcer on a mission
A threat to the Møriør has brought archer Rune the Baneblood to the mortal realm to slay the oldest living Valkyrie. Whether by bow or in bed, he never fails to eliminate his target. Yet before he can strike, he encounters a vampiric creature whose beauty conceals a black heart. With one bite, she pierces him with aching pleasure, taking his forbidden blood - and jeopardizing the secrets of his brethren.
A boundless passion that will lead to sweet ruin...
Could this exquisite female be a spy sent by the very Valkyrie he hunts? Rune knows he must not trust Josephine, yet he’s unable to turn her away. Despite his millennia of sexual conquests, he can’t ignore the unfamiliar longing she arouses deep within him. When Jo betrays the identity of the one man she will die to protect, she and Rune become locked in a treacherous battle of wills that pits ultimate loyalty against unbridled lust.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Livro #91 a #97 - Saga "Predador da Noite", de Sherrilyn Kenyon (Parte 3)
Esta é a parte desta saga em que me sinto mais "confusa". Os livros não são maus, mas envolve muita história e lendas nativo-americanas e não é algo que me interesse muito ou, pelo menos, não tanto como a mitologia grega e romana.
Dito isso, gosto que a autora envolva outras mitologias nesta saga, que não se mantenha apenas numa, que haja interacção entre panteões, mas também que dê a conhecer outras histórias, especialmente aqueles leitores que não estão familiarizados com as lendas nativo-americanas.
E depois temos ali o Dev e o Fang. Adorei, na altura, saber que eles tinham o seu próprio livro e continuo, até hoje, a gostar bastante deles.
E, claro, continua a ser o fim do mundo em cuecas, e por esse motivo, não posso falar muito sobre estes livros sem que me escape um spoiler.
É daquelas sagas que vou sempre recomendar porque tem um pouco de tudo. Uma das sagas mais completas que li até hoje.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Livro #90 - "Not That Kind of Girl", de Lena Dunham
Sempre admirei a Lena Dunham, não gosto muito do trabalho dela, mas a maneira de ser dela, a maneira como se comporta e a maneira desinibida como encara a vida faz com que sinta curiosidade sempre que ela lança um novo projecto.
Durante algum tempo tentei seguir a série "Girls", mas a minha paciência esgotou-se porque a série começou a ficar um pouco ridícula, mas quando vi que ela lançou um livro, lá apareceu a minha curiosidade novamente.
Não me vou alongar muito na review deste livro porque o meu défice de atenção quando o li estava constantemente a desaparecer porque, tal como a série, o livro acabou por se tornar ridículo e em nada aquilo que estava à espera.
Basicamente o livro é um guia para a vida sexual dela e não se pode considerar uma autobiografia. Esperava algo onde ela contasse como se tornou na mulher que é hoje, a história de vida dela e em vez disso encontrei algo que quase acredito ser ficção. Teria ficado melhor na ignorância, no que diz respeito à vida de Lena Dunham.
Sinopse:
"There is nothing gutsier to me than a person announcing that their story is one that deserves to be told," writes Lena Dunham, and it certainly takes guts to share the stories that make up her first book, Not That Kind of Girl. These are stories about getting your butt touched by your boss, about friendship and dieting (kind of) and having two existential crises before the age of 20. Stories about travel, both successful and less so, and about having the kind of sex where you feel like keeping your sneakers on in case you have to run away during the act. Stories about proving yourself to a room of 50-year-old men in Hollywood and showing up to "an outlandishly high-fashion event with the crustiest red nose you ever saw." Fearless, smart, and as heartbreakingly honest as ever, Not That Kind of Girl establishes Lena Dunham as more than a hugely talented director, actress and producer-it announces her as a fresh and vibrant new literary voice
Durante algum tempo tentei seguir a série "Girls", mas a minha paciência esgotou-se porque a série começou a ficar um pouco ridícula, mas quando vi que ela lançou um livro, lá apareceu a minha curiosidade novamente.
Não me vou alongar muito na review deste livro porque o meu défice de atenção quando o li estava constantemente a desaparecer porque, tal como a série, o livro acabou por se tornar ridículo e em nada aquilo que estava à espera.
Basicamente o livro é um guia para a vida sexual dela e não se pode considerar uma autobiografia. Esperava algo onde ela contasse como se tornou na mulher que é hoje, a história de vida dela e em vez disso encontrei algo que quase acredito ser ficção. Teria ficado melhor na ignorância, no que diz respeito à vida de Lena Dunham.
Sinopse:
"There is nothing gutsier to me than a person announcing that their story is one that deserves to be told," writes Lena Dunham, and it certainly takes guts to share the stories that make up her first book, Not That Kind of Girl. These are stories about getting your butt touched by your boss, about friendship and dieting (kind of) and having two existential crises before the age of 20. Stories about travel, both successful and less so, and about having the kind of sex where you feel like keeping your sneakers on in case you have to run away during the act. Stories about proving yourself to a room of 50-year-old men in Hollywood and showing up to "an outlandishly high-fashion event with the crustiest red nose you ever saw." Fearless, smart, and as heartbreakingly honest as ever, Not That Kind of Girl establishes Lena Dunham as more than a hugely talented director, actress and producer-it announces her as a fresh and vibrant new literary voice
domingo, 24 de abril de 2016
Livro #87 a #89 - "Splintered" / "Unhinged" / "Ensnared", de A.G. Howard
Eu e o mundo Wonderland tratamo-nos pelo primeiro nome e quando "tropecei" nesta trilogia foi quase como que destinado. Quer dizer, um retelling de "Alice no País das Maravilhas"? Claro que vou ler.
Como acontece com "Dorothy Must Die", esta trilogia não pode ser chamada exactamente de retelling porque acontece depois de Alice ter ido a Wonderland e a história acompanha o que aconteceu aos descendentes dela.
Teoricamente, todos os descendentes de Alice Liddell sofrem de doenças mentais, quer seja depressão ou simplesmente plena loucura e a protagonista desta trilogia não é excepção, simplesmente consegue esconder isso melhor que a sua mãe, avó e por aí fora. A mãe dela está, inclusive, presa num sanatório porque a atacou quando ela era apenas uma criança. Mas quando a mãe dela é indicada para receber terapia de choques (porque supostamente não há mais solução para o caso dela) e Alyssa apercebe-se que talvez a mãe não seja assim tão lunática como parece, ela decide "escutar" o chamamento de Wonderland e dessa maneira provar que a mãe não é maluca e que apenas está no sanatório para se proteger de algumas criaturas não muito simpáticas de Wonderland.
Gostei bastante do primeiro livro, mas, para mim, a história teria ficado por ali. Não havia necessidade de serem editados mais dois livros, sobretudo quando esses dois livros vieram destruir completamente as personagens do primeiro, mas também porque a história desenvolvida neles foi bastante aborrecida.
E depois aquele triângulo amoroso? WTF? Okay, este é daqueles casos raros em que o triângulo amoroso é criado com uma boa intenção, com significado. Alyssa, Jeb e Morpheus são tipo o protótipo de triângulo amoroso com sentido já que o Jeb representa o dito mundo normal e o Morpheus o mundo de Wonderland, mas podia algo tão genial ter sido tão mal aproveitado? Claro que sim. A Aly fica com o Jeb no mundo normal e quando ele morrer ela vai para a Wonderland e fica com o Morpheus. What??? E para piorar as coisas, ambos os rapazes sabem disso. O QUÊ? Poderia haver algo mais ridículo?
Um livro e chegava. Seria uma história espectacular e original. Okay, vamos fazer de conta que os outros dois livros não existem.
Um ponto positivo sobre esta autora? É espectacular com plot twists. O primeiro livro tem uma boa quantidade deles, bem como os outros dois livros. Quando pensava que a história ia numa direcção, eis que era quase como que se a autora dissesse "nem pensar que vais pensar que a história é assim tão previsível" e eis que acontecia ou era revelado algo que me deixava de boca aberta e por isso é que dei três estrelas aos dois livros que quero ignorar.
Mas sim, uma trilogia que teria ficado melhor com apenas um livro.
Goodreads
Sinopse "Splintered":
This stunning debut captures the grotesque madness of a mystical under-land, as well as a girl’s pangs of first love and independence.
Alyssa Gardner hears the whispers of bugs and flowers—precisely the affliction that landed her mother in a mental hospital years before. This family curse stretches back to her ancestor Alice Liddell, the real-life inspiration for Lewis Carroll’s Alice’s Adventures in Wonderland. Alyssa might be crazy, but she manages to keep it together. For now.
When her mother’s mental health takes a turn for the worse, Alyssa learns that what she thought was fiction is based in terrifying reality. The real Wonderland is a place far darker and more twisted than Lewis Carroll ever let on. There, Alyssa must pass a series of tests, including draining an ocean of Alice’s tears, waking the slumbering tea party, and subduing a vicious bandersnatch, to fix Alice’s mistakes and save her family. She must also decide whom to trust: Jeb, her gorgeous best friend and secret crush, or the sexy but suspicious Morpheus, her guide through Wonderland, who may have dark motives of his own.
Sinopse "Unhinged":
Alyssa Gardner has been down the rabbit hole and faced the bandersnatch. She saved the life of Jeb, the guy she loves, and escaped the machinations of the disturbingly seductive Morpheus and the vindictive Queen Red. Now all she has to do is graduate high school and make it through prom so she can attend the prestigious art school in London she's always dreamed of.
That would be easier without her mother, freshly released from an asylum, acting overly protective and suspicious. And it would be much simpler if the mysterious Morpheus didn’t show up for school one day to tempt her with another dangerous quest in the dark, challenging Wonderland—where she (partly) belongs.
As prom and graduation creep closer, Alyssa juggles Morpheus’s unsettling presence in her real world with trying to tell Jeb the truth about a past he’s forgotten. Glimpses of Wonderland start to bleed through her art and into her world in very disturbing ways, and Morpheus warns that Queen Red won’t be far behind.
If Alyssa stays in the human realm, she could endanger Jeb, her parents, and everyone she loves. But if she steps through the rabbit hole again, she'll face a deadly battle that could cost more than just her head.
Sinopse "Ensnared":
After surviving a disastrous battle at prom, Alyssa has embraced her madness and gained perspective. She’s determined to rescue her two worlds and the people and netherlings she loves. Even if it means challenging Queen Red to a final battle of wills and wiles . . . and even if the only way to Wonderland, now that the rabbit hole is closed, is through the looking-glass world—-a parallel dimension filled with mutated and sadistic netherling outcasts.
In the final installment of the Splintered trilogy, Alyssa and her dad journey into the heart of magic and mayhem in search of her mom and to set right all that’s gone wrong. Together with Jeb and Morpheus, they must salvage Wonderland from the decay and destruction that has ensnared it. But even if everyone succeeds and comes out alive, can they all truly have their happily ever after?
sábado, 23 de abril de 2016
Livro #84 a #86 - "Dorothy Must Die" / "The Wicked Will Rise" / "Yellow Brick War", de Danielle Paige
Sinceramente, não sei se podemos chamar a esta saga um retelling porque a história de "O Feiticeiro de Oz" aconteceu, foi contada e a narrativa destes livros é o após esses eventos. Depois de o Feiticeiro ter garantido os desejos da Dorothy e dos seus amigos. Depois de a Dorothy e o Feiticeiro terem voltado para casa.
Então, depois de Dorothy ter voltado para Kansas pode-se dizer que entrou em depressão. Quer dizer, viaja-se até Oz, tem-se uma aventura espectacular, encontra-se criaturas que mais parecem saídas de um sonho e espera-se que voltar à realidade seja algo maravilhoso? Claro que não. Então, ela volta lá para Oz e acaba por ser corrompida pela magia e transforma Oz num autêntico inferno e pelo caminho acaba por corromper o Leão, o Homem Lata e o Espanta Corvos. Resumindo, eles acabam por se tornar em algo saído de um pesadelo e em nada idênticos ao que eram em "O Feiticeiro de Oz".
E é então que entra a Amy, também ela de Kansas e acaba por ser recrutada por, nada mais, nada menos, pela rebelião constituída pelas Bruxas. E a história desenvolve-se a partir daí.
Dizer que adorei estes livros é pouco. Quer dizer, o terceiro volume foi um bocadinho mais "secante" que os anteriores, mas foi quase como que uma lufada de ar fresco ler um livro em que a personagem principal é inteligente e que não se deixa levar pela relação amorosa. Resumindo, sim, há romance nestes livros, mas a Amy nunca prejudica os planos da rebelião para colocar a sua vida amorosa ou o interesse amoroso em primeiro lugar.
E podemos falar no Nox? É mais do que óbvio que vai haver algo entre ele e a Amy, mas a autora deixa a relação deles desenvolver-se e não usou a fraca desculpa do "intalove". Há desenvolvimento de relações e de personagens, mas sem ser aborrecido.
Dizer que estou ansiosa por colocar as minhas mãos nas short stories é pouco, porque estou mesmo curiosa por saber como as personagens da história original passaram para o dark side. E depois de ter devorado os três primeiros volumes, vou ter que desesperar pelo quarto que, provavelmente só sairá daqui a um ano, ou mais.
Mas aconselho mesmo esta saga. É uma daquelas sagas que nos deixa satisfeitos e em que o leitor não sente que é apenas mais uma retelling que está na moda.
Sinopse "Doroty Must Die":
I didn't ask for any of this. I didn't ask to be some kind of hero.
But when your whole life gets swept up by a tornado - taking you with it - you have no choice but to go along, you know?
Sure, I've read the books. I've seen the movies. I know the song about the rainbow and the happy little bluebirds. But I never expected Oz to look like this. To be a place where Good Witches can't be trusted, Wicked Witches may just be the good guys, and winged monkeys can be executed for acts of rebellion. There's still a yellow brick road - but even that's crumbling.
What happened? Dorothy.
They say she found a way to come back to Oz. They say she seized power and the power went to her head. And now no one is safe.
My name is Amy Gumm - and I'm the other girl from Kansas.
I've been recruited by the Revolutionary Order of the Wicked.
I've been trained to fight.
And I have a mission.
Sinopse "The Wicked Will Rise":
In this dark, high-octane sequel to the New York Times bestselling Dorothy Must Die, Amy Gumm must do everything in her power to kill Dorothy and free Oz.
To make Oz a free land again, Amy Gumm was given a mission: remove the Tin Woodman’s heart, steal the Scarecrow’s brain, take the Lion’s courage, and then Dorothy must die...
But Dorothy still lives. Now the Revolutionary Order of the Wicked has vanished, and mysterious Princess Ozma might be Amy’s only ally. As Amy learns the truth about her mission, she realizes that she’s only just scratched the surface of Oz’s past—and that Kansas, the home she couldn't wait to leave behind, may also be in danger. In a place where the line between good and evil shifts with just a strong gust of wind, who can Amy trust—and who is really Wicked?
Sinopse "Yellow Brick War":
In this dark, action-packed third book in the New York Times bestselling Dorothy Must Die series, Amy Gumm—the new girl from Kansas—must do everything in her power to save Kansas, kill Dorothy, and make Oz a free land once more.
Amy Gumm’s mission to take down Dorothy Gale is not going according to plan. Dorothy has found a way to bridge the worlds of Oz and Kansas, and if the power-hungry dictator of Oz has her way, Kansas will be destroyed forever. Now, Amy has to team up with the Revolutionary Order of the Wicked to save her home, restore the balance between the magic and nonmagic worlds, maybe get the guy—and kill that not-so-sweet Kansas farm girl once and for all.
In the third installment of the New York Times bestselling Dorothy Must Die series, Danielle Paige’s twisted versions of beloved Oz characters are back, including the biggest, baddest, most famous of all: the Wicked Witch of the West.
Welcome to the other side of the rainbow. Here there’s danger around every corner, and magic shoes won’t be able to save you.
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