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domingo, 24 de abril de 2016

Livro #87 a #89 - "Splintered" / "Unhinged" / "Ensnared", de A.G. Howard


[Contêm Spoilers]
Eu e o mundo Wonderland tratamo-nos pelo primeiro nome e quando "tropecei" nesta trilogia foi quase como que destinado. Quer dizer, um retelling de "Alice no País das Maravilhas"? Claro que vou ler.
Como acontece com "Dorothy Must Die", esta trilogia não pode ser chamada exactamente de retelling porque acontece depois de Alice ter ido a Wonderland e a história acompanha o que aconteceu aos descendentes dela.
Teoricamente, todos os descendentes de Alice Liddell sofrem de doenças mentais, quer seja depressão ou simplesmente plena loucura e a protagonista desta trilogia não é excepção, simplesmente consegue esconder isso melhor que a sua mãe, avó e por aí fora. A mãe dela está, inclusive, presa num sanatório porque a atacou quando ela era apenas uma criança. Mas quando a mãe dela é indicada para receber terapia de choques (porque supostamente não há mais solução para o caso dela) e Alyssa apercebe-se que talvez a mãe não seja assim tão lunática como parece, ela decide "escutar" o chamamento de Wonderland e dessa maneira provar que a mãe não é maluca e que apenas está no sanatório para se proteger de algumas criaturas não muito simpáticas de Wonderland.
Gostei bastante do primeiro livro, mas, para mim, a história teria ficado por ali. Não havia necessidade de serem editados mais dois livros, sobretudo quando esses dois livros vieram destruir completamente as personagens do primeiro, mas também porque a história desenvolvida neles foi bastante aborrecida.
E depois aquele triângulo amoroso? WTF?  Okay, este é daqueles casos raros em que o triângulo amoroso é criado com uma boa intenção, com significado. Alyssa, Jeb e Morpheus são tipo o protótipo de triângulo amoroso com sentido já que o Jeb representa o dito mundo normal e o Morpheus o mundo de Wonderland, mas podia algo tão genial ter sido tão mal aproveitado? Claro que sim. A Aly fica com o Jeb no mundo normal e quando ele morrer ela vai para a Wonderland e fica com o Morpheus. What??? E para piorar as coisas, ambos os rapazes sabem disso. O QUÊ? Poderia haver algo mais ridículo?
Um livro e chegava. Seria uma história espectacular e original. Okay, vamos fazer de conta que os outros dois livros não existem.
Um ponto positivo sobre esta autora? É espectacular com plot twists. O primeiro livro tem uma boa quantidade deles, bem como os outros dois livros. Quando pensava que a história ia numa direcção, eis que era quase como que se a autora dissesse "nem pensar que vais pensar que a história é assim tão previsível"  e eis que acontecia ou era revelado algo que me deixava de boca aberta e por isso é que dei três estrelas aos dois livros que quero ignorar.
Mas sim, uma trilogia que teria ficado melhor com apenas um livro.

Goodreads

Sinopse "Splintered":
This stunning debut captures the grotesque madness of a mystical under-land, as well as a girl’s pangs of first love and independence.
Alyssa Gardner hears the whispers of bugs and flowers—precisely the affliction that landed her mother in a mental hospital years before. This family curse stretches back to her ancestor Alice Liddell, the real-life inspiration for Lewis Carroll’s Alice’s Adventures in Wonderland. Alyssa might be crazy, but she manages to keep it together. For now.
When her mother’s mental health takes a turn for the worse, Alyssa learns that what she thought was fiction is based in terrifying reality. The real Wonderland is a place far darker and more twisted than Lewis Carroll ever let on. There, Alyssa must pass a series of tests, including draining an ocean of Alice’s tears, waking the slumbering tea party, and subduing a vicious bandersnatch, to fix Alice’s mistakes and save her family. She must also decide whom to trust: Jeb, her gorgeous best friend and secret crush, or the sexy but suspicious Morpheus, her guide through Wonderland, who may have dark motives of his own.

Sinopse "Unhinged":
Alyssa Gardner has been down the rabbit hole and faced the bandersnatch. She saved the life of Jeb, the guy she loves, and escaped the machinations of the disturbingly seductive Morpheus and the vindictive Queen Red. Now all she has to do is graduate high school and make it through prom so she can attend the prestigious art school in London she's always dreamed of.
That would be easier without her mother, freshly released from an asylum, acting overly protective and suspicious. And it would be much simpler if the mysterious Morpheus didn’t show up for school one day to tempt her with another dangerous quest in the dark, challenging Wonderland—where she (partly) belongs.
As prom and graduation creep closer, Alyssa juggles Morpheus’s unsettling presence in her real world with trying to tell Jeb the truth about a past he’s forgotten. Glimpses of Wonderland start to bleed through her art and into her world in very disturbing ways, and Morpheus warns that Queen Red won’t be far behind.
If Alyssa stays in the human realm, she could endanger Jeb, her parents, and everyone she loves. But if she steps through the rabbit hole again, she'll face a deadly battle that could cost more than just her head.

Sinopse "Ensnared":
After surviving a disastrous battle at prom, Alyssa has embraced her madness and gained perspective. She’s determined to rescue her two worlds and the people and netherlings she loves. Even if it means challenging Queen Red to a final battle of wills and wiles . . . and even if the only way to Wonderland, now that the rabbit hole is closed, is through the looking-glass world—-a parallel dimension filled with mutated and sadistic netherling outcasts.
In the final installment of the Splintered trilogy, Alyssa and her dad journey into the heart of magic and mayhem in search of her mom and to set right all that’s gone wrong. Together with Jeb and Morpheus, they must salvage Wonderland from the decay and destruction that has ensnared it. But even if everyone succeeds and comes out alive, can they all truly have their happily ever after?

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Maratona Literária #2: Vedatona

Não estava a contar entrar numa maratona literária tão cedo, mas não consegui resistir e além disso são apenas quatro categorias e  decorre durante uma semana.
Então, descobri a Vedatona no instagram e apesar de ser em cima da hora, lá decidi tentar.
Vamos então à minha TBR:
1 - Um livro de um autor que nunca leste: "Obsidian" de Jennifer L. Armentrout

2 - Livro de um genero que leste pouco este ano: "Aice Eu Fui" de Melanie Benjamin (uma espécie de biografia romanceada)

3 - Um livro de uma série que já começas-te: "Day 21" de Kass Morgan

4 - Livro de um autor que gostes: "Afterburn / Aftershock" de Sylvia Day

A maratona vai decorrer de 23 a 30 de Abril e espero conseguir ler pelo menos estes quatro livros no decorrer desta semana. Não sei como vai ser a próxima semana a nível de tempo livre para ler por causa de trabalho, mas Segunda é feriado e espero avançar o suficiente nesse dia.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

ink in wonderland.

Quando uma pessoa tem 16 anos e é meia avariada das ideias, especialmente se estuda artes, a perspectiva de uma tatuagem é bastante apelativa, sobretudo se tivermos a aprovação dos nossos pais.
Fiz a minha primeira tatuagem quando tinha 16 anos e não tinha qualquer significado, era simplesmente uma das hipóteses que me deram e não me preocupei muito com isso porque, supostamente, era algo temporário, a tinta desapareceria dali a cinco anos.
A pessoa que fez a tatuagem era inexperiente e na altura foi algo bastante doloroso. Eu não vi o resultado final senão um mês depois porque a tatuagem ficou totalmente coberta por uma crosta de sangue.
O resultado final foi ter ficado com um saliência com o formato da tatuagem e passado os cinco anos a tatuagem não mostrava sinais de desaparecer. Dez anos depois, apenas alguns traços tinham desaparecidos e o resultado não era bonito.
Doze anos depois tomei a decisão que a solução seria fazer um cover up.
O ano passado fui à convenção de tatuagem, Oporto Tattoo, e fiz uma tatuagem do símbolo da série "Dark Hunters" e gostei bastante do resultado final, mas também do preço. Enquanto que a maioria estava lá para ganhar dinheiro, a maioria dos tatuadores estrangeiros queria apenas mostrar o seu trabalho o que tornou os preços bastante acessíveis.
Este ano acabei por ir a mesma tatuadora mas com algo mais complicado: tapar um erro da adolescência.
A tatuagem que tinha em mente não dava para tapar a que tinha, a não ser que ficasse enorme e então começou um brainstorming ali no meio do pavilhão.
A tatuagem inicial que queria era relacionada com a Alice no País das Maravilhas e era em torno do Chessie com o chapéu do Chapeleiro Louco, a Lagarta e o relógio do Coelho Branco.
Cheguei ao ponto de desistir de fazer a tatuagem porque naquele momento só queria mesmo tapar a que tinha e não tinha pensado em mais nada. Mas havia luz ao fundo do túnel e resultado apareceram:
Uma das ilustrações originais e a minha preferida. Sim, ficou um bocado maior do que estava à espera, mas ... adoro, simplesmente perfeita.
Mas para além de perfeita e de ter o seu significado, a tatuagem é especial porque foi desenhada directamente no braço. Normalmente o tatuadores, nestes casos, fazem um decalque do desenho e depois "transferem" para a pele. Este foi feito "à là freehand" por isso posso garantir que ninguém tem uma tatuagem igual a esta mesmo que seja uma tatuagem da mesma ilustração.
Depois de ter feito esta tatuagem fiquei bastante empolgada com os planos futuros para outras tatuagem porque quero fazer seguimento dela para outros contos de fadas, mas também porque, num sitio ainda por decidir, quero fazer a tatuagem que tinha originalmente em mente.
A tatuadora ainda me perguntou se queria colocar a frase "we're all mad here", a minha frase preferida da história, mas acabei por não a colocar uma vez que ela está incluída na tatuagem que tinha inicialmente em mente, que vou definitivamente fazer noutra altura.
Moral da história: há quase sempre solução para tudo, até para erros que cometemos na adolescência. Mas sobretudo, pensem bem antes de fazer uma tatuagem porque nem sempre se encontram artistas que possam fazer uma boa cover up. Eu tive a sorte de a encontrar, mas também tive a sorte de, dentro do tema que queria, encontrar algo que tornasse possível tapar.
Ah! E se alguém vos disser que a tatuagem é temporária, que a tinta desaparecer daqui a cinco anos, não acreditem. Como a minha história, existem milhentas. A tinta não desaparece, os traços da tatuagem ficam simplesmente mais esbatidos.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Caixa Literária #2 - Fandom of The Month Club February Box

Esta foi a primeira subscrição que fiz e na altura pedi para três meses porque a nível de preço são bastante acessível (se excluirmos os portes de envio) e gostei bastante do conceito.
Esta é a terceira e última caixa e ... ela deu-me bastante dores de cabeça. Esta é a caixa do mês de Fevereiro e chegou apenas hoje. Yup, ficou retida na alfândega DE LISBOA (e eu sou do Porto) e eles não me facilitaram muito as coisas.
Pois bem, esta caixa não é bem literária, porque não vem com livro mas a maioria dos temas mensais está relacionada com os livros (só a primeira caixa que recebi é que não estava relacionada com livros).
De modo geral gostei da experiência, mas fiquei um pouco decepcionada com a segunda caixa que recebi porque estava relacionada com Harry Potter e, na altura em que a recebi, não tinha lido nenhum livro da saga, mas também porque na mesma altura eles fizeram uma caixa especial por causa da morte do Alan Rickman, daí não ver a necessidade de no mesmo mês eles fazerem duas caixas sobre o mesmo tema. Já para não falar que, pelo que fui vendo, eles estão sempre a fazer caixas com o tema de Harry Potter.
Decidi que se nos três meses que tinha não me fosse enviada uma caixa relacionada com Harry Potter iria ponderar a ideia de renovar a subscrição, o que acabou por não acontecer.
Tive a sorte de receber duas caixas de temas que adoro, Star Wars e Alice in Wonderland.
Esta caixa é composta por itens na sua maioria bijutaria, um saco pequenino de pano, um íman e um postal.
Sem sombra de dúvida que esta última caixa foi a minha preferida, não só pelo tema, mas pelo pormenor dos itens.
Nesta foto não dá para ver mas ali o anel com a chávena de chá está trabalhada ao pormenor, até parece que tem mesmo liquido dentro. E aqueles brincos ... a minha frase preferida "We're all mad here" ... adorei!
Aconselho todos aqueles que gostam de bijuteria a experimentar esta caixa porque os itens que vêm são tão lindos e tão perfeitos.