Segundo livro de uma saga que me arrependo de não dedicar muito tempo.
A premissa da saga baseia-se na interligação entre a lenda dos cavaleiros do Apocalipse e problemas pelos quais muitos jovens passam. No primeiro livro encontramos uma jovem com anorexia que se debatia com o facto de se tornar no Cavaleiro da Fome e neste segundo livro encontramos uma jovem que luta contra a automutilação e acaba por se tornar o Cavaleiro da Guerra.
E os quatro livros da saga seguem todos essa linha. E chega a um certo ponto que nos esquecemos da parte sobrenatural e queremos apenas concentrar-nos numa realidade que assombra muitos adolescentes. Desde a anorexia, passando pela automutilação e pelo bullying e terminando nas tendências suicidas ...
Eu adoro um bom livro carregado de sobrenatural, e quando comprei os livros foi isso que me chamou a atenção, mas a verdade é que acabou por se tornar mais interessante a ligação dos cavaleiros com os problemas e em como eles se completam do que propriamente a parte de "eu sou um adolescente e acabei de me tornar num Cavaleiro do Apocalipse".
Acho que é uma forma bastante inteligente de chamar a atenção para problemas actuais, mas ao mesmo tempo chamar a atenção dos jovens. Verdade seja dita, os adolescentes de hoje em dia são demasiado isolados e a atenção deles foca-se mais nas redes sociais o que pode causar desinteresse no problema de outros e muitos deles pensam que são os únicos a passar por um determinado problema.
Mais um ponto positivo é o facto de se tratar de um livro que pode ser considerado de auto-ajuda mas que passa por entretenimento facilmente, o que ajuda a aliviar o "ambiente" pesado que o tema atraí.
E a história da Missy é algo revoltante porque uma pessoa se pergunta como é que as pessoas podem ser tão retrógradas e tão maldosas. À medida que fui avançando na leitura apenas tinha vontade que ela se vingasse e que tudo terminasse bem para ela. Mas se há algo que a autora tem de bom é que deixa o final em aberto, não termina com " e viveram felizes para sempre" ou com "e tudo acabou mal", não, o final é sempre o inicio de uma nova caminhada para a personagem principal.
Sem sombra de dúvida que é uma saga que recomendo a toda a gente.
Título: "Rage"
Autor(a): Jackie Morse Kessler
Editora: Harcourt Graphia
Ano: 2011
Edição: 1º
Nº de Paginas: 213
ISBN:978-054-74-4528-1
Sinopse:Missy didn’t mean to cut so deep. But after the party where she was humiliated in front of practically everyone in school, who could blame her for wanting some comfort? Sure, most people don’t find comfort in the touch of a razor blade, but Missy always was . . . different. That’s why she was chosen to become one of the Four Horsemen of the Apocalypse: War.
Now Missy wields a new kind of blade—a big, brutal sword that can cut down anyone and anything in her path. But it’s with this weapon in her hand that Missy learns something that could help her triumph over her own pain: control. A unique approach to the topic of self-mutilation, Rage is the story of a young woman who discovers her own power and refuses to be defeated by the world.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
Livro #4 - Cinder, de Marissa Meyer
[Contêm Spoilers]
Vou começar esta review com a excelente noticia que estava minimamente a par do que se tratava o livro. Algo bastante raro na minha pessoa.
Posto isso, eu não gosto lá muito da história da Cinderela e quando soube que este primeiro livro se baseava no conto de fadas dela "torci o nariz". Mas, curiosamente, gostei bastante.
Custou-me um bocado no início e sinceramente não sei porquê, mas primeiro que arrancasse com a leitura a sério foi complicado.
Basicamente peguem em contos de fadas, transportem-nos para um mundo distópico e coloquem bastante mecânica à mistura com uma pitada de viagens até à lua e temos o mundo de Lunar Chronicles e ... é genial. Como raio é que ninguém se lembrou disso antes? Quer dizer, a Cinderela é um cyborg? Que nasceu na Lua?
Estava a espera do típico casal pãozinho sem sal e do final "... e viveram felizes para sempre", mas fui surpreendida pelo contrário.
É bastante comum ver-se na literatura de hoje em dia uma heroína bastante "morta", sem grande personalidade e sempre à espera que alguém a salve. Mas Cinder não é nada disso, ela salva-se a si mesma e quem tem ideia contrária que se lixe.
E, mais uma vez, para falar a verdade, eu não consigo fazer uma review coerente deste livro, já abri o rascunho deste post milhentas vezes e não me ocorre mais nada a não ser que o livro está excelente e ultrapassou em muito a expectativa que tinha para ele.
Uma escrita simples mas que não deixa de ser trabalhada, personagens bem construídas e cativantes. Se não fosse aquele inicio de leitura manhoso acho que teria dado cinco estrelas.
Título: "Cinder"
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Puffin
Ano: 2012
Edição: 1º
Nº de Paginas: 387
ISBN:978-014-13-4013-5
Sinopse: Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.
Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.
Vou começar esta review com a excelente noticia que estava minimamente a par do que se tratava o livro. Algo bastante raro na minha pessoa.
Posto isso, eu não gosto lá muito da história da Cinderela e quando soube que este primeiro livro se baseava no conto de fadas dela "torci o nariz". Mas, curiosamente, gostei bastante.
Custou-me um bocado no início e sinceramente não sei porquê, mas primeiro que arrancasse com a leitura a sério foi complicado.
Basicamente peguem em contos de fadas, transportem-nos para um mundo distópico e coloquem bastante mecânica à mistura com uma pitada de viagens até à lua e temos o mundo de Lunar Chronicles e ... é genial. Como raio é que ninguém se lembrou disso antes? Quer dizer, a Cinderela é um cyborg? Que nasceu na Lua?
Estava a espera do típico casal pãozinho sem sal e do final "... e viveram felizes para sempre", mas fui surpreendida pelo contrário.
É bastante comum ver-se na literatura de hoje em dia uma heroína bastante "morta", sem grande personalidade e sempre à espera que alguém a salve. Mas Cinder não é nada disso, ela salva-se a si mesma e quem tem ideia contrária que se lixe.
E, mais uma vez, para falar a verdade, eu não consigo fazer uma review coerente deste livro, já abri o rascunho deste post milhentas vezes e não me ocorre mais nada a não ser que o livro está excelente e ultrapassou em muito a expectativa que tinha para ele.
Uma escrita simples mas que não deixa de ser trabalhada, personagens bem construídas e cativantes. Se não fosse aquele inicio de leitura manhoso acho que teria dado cinco estrelas.
Título: "Cinder"
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Puffin
Ano: 2012
Edição: 1º
Nº de Paginas: 387
ISBN:978-014-13-4013-5
Sinopse: Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.
Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.
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