Quando uma pessoa tem 16 anos e é meia avariada das ideias, especialmente se estuda artes, a perspectiva de uma tatuagem é bastante apelativa, sobretudo se tivermos a aprovação dos nossos pais.
Fiz a minha primeira tatuagem quando tinha 16 anos e não tinha qualquer significado, era simplesmente uma das hipóteses que me deram e não me preocupei muito com isso porque, supostamente, era algo temporário, a tinta desapareceria dali a cinco anos.
A pessoa que fez a tatuagem era inexperiente e na altura foi algo bastante doloroso. Eu não vi o resultado final senão um mês depois porque a tatuagem ficou totalmente coberta por uma crosta de sangue.
O resultado final foi ter ficado com um saliência com o formato da tatuagem e passado os cinco anos a tatuagem não mostrava sinais de desaparecer. Dez anos depois, apenas alguns traços tinham desaparecidos e o resultado não era bonito.
Doze anos depois tomei a decisão que a solução seria fazer um cover up.
O ano passado fui à convenção de tatuagem, Oporto Tattoo, e fiz uma tatuagem do símbolo da série "Dark Hunters" e gostei bastante do resultado final, mas também do preço. Enquanto que a maioria estava lá para ganhar dinheiro, a maioria dos tatuadores estrangeiros queria apenas mostrar o seu trabalho o que tornou os preços bastante acessíveis.
Este ano acabei por ir a mesma tatuadora mas com algo mais complicado: tapar um erro da adolescência.
A tatuagem que tinha em mente não dava para tapar a que tinha, a não ser que ficasse enorme e então começou um brainstorming ali no meio do pavilhão.
A tatuagem inicial que queria era relacionada com a Alice no País das Maravilhas e era em torno do Chessie com o chapéu do Chapeleiro Louco, a Lagarta e o relógio do Coelho Branco.
Cheguei ao ponto de desistir de fazer a tatuagem porque naquele momento só queria mesmo tapar a que tinha e não tinha pensado em mais nada. Mas havia luz ao fundo do túnel e resultado apareceram:
Uma das ilustrações originais e a minha preferida. Sim, ficou um bocado maior do que estava à espera, mas ... adoro, simplesmente perfeita.
Mas para além de perfeita e de ter o seu significado, a tatuagem é especial porque foi desenhada directamente no braço. Normalmente o tatuadores, nestes casos, fazem um decalque do desenho e depois "transferem" para a pele. Este foi feito "à là freehand" por isso posso garantir que ninguém tem uma tatuagem igual a esta mesmo que seja uma tatuagem da mesma ilustração.
Depois de ter feito esta tatuagem fiquei bastante empolgada com os planos futuros para outras tatuagem porque quero fazer seguimento dela para outros contos de fadas, mas também porque, num sitio ainda por decidir, quero fazer a tatuagem que tinha originalmente em mente.
A tatuadora ainda me perguntou se queria colocar a frase "we're all mad here", a minha frase preferida da história, mas acabei por não a colocar uma vez que ela está incluída na tatuagem que tinha inicialmente em mente, que vou definitivamente fazer noutra altura.
Moral da história: há quase sempre solução para tudo, até para erros que cometemos na adolescência. Mas sobretudo, pensem bem antes de fazer uma tatuagem porque nem sempre se encontram artistas que possam fazer uma boa cover up. Eu tive a sorte de a encontrar, mas também tive a sorte de, dentro do tema que queria, encontrar algo que tornasse possível tapar.
Ah! E se alguém vos disser que a tatuagem é temporária, que a tinta desaparecer daqui a cinco anos, não acreditem. Como a minha história, existem milhentas. A tinta não desaparece, os traços da tatuagem ficam simplesmente mais esbatidos.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Livro #81 a #83 - "A Elite" / "A Escolha" / "The Heir", de Kiera Cass
Que posso dizer sobre esta série? Que é uma espécie de guilty pleasure parece ser a opinião mais popular.
Devorei os dois livros que me faltavam da trilogia original e descartei o quarto livro. Sim, gostei bastante de ler "A Elite" e "A Escolha" mas li cinquenta páginas do "The Heir" e dizer que só me apeteci espetar com o "livro" na parede é pouco. Só não o fiz porque o estava a ler no Kobo.
Sabem aquela vontade que há de "limpar o palato" depois de ler algo mais para o "intenso"? E tinha acabado de ler "Bad Moon Rising" e os cinco primeiros volumes da graphic novel "Saga" e precisava de algo mais soft e então decidi terminar esta trilogia. O resulta foi surpreendente porque acabou por me levar quase a uma ressaca literária.
Nunca serão obras literárias de grande importância, mas serve para acalmar o desejo por livros românticos e clichés.
Desengane-se quem pensa que vai encontrar uma história de cortar a respiração e cheia de acção. Aliás, pouco ou nada tem de acção, o rebeldes devem de ser o grupo "terrorista" mais desinteressantes que encontrei na literatura.
E depois temos o "The Heir". Se a America era uma personagem principal tola e sem qualquer interesse, a filha dela consegue ser pior. Estamos a falar de uma personagem com 18 anos com a mentalidade de uma criança de oito anos. Não, não e não. Para mim tal não serve por mais clichés que a história possa ser, eu termino os livros, mas uma personagem daquelas nem vale a pena a perda de tempo.
O meu concelho? Leiam a trilogia original e fiquem-se por aí porque os outros livros servem apenas para estragar a ideia com que ficamos dos livros anteriores.
Sinopse "A Elite":
A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.
Sinopse "A Escolha":
Chegou a altura de coroar a vencedora. Quando foi escolhida para competir na Seleção, America nunca imaginou chegar perto da coroa - ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que o fim da competição se aproxima e as ameaças fora dos muros do palácio se tornam mais cruéis, America descobre o quanto tem a perder - e o quanto terá de lutar pelo futuro que deseja.
Sinopse "The Heir":
Twenty years ago, America Singer entered the Selection and won Prince Maxon’s heart. Now the time has come for Princess Eadlyn to hold a Selection of her own. Eadlyn doesn’t expect her Selection to be anything like her parents’ fairy-tale love story. But as the competition begins, she may discover that finding her own happily ever after isn’t as impossible as she always thought.
Devorei os dois livros que me faltavam da trilogia original e descartei o quarto livro. Sim, gostei bastante de ler "A Elite" e "A Escolha" mas li cinquenta páginas do "The Heir" e dizer que só me apeteci espetar com o "livro" na parede é pouco. Só não o fiz porque o estava a ler no Kobo.
Sabem aquela vontade que há de "limpar o palato" depois de ler algo mais para o "intenso"? E tinha acabado de ler "Bad Moon Rising" e os cinco primeiros volumes da graphic novel "Saga" e precisava de algo mais soft e então decidi terminar esta trilogia. O resulta foi surpreendente porque acabou por me levar quase a uma ressaca literária.
Nunca serão obras literárias de grande importância, mas serve para acalmar o desejo por livros românticos e clichés.
Desengane-se quem pensa que vai encontrar uma história de cortar a respiração e cheia de acção. Aliás, pouco ou nada tem de acção, o rebeldes devem de ser o grupo "terrorista" mais desinteressantes que encontrei na literatura.
E depois temos o "The Heir". Se a America era uma personagem principal tola e sem qualquer interesse, a filha dela consegue ser pior. Estamos a falar de uma personagem com 18 anos com a mentalidade de uma criança de oito anos. Não, não e não. Para mim tal não serve por mais clichés que a história possa ser, eu termino os livros, mas uma personagem daquelas nem vale a pena a perda de tempo.
O meu concelho? Leiam a trilogia original e fiquem-se por aí porque os outros livros servem apenas para estragar a ideia com que ficamos dos livros anteriores.
Sinopse "A Elite":
A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.
Sinopse "A Escolha":
Chegou a altura de coroar a vencedora. Quando foi escolhida para competir na Seleção, America nunca imaginou chegar perto da coroa - ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que o fim da competição se aproxima e as ameaças fora dos muros do palácio se tornam mais cruéis, America descobre o quanto tem a perder - e o quanto terá de lutar pelo futuro que deseja.
Sinopse "The Heir":
Twenty years ago, America Singer entered the Selection and won Prince Maxon’s heart. Now the time has come for Princess Eadlyn to hold a Selection of her own. Eadlyn doesn’t expect her Selection to be anything like her parents’ fairy-tale love story. But as the competition begins, she may discover that finding her own happily ever after isn’t as impossible as she always thought.
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