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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Livro #29 - The Raven Boys, de Maggie Stiefvater

Como raio é que vou fazer uma review deste livro? É um livro bastante estranho. Pronto, está feito.
Okay, okay. Sim, é um livro estranho mas no bom sentido. Nunca tinha lido um livro da Maggie Stiefvater e acho que escolhi mal, por a história ser tão estranha, bem como as personagens.
Confesso que havia partes em que nem sequer sabia o que se estava a passar, mas isso já é culpa do meu défice de atenção e não da autora.
Não sei mesmo o que dizer em concreto sobre este livro porque basicamente a autora atira os mistérios para lá e depois não temos as respostas para eles neste livro, o que faz com que o leitor queira ler o seguinte (o que no meu caso é um problema, visto que apenas tenho o primeiro volume) ... não sei mesmo. Sei que lhe dei quatro estrelas e isso também é um mistério para mim porque, não é que não tenha gostado do livros, mas é tão confuso.
Temos um bando de videntes e depois a personagem principal, que faz parte da família de videntes, não tem esse poder, simplesmente intensifica o poder dos outros e para juntar à festa temos um bando de rapazes que, aparentemente, são simplesmente humanos mas que acreditam fielmente no sobrenatural e estão à procura de um rei que supostamente foi enterrado vivo e que é imortal e quem o encontrar tem a possibilidade de receber um favor.
E depois no meio disto tudo temos Ley Lines, árvores que falam latim e ... o Ronan. Okay, ainda não percebi bem o que se passa com ele, mas o livro termina a dizer que ele retirou a Chainsaw, o corvo de estimação dele, dos seus sonhos.
Certo ... o mais provável é conseguir fazer uma review mais coerente depois de ler o segundo volume.
Apesar da confusão toda, é um bom livros, gostei bastante da escrita e, para ser sincera, deu-me o impulso que faltava para ler os outros livros da autora que tenho cá em casa.


"The Raven Boys" página do Goodreads.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Livro #28 - Base Instincts, de Larissa Ione

[Contêm Spoilers]
Estive quase para juntar esta review com a do "Hades" mas este livro é um bocadinho diferente dos anteriores desta saga e merece uma review individual.
Quando peguei no livro não fazia a mínima ideia sobre o que era ou sobre quem era, para mim era simplesmente mais um livro da Larissa Ione e fazia parte de uma saga que tenho acompanhado. Claro que o facto de ser de uma editora diferente me chamou a atenção, mas também não prestei muito tempo a pensar nisso porque a autora também tem livros da mesma saga publicados no projecto 1001 Dark Nights.
O que este livro tem de especial é que o casal representado é homossexual. Não é o primeiro livro que leio em que a homossexualidade é um foco principal e, com sorte, não será o último. Mas o que torna mesmo especial é o facto de que hoje em dia ainda é raro ver isso nos romances sobrenaturais. Os leitores não querem ver dois gajos todos jeitosos a apaixonarem-se um pelo outro, querem o romance mais tradicional e talvez por isso seja tão raro encontrar romances sobrenaturais em que o casal principal seja constituído por dois gajos jeitosos.
Não vou dizer que, para mim, é completamente fácil de ler, são muito anos a ler o típico boy meets girl, mas gosto de encontrar este tipo de surpresas, toda a gente merece um romance e no mundo o amor não escolhe géneros.
O facto de a editora ser diferente dos livros anteriores é ao mesmo tempo triste mas também de orgulho. O livro ser editado por uma editora diferente quer dizer que a editora normal destes livros não deve de ter aceitado o facto de o casal principal ser homossexual. Mas a nova editora, descobri eu depois, lança em exclusivo romances em que o casal principal é constituído por homossexuais. Isto significa que anda por aí gente a pensar fora da caixa e isso é sempre bom.
Quanto à história em si ... meh. É bem melhor que a do "Hades", visto que há bastantes desenvolvimentos mesmo estando a acontecer mil e uma coisas à volta, mas não é nada do outro mundo.
Quem está familiarizado com o mundo de Demonica sabe que os demónios Seminus não podem fazer sexo a não ser com mulheres ... ora, isso é um problema no que diz respeito a um casal homossexual e não gostei lá muito da solução que a autora arranjou para que eles os dois ficassem juntos, mas tinha que haver algo que os fizesse ficar juntos.
Espero mesmo voltar a encontrar mais romances sobrenaturais com casais homossexuais, maioritariamente porque isso significa que a mentalidade das pessoas está a mudar.

"Base Instincts" página do Goodreads.